26 de fev de 2011

O Discurso do Rei

The King's Speech
Ano: 2010
Com quem? Colin Firth (Direito de Amar), Geoffrey Rush (Os Contos Proibidos do Marquê de Frade), Helena Bonham Carter (Alice no País das Maravilhas).

Vou ser bem sincero: Não costumo gostar de filmes que se passam na década de 30 porque tenho preguiça de analisar o contexto histórico. (Isso também é válido para filmes de todas as outras décadas antes da de 90, rs). Mas quem leu alguma sinopse de O Discurso do Rei e achou que esse seria apenas um filme histórico sobre um Rei gago, se enganou FEIO. A gagueira e a Segunda Guerra Mundial se preparando pra estourar são apenas elementos que somam à história de um rei cheio de traumas e insegurança.

A história é simples: Gorge (Colin Firth) é filho do rei da Inglaterra e gago desde os 5 anos. Depois de passar por um monte de fonoaudiólogos, sem sucesso, sua esposa Elizabeth (Helena Bonham Carter) resolve buscar ajuda para o marido com Lionel (Geoffrey Rush), um ator falido apaixonado por Shakespeare, que garante acabar com a gagueira de George utilizando seu métodos exclusivos.

Quando o pai de George morre, seu irmão sobre ao trono, mas logo abdica pra poder se casar com uma mulher divorciada. George se torna o Rei George VI e, mais do que nunca, precisa dar um jeito na sua gagueira. Numa época onde o rádio começa a estar presente na casa de todos os ingleses, é tarefa do Rei fazer discursos ao vivo para o povo. Fudeu pro George.

Aos poucos, enquanto o novo Rei vai se tratando com Lionel, descobrimos que a gagueira não é seu único e principal problema. George teve uma criação muito rígida, foi forçado a mudar certos hábitos, privado de algumas vontades e sofria bullying (que naquela época devia ter outro nome) dentro de casa!

Nada de cenas fortes, correria, golpes na monarquia e guerra pra todo lado. O conflito é intenso, mas é suave. A cada vez que George vai se pronunciar em público, apesar das frases pausadas e lentas, a adrenalina vai lá no alto. Como se, ao invés do microfone da rádio, George estivesse encarando 43 ninjas encapuzados.

Destaques para a atuação impecável do Colin (que já tinha se tornado um dos meus atores  preferidos desde que falou português em Simplesmente Amor), e para a serenidade da Helena. Foi bom vê-la interpretando uma mulher normal, pra dar uma variada.

O Discurso do Rei é campeão de indicações ao Oscar desse ano (que acontece amanhã, às 22h), concorrendo em 12 categorias, incluindo Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Diretor. E acho que Melhor Ator dá pra levar FÁCIL, rs. Vamos esperar.

3 comentários:

  1. Assisti ao "Discurso do Rei" faz uns dias, e fiquei satisfeito com a atuação do Colin Firth. Para mim, é o ponto alto do filme, à altura do Óscar. No entanto, não consegui sentir a força do filme em si, faltou um enredo real que não fosse a doença da personagem, algo que desse ares à história. No geral, é um bom filme, embora alguns de seus concorrentes o tenham superado em muitos pontos. Curti a resenha, tô aguardando pelas próximas!

    Abraços!

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  2. Ainda não assisti, mas tô louca pra ver. Colin e Helena são ótimos, pelo que eu vi fizeram um ótimo trabalho, sem esquece do Geoffrey Rush. Adorei sua resenha! bjs

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  3. (Bem tarde o comentário rs) Eu adorei o filme, apesar dos milhares de obstáculos que tive para vê-lo :/ rs. Enfim, nem lembro o que aconteceu no Oscar (nem vi), mas a atuação do Colin é merecedora do premio. A atuação dele é o que, pra mim, marca o filme inteiro, é uma bela história de drama, mas o modo como ele se colocou no personagem, o modo como ele recua ao tentar falar, “as caras” que ele faz durante o filme [...], enfim, não faz dele um ator interpretando o personagem, e sim, o próprio personagem vivo, real, como se ele naturalmente fosse assim. A atuação do Geoffrey Rush também foi muito bem posta e isso conta pra caramba né?!
    Bem, eu adorei a parte em que Elizabeth fala para George “Ele gagueja tão bonitinho” ahahaha achei muito fofo.
    Liked pra resenha (: Gosto muito do blog, sou cadastrada nele há muito tempo e já vi vários filmes por indicações daqui, e sempre tive curiosidade de saber qual teria sido o primeiro filme, mas a preguiça de clicar ali do lado acho que era um pouco maior rs. Enfim, não preciso nem falar que foi gostei da escolha.

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