29/03/2011

À Deriva

À Deriva
Ano: 2009
Com quem? Vincent Cassel (Cisne Negro), Camilla Belle (10.000 A.C.), Laura Neiva (“Essa foi sua estreia como atriz”), Débora Bloch (Separação?!), Gregório Duviver (Apenas o Fim) e Cauã Reymond (Divã).
Avaliação: (4/5)


Os filmes brasileiros aqui no blog são, supreendentemente, muito bons. É o cinema brasileiro mostrando que pode e consegue fazer bonito. E bem bonito mesmo. Igual ‘As Melhores Coisas do Mundo’, 'Apenas o Fim', 'Eu Não Quero Voltar Sozinho' e, agora, ‘À Deriva’.

É um pouco difícil contar para vocês porque À Deriva é tão bom. Eu ainda não consegui descobrir direito porque o filme é tão encantador. Não têm quase nada chato, só os pequenos clichês, mas isso passa tão despercebido que – poft! – não têm sequer relevância.

A história, em 1980, conta o período de férias de Filipa, uma adolescente de 14 anos que está passando por tudo que um adolescente passa cedo ou tarde: a descoberta da sexualidade. Mas tudo se torna mais difícil quando seus pais enfrentam uma crise no casamento. Filipa se põe em uma posição complicada a tudo que está enfrentando. Um misto de dúvidas, medos, angustia e desejos rondam toda história de Filipa. E todos esses dilemas tornam toda história apaixonante.

Você soma uma boa história a uma linda paisagem (Búzios) e uma belíssima fotografia. O resultado é À Deriva.  Além da fotografia, o destaque fica para estreia de Laura Neiva (Filipa) nos cinemas. Por incrível que pareça, ela foi descoberta no Orkut e escolhida para dar esse grande salto em qualquer carreira: seu primeiro filme e sua primeira protagonista. Um talento só!

Algumas coisas poderiam ter sido diferentes, trabalhadas de outro modo. Eu digo que À Deriva é à deriva, pois você não sabe muito bem onde a história vai chegar ou que ponto tudo irá se concertar. E fica assim, deixando nossas ideias em alto-mar. Uma hora ou outra você acaba percebendo – senão adivinhando – onde a história terminará. Um ponto negativo, talvez. Mas fora esses pequenos detalhes, é um ‘filmão’ brasileiro. É tanto orgulho em dizer que é Nacional! (Selecionado para exibição em Cannes 2009 e vencedor de Melhor Fotografia no Festival de Havana.) 

Não sei se me acostumei com o Vincent Cassel (Diretor Artístico Thomas Leroy de Black Swan) falando português. Às vezes é engraçado.

(trailer)

2 comentários:

  1. Desde que começamos o blog, eu tô descobrindo tanta coisa boa a respeito do cinema nacional!
    Muito orgulho do que tem sido produzido aqui, e a tendência e melhorar! :D

    Vou marcar À Deriva como "quero ver" no filmow, agora!

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  2. Vou voltar a usar orkut pra ver se me chamam pra fazer um filme, rs.

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