• Cloud Atlas: Uma viagem pela história da humanidade.

  • Gangster Squad: Emma e Ryan sendo uns lindos.

  • Les Misérables: ♫ But the tigers come at niiiight ♫

31/10/2011

La Casa Muda

A Casa
Ano: 2010
Com quem? Florencia Colucci, Abel Tripaldi e Gustavo Alonso (são todos meio que estreantes).

É sobre o quê?
A história se passa nos anos 40, numa área rural do Uruguai. Laura e seu pai são contratados para fazer reparos na casa abandonada de um conhecido, para que possa ser vendida depois. Para começar o trabalho bem cedo, os dois decidem passar a noite na residência.

Porém, barulhos suspeitos vindos do andar de cima impedem Laura de dormir e claaaro que eles vão ter que ver o que diabos é aquilo.

Eu gostei de:

O filme é, supostamente, filmado em uma única tomada. Não há cortes! O câmera vai seguindo os atores pela casa escura e tudo isso dá uma sensação de realidade. Achei muito interessante. A tagline do filme é: "Medo real em tempo real" rs.

E dá medo... Quer dizer, dá sustos e deixa a gente tenso. Acompanhar Laura desbravando aquela casa medonha, segurando uma lamparina, coloca a gente na mesma situação que ela. Se ela não vê, a gente não vê também e, quando ela se assusta... meu amigo... rs. Eu pulei do sofá algumas vezes.. achei os sustos ótimos e pouco previsíveis (o que tá meio difícil achar ultimamente).


Além disso, a história é supostamente baseada em fatos reais, então o filme parece ser mais tenebroso do que realmente é. 

Eu não curti:
Duas coisas. Achei que a história poderia ter sido melhor explicada no final, para a gente não ter que ficar especulando etc (mas acho que essa foi bem a intenção mesmo).

Outra coisa que eu não curti muito foi a atuação da protagonista. Não que ela seja ruim, pois achei ela bem convincente. Só que faltou um pouco de desespero na atuação, mais tremedeira e mais drama nos atos (mesmo havendo pouquíssimos diálogos). Claro que transpassar essa tensão num filme de uma única tomada deve ser difícil, mas isso deixaria tudo muito mais tenso e verdadeiro.

E vale a pena?
Vale! Se você curte o gênero e essa coisa meio ~Bruxa de Blair~. Embora o câmera não faça parte da história. O filme não é de deixar a gente apavorado e dar pesadelos depois. Mas é o suficiente para entreter. É instigante, dá sustos e não deixa a gente piscar (tem só 80 minutos). Estão até fazendo um remake americano.... pra variar...

Você vai gostar se...
Gosta de filmes que dão medo sem ficar mostrando muito, deixando o terror mais por conta da nossa expectativa e imaginação. Se você gosta de A Bruxa de Blair, REC e afins... É bem possível que goste de La Casa Muda também.

Em uma dica: assista direto...sem pausar.


30/10/2011

The Exorcism of Emily Rose

O Exorcismo de Emily Rose
Ano: 2005
Com quem? Jennifer Carpenter (Dexter), Laura Linney (O Show de Truman) e Tom Wilkinson (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças).

É sobre o quê?
Emily Rose é uma jovem de 19 anos que morreu após uma sessão de exorcismo. O Padre Moore, responsável pelo ritual, está sendo culpado pela morte da menina e o caso é levado ao tribunal. Então, a advogada fodona Erin Bruner é colocada no caso para poder livrar a cara do padre, sem sujar a reputação da igreja. O caso já é complicado o bastante, por envolver religião. Mas pra Erin a coisa complica mais ainda quando acontecimentos sobrenaturais começam a fazer parte da sua rotina, provando para a advogada atéia que demônios existem de verdade. UUUHHH.


Eu gostei de:
A maior parte do filme acontece dentro do tribunal. Muitos argumentos são levantados e você acaba se tornando parte do júri. Essa coisa de "o Padre é culpado ou não?" prendeu bastante a minha atenção e a história nos fornece informações suficientes para construirmos uma opinião. As questões religiosas também são muito interessantes pra quem gosta desse tipo de polêmica.

O filme é baseado em fatos reais, e isso dá uma outra interpretação pra historia. Fiquei o tempo todo tentando imaginar o que aconteceu de verdade e o que era invenção dos roteiristas. Isso, de certa forma, acabou me envolvendo bastante e eu só pausei o filme uma vez pra buscar Coca-Cola na cozinha. O resto, assisti direto, sem cortes.

Eu não curti:
Eu não senti medo NENHUM. Juro pra vocês. Desde 2005 eu ouço pessoas falando que esse filme é aterrorizante, que se você assiste de noite não vai conseguir dormir, etc. Por isso, sempre evitei. Sou cagão demais pra filme de terror e vi poucos até hoje. Mas dessa vez, eu queria correr o risco e morrer de medo da Emily Rose. É um filme sobre DEMÔNIOS, oras. Mas nas cenas onde a menina estava possuída, ela ficava mais engraçada do que demoníaca. Ela quebrava o pescoço e trocava de voz, ficava com os bracinhos tortos e as pernas trocadas. E eu só conseguia rir. Não sei se foi problema de direção ou de atuação (descarto a segunda possibilidade porque adoro a Jennifer Carpenter em Dexter e não quero que ela seja a culpada por isso HAHA).

Emily Rose Vingativa
Algumas cenas tem TUDO pra serem aquelas cheias de sustos e coisas macabras. E quando eu achava que a coisa ia ficar feia, tudo voltava ao normal. Depois de 40 minutos, desisti de tentar sentir medo e assisti o resto de boa.

O filme também tem umas coisinhas que me irritaram. Os advogados chegam no bar, pedem uma bebida, discutem, e fazem uma saída dramática sem nem beber a bebida que pediram! Isso seria um erro bobo se não acontecesse TRÊS vezes. Pobre garçom.

Mas e aí? Vale a pena?
Olha, valer até vale. Não é um filme péssimo, mas é beeeem sem graça. Como eu disse, não sou muito fã de filmes de terror e conheço poucos pra recomendar. Mas com certeza tem filmes melhores do gênero no mundo. Filmes cuja a intenção é botar medo e não apenas cutucar a igreja.

Você vai gostar se...
Se gosta do tema exorcismo, e como ele e visto tanto pela religião quanto pelo "lado racional" das pessoas. Se curte histórias de tribunal, ou se quer ser advogado/juiz/promotor/padre um dia.

Em uma dica: Se você quer sentir MEDO de verdade, assiste aquele vídeo de mulher com 169 demônios no corpo que é bem mais assustador.

29/10/2011

Pizza-Delivery: links da semana #34


Links de download de todos os filmes que a gente postou aqui no blog durante a semana. Não ganhamos nada com isso e estamos apenas compartilhando links que já estão disponíveis na internet. Não nos responsabilizamos pelos downloads feitos pelos leitores e pelas maneiras como os filmes serão utilizados. Também não é nosso papel repôr links quebrados.
Pizza-Delivery rola aos sábado aqui no blog. Não precisa mais correr atrás.
A gente entrega na sua casa!


The Adjustment Bureau → Link (Dual Audio)
Drive → Link
Keith → Link

Grave Encounters

Especial Halloween: o Filme e Pizza não poderia deixar de ajudar vocês a levarem um bom susto, como nós não temos um homi-aranha zumbi decidimos dar três dicas de filmes para você assistir durante esse fim de semana assombroso. Atualmente ao invés de pedir Doces ou Travessuras é mais legal pedir Pizzas ou DVDs.

Grave Encounters
Ano: 2011
Com quem? Sean Rogerson (Anjos da Noite – A Evolução), Jean Riedinger (Garota Infernal), Ashleigh Gryzko (Howard & Betty) e Mackenzie Gray (O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus).

É sobre o quê?
Lance Preston e a equipe do "Grave Encounters", um reality show de caça-fantasmas, está filmando um episódio dentro do hospital psiquiátrico abandonado. Eles decidem passar a noite dentro do prédio e começar uma “investigação paranormal” (falsa), capturando tudo na câmera. Eles rapidamente percebem que o edifício é mais do que um prédio abandonado e velho e coisas estranhas estão para acontecer lá dentro.

Eu gostei de:
A ideia do filme é bem legal, assim, tirando que é um grupo de pessoas – bem babacas – que decide passar a noite em um lugar esteticamente macabro, filmando tudo o que veem pela frente, todos desorganizados. Tem algo diferente em Grave Encounters, eu não sei o que é, porque tem tanto clichê de filmes com “gente segurando câmera” que nem dá para identificar o que é novo o que é repetição.

"Não me filma, porfa!"
Os sustos são eficazes e tem aquela vibe agonizando no sofá enquanto você assiste. Os pontos mais geniais do filme são efêmeros demais e só uma coisa é relevante na história, e eu não posso contar porque seria o grande spoiler do filme.

Eu não curti:
Posso contar até cem todas as coisas que não gostei nesse filme. Eu sou bem medroso com filmes de terror e é fácil me assustar quando você está usando a “night vision”, mas eu cheguei a rir da cara dos personagens em momentos que eles estavam desesperados. Acho que isso é errado, não? Você rir de gente correndo que nem louca?

Os personagens também são um problemão, eles são mais do mesmo, porém piores: tem o negro do guettho que não para de falar “Yo, Nigga, Watcha Ya Doin In Da Bath?”; tem a nerd ex-gótica que sempre é a primeira a dizer “Guys?”; tem o principal que é machão e narcisista; e tem os outros + Chico Xavier. Sem contar que o começo além de clichê é muito brega. 

Vale a pena?
Até que vale, para um Halloween de sustos rápidos. O filme chega a ser engraçado, é interessante como qualquer filme de terror – que você só quer assistir para chegar logo no final – e que todo mundo sabe o final. Em Grave Encounters existe uma mistureba de cenas que parecem ter sido tiradas de vários filmes como Cloverfield, O Nevoeiro, O Último Exorcismo, Atividade Paranormal e Mistério da Rua 7. Tudo junto e mal misturado.

Lady Gaga was here
Você vai gostar se...
Gosta de filmes medianos, mas que assustam. Efeitos mais clichês, enrolações no roteiro e personagens maratonistas. Se seu tipo de filme de terror é daqueles em que um grupo de pessoas se dá mais mal que Scooby Doo e Mistérios S/A, Grave Encounters é perfeito para você.

Em uma pergunta: já confundiu seu amigo com uma loira hoje?

28/10/2011

The Mudge Boy

O Despertar da Adolescência
Ano: 2003
Com quem? Emile Hirsch (Na Natureza Selvagem), Richard Jenkins (Querido John), Tom Guiry (Falcão Negro em Perigo).

É sobre o quê?
Duncan Mudge mora no interior do interior dos EUA. Sua família possui um sítio e todos na região, aparentemente, também. Após a morte da sua mãe, Duncan passa a cuidar do galinheiro que ela possuía. A relação com seu pai fica cada vez pior após o falecimento da esposa e ambos lidam com o fato em silêncio.

Um dia, Duncan (e sua inseparável galinha de estimação - Chicken), é convidado para dar uma volta com a turma desajustada da cidade. O garoto então fica amigo de Perry, um dos bad boys. Rapidamente Duncan passa a nutrir um sentimento diferente pelo rapaz, maior que amizade...

Eu gostei de:
A história é simples, mas a atuação do Emile Hirsch está demais. Sabe aqueles garotos meio alienados, que viveram a vida toda embaixo da asa da mãe? Então... agora imagine que ele ainda mora num sítio e o máximo que faz é ir à igreja, andar de bicicleta e coletar ovos.

Automaticamente a gente já adora o personagem... que é bem sensível, inocente e educado, só que incompreendido pelos seus hábitos estranhos (típico alvo de bullying, né?). Gostei também de como é mostrado o luto do pai e do filho, sempre separadamente (O Richard Jenkins é muito bom em atuar em silêncio, rs).



Há cenas muito bonitas e outras mais fortes... de qualquer forma a gente fica preso no filme o tempo todo. É um drama leve, mas que fica um pouco na cabeça. Além disso, trata das descobertas de sexualidade, amor etc... e todo mundo que já teve 13 anos sabe como são essas coisas, rs.

Eu não curti:
Por mais que a história seja simples e bonita, há poucas coisas inovadoras... principalmente para essa temática de ~jovem gay~. É um pouco mais do mesmo...

O diferencial mesmo aqui, é o personagem e a atuação do Emile Hirsch. Também gostaria que todos tivessem aquele sotaque sulista, que eu acho ótimo (SOOKEH).
Outra coisa que eu não gostei foi o final... não das cenas finais em si (que são demais), mas pelo fato de acabar o filme mesmo, quando poderia acontecer mais algumas coisas interessantes...

E vale a pena?
Vale sim. É um drama leve, mesmo tratando de uns assuntos um pouco pesados. O roteiro não é muito inovador, mas tem suas singularidades. São 90 minutos que passam rápido demais para um filme em que pouco acontece, rs. Dá até pra chorar viu... (ah, jura Vinnie?).

Você vai gostar se...
Gosta de dramas leves, focados em adolescentes e nesta descoberta de amor e sexualidade. Se você curte personagens socially awkward, o Emile Hirsch e esses filmes aí de temas gays, vai gostar de The Mudge Boy.

Em uma curiosidade: quem curte uma galinha de estimação?

27/10/2011

Keith

Keith
Ano: 2008
Com quem? Jesse McCartney (cantor, rs) e Elisabeth Harnois (One Tree Hill).

É sobre o quê?
Natalie é uma estudante de Ensino Médio cheia de objetivos. Sonha com sua faculdade, planeja ganhar uma bolsa de estudos, namora um bonitão do programa de intercâmbio e é uma ótima jogadora de tênis. O orgulho da família!
Só que sua vida perfeitinha muda depois que ela conhece Keith na aula de química. O garoto é bizarro, faz piadas que ninguém entende e tem certos comportamentos que confundem Natalie. A menina se desafia a decifrar os mistérios de Keith, mas pra isso ela deve colocar em jogo seus planos, seu namoro, seu futuro e sua família.

Eu gostei de:
Keith é uma surpresa! Esperava um filmeco adolescente e descobri um dos melhores dramas que assisti esse ano! É uma história muito intrigante que, apesar dos seus clichês (os dois se aproximarem porque precisam fazer um ~trabalho em dupla~ por exemplo), nos mantêm interessados o tempo todo. A vontade de Natalie de descobrir a história verdadeira de Keith é a mesma vontade de quem assiste ao filme. O protagonista é um mistério pra todo mundo, e nós vamos descobrindo aos poucos por que ele tem esse jeitinho.

Aliás, Keith é um personagem foda. Ele é inteligente, muito engraçado e cativante. Dá vontade de ser o melhor amigo dele, rs. O menino tem umas atitudes muito impulsivas e intrigantes, que no final das contas acabam fazendo algum sentido (seja ele poético ou não). Tipo em Diário de uma Paixão, quando o Noah e Allie ficam deitados no meio da rua olhando pro semáforo, sabe? O filme é cheio dessas coisinhas que vão construindo uma história linda entre Keith e Natalie. A relação dos dois é comovente e muito emocionante. Sabe quando você está apaixonado e fica tão desesperado que dá vontade de sair correndo e gritando pra ver se isso resolve as coisas? Pois é.

~na 4x4 a gente zoa kk~
Eu não curti:
O elenco estragou todas as possibilidades de Keith ser reconhecido como um bom filme. A tal da Elisabeth Harnois não é de tudo ruim, mas é uma atriz bem fraquinha. E o Jesse McCartney, apesar de estar ÓTIMO atuando (me surpreendeu de verdade) vai ser sempre subestimado por ser um cantorzinho de música pop.
Evidentemente, não é um filme PERFEITO. Tem uma porção de erros de continuidade, a trilha sonora é repetitiva demais e ele erra em alguns detalhes. Mas a essência é linda demais. E não foi bem aproveitada :(

Mas e aí? Vale a pena?
Vale demais! Foi uma ótima surpresa pra mim. Eu realmente não esperava chorar com um filme desses! Os personagens são fáceis de se identificar e a história vai te fazendo pensar em várias possibilidades do que pode estar acontecendo com Keith. Como a gente costuma dizer aqui no blog, não é um drama que vai acabar com o seu dia. Mas é dramático o bastante pra te fazer refletir sobre a vida, as decisões e sobre como tudo passa rápido demais.

Você vai gostar se...
Se gosta de histórias de amor intensas entre jovens, dramas leves que tratam de assuntos pesados e romances em geral. Se gosta do Jesse McCartney, precisa assistir Keith! O filme todo tem aquele clima do Right Where You Want Me (meu álbum favorito dele), e é ~gostosinho~ de ver mesmo nas cenas mais tensas.

Em uma música do Jesse que traduz esse filme todinho:


26/10/2011

Sleeping Beauty

A Bela Adormecida
Ano: 2011
Com quem? Emily Browning (Sucker Punch), Rachael Blake (Lantana), Ewan Leslie (Jewboy).

É sobre o quê?
Lucy é uma estudante universitária totalmente falida. Para pagar o aluguel e seus estudos, Lucy trabalha em dois empregos e, para complementar sua renda, faz programas pela noite.

Um dia surge uma oportunidade de trabalhar neste mesmo ramo do sexo. Porém, sem que ela tenha que transar de fato com alguém e ganhando muito mais dinheiro.

Eu gostei de:
A Emily Browning.

E minha vontade é parar por aí.

Ok, vou preencher com mais coisas. A garota é boa atriz e muito corajosa. Cumpre o seu papel perfeitamente, tira a roupa e não está nem aí. A fotografia é interessante e algumas cenas, somadas à beleza da menina, parecem até uma pintura.

tá, essa cena não parece pintura, rs

Eu não curti:
O roteiro! Muito pretensioso... vocês viram o trailer? Nele diz: "extraordinário, sensual, sem-medo" ... mas essa descrição toda vale para a Emily Browning e para ela somente (não que ela esteja extraordinária também, rs)..

A história parece interessante nos primeiros minutos e, mesmo sendo um filme parado, a gente fica instigado a ver o desenrolar das coisas. Mas não há nada a ser desenrolado. Não tem nada! A gente não conhece a mente da protagonista, não tem nem muito o que extrair dos outros personagens também.

Se a gente cavar muito, muito fundo, pode até encontrar alguma coisa, mas me avisem se vocês conseguirem. A roteirista (Julia Leigh) teve ideias originais, interessantíssimas e vários elementos para trabalhar, mas simplesmente não conseguiu levar nada a diante. Parece que são várias premissas desconexas... bem como as cenas, que estão todas jogadas pelos cantos, sem levar a lugar nenhum.

Quando a gente acha que a coisa (alguma coisa) vai engrenar... o filme acab...

E vale a pena?
Não. A ideia do filme, contudo, é bem válida: prostituição e personagens procurando preencher algum vazio sempre me atraem. Talvez por isso, seja proveitoso (dá até vontade de pegar a ideia dessa louca e refazer todo o roteiro). Mas no fim das contas não vale ver não. A Emily Browning está maravilhosa, bem hot... se você for um velho tarado, tá aí um motivo pra ver Sleeping Beauty.

Você vai gostar se...
Você é um velho tarado. Ou se você, por algum motivo, seja capaz de se identificar com algo no filme.

Em uma frase: acho que nem pseudo-cult vai gostar desse filme.

25/10/2011

Reci, reci, reci...

Words, words, words...
Ano: 1991
Com quem? Feito por quem? Michaela Pavlátová.

É sobre o quê?
Em um café, pessoas conversam, suas palavras se tornam expressivos balões. Um garçom simpático e prestativo tentar se comunicar com uma bela moça lendo um livro, velhos conversam e fofocam, discursões tomam o recinto, assim como a paquera e a conversa fiada. Enquanto todo mundo se comunica, um cachorro muito esperto tira vantagem de todas as situações.

Eu gostei de:
Essa animação é puro amor. Para quem gosta muito do gênero, essa é única, tem um traço bem marcado, caricato e ‘desengonçado’. A história segue também a mesma cara, é divertida, romântica e interessante, pois não existe nenhuma palavra durante o curta completo. Ninguém fala nada, além de sons como “mimimimi”, “ruuumpf”, “truuu” e outros sons engraçados. O melhor é que nada disso impede o entendimento da história.

Os personagens são comuns, mas cativantes, o casal paquerando, as velhinhas fofoqueiras, as brigas, os personagens “principais” e outros que servem mais de figuração da fala são ótimos também. As ações são cotidianas e o curta buscar o engraçado, busca a essência do filme nas conversinhas nossa de cada dia.
O humor bem peculiar, não é chato, é extremamente diferente e legal. Queria achar uma palavra bem maneira, mas não encontrei nenhuma no dicionário.

Eu não curti:
Nada. O curta metragem é muito bom! (Espero que não vire o novo "Amigos Bizarros de Ricardinho" do blog)

Vale a pena?
Sim, é um curta-metragem obrigatório (porque é rapidinho e muito bom) para cinéfilos e muito agradável para quem gosta de assistir uma boa animação. Eu, pessoalmente, amo curtas e se for um curta de animação é melhor ainda. “Reci, reci, reci...” é checoslovaco (rs) e até foi indicado ao Oscar de melhor animação em 1993. Viu? Todo mundo amou naquela época.

Você vai gostar se...
Gosta de cachorrinhos espertos, de gente fofoqueira e de paquerar. Eu conheço várias pessoas que são boas de lábia e são mestres no flerte, já imaginou se todos falassem em “mimimi”? Ia ser genial!

Se você gosta de vinho, de brigar, de tomar café ou simplesmente é um forever alone: parabéns, essa é a sua animação da semana.

Em uma só coisa que falta você fazer: apertar play




24/10/2011

Drive

Drive
Ano: 2011
Com quem? Ryan Gosling (Diário de uma Paixão), Carey Mulligan (Não Me Abandone Jamais), Bryan Cranston (Breaking Bad), Albert Brooks (Taxi Driver) e Oscar Isaac (Robin Hood).

É sobre o quê?
Ryan Gosling é um motorista que trabalha como dublê de cenas de ação em filmes de corrida, faz bicos numa oficina mecânica e durante a noite é motorista de aluguel para criminosos, assaltantes etc. Ele é um cara misterioso de poucos amigos (nenhum, na verdade). Mas a vidinha parada do motorista muda quando ele conhece sua vizinha Irene. O  marido da moça tem algumas pendências com a máfia e uma série de crimes sujos levam o herói da história a dirigir cada vez mais rápido pra salvar sua vida e, principalmente, a vida de Irene.


Eu gostei de:
A atuação do Ryan Gosling tá foda demais. Na minha opinião, o cara é um dos melhores atores da nossa geração. Quem se emocionou com ele em Lars and the Real Girl, e viu o Ryan todo paizão de família em Blue Valentine, se surpreende com a atuação dele em Drive. O personagem (que nem tem nome, e eu adorei isso) é completamente misterioso. A gente sabe pouquíssima coisa da vida dele, ele não fala quase nada, e é do tipo machão que não demonstra sentimentos. E mesmo assim, temos uma aproximação muito grande com o motorista. 

Como o filme é todo contado sob a perspectiva dele, as cenas são montadas de um jeito muito diferente. Tudo é muito silencioso e misterioso. Até as sequências de ação, com tiros, porrada, sangue e violência, são mostradas dessa forma. Como se tudo fosse coreografado em cima de uma música clássica! É muito diferente do que estamos acostumados! Dá aquela agonia, aquele aperto no peito, aquela tensão pra saber o que acontece em seguida e aquela vontade de que o herói se dê bem.


O filme tem um clima meio anos 80, e as músicas ajudam bastante nisso. A trilha sonora é ótima, pra falar a verdade, e ela é uma das principais responsáveis por essa questão da "violência com classe" que eu comentei. É um filme intenso, simples, muito bem montado.

É bonito de ver! E não só pelo Ryan Gosling.

Eu não curti:
A parte do romance foi meio xarope. Não sei se foi por causa da Carey Mulligan (acho ela beeem sem sal) ou porque o motorista era um personagem frio que não ligava pra esse mimimi de amor. Algumas cenas do casal são meio High School Musical, e eles são inocentes demais. Acho que faltou um pouco mais de paixão. A Irene tinha o Ryan Gosling sujo de graxa na frente dela, os dois se olhando por horas, se querendo demais e nada acontecia. Eu ficava com a cara colada no monitor, gritando TRANSEM!!!!!! mas eles ficavam só nos sorrisinhos, rs.

hmmm, que graxinha rs
Mas e aí? Vale a pena?
Vale sim! Eu achava que Drive ia ser um novo Velozes e Furiosos e quebrei a cara. É um filme intenso, bonito, cheio de ótimas atuações e questões morais pra te fazer pensar. Bom pra ver sozinho ou acompanhado. Drive tira o fôlego sem precisar apelar pra ação absurda. Muito bom!

Você vai gostar se...
Se gosta dessas coisas de macho: Carros, corridas, violência (com sangue de verdade e assassinatos bizzaros), histórias envolvendo máfia e crime organizado etc.

Em uma raiva: A música do final que fica na sua cabeça para. sempre :(

23/10/2011

The Adjustment Bureau

Os Agentes do Destino
Ano: 2011
Com quem? Matt Damon (Bravura Indômita), Emily Blunt (Trabalho Sujo / O Diabo Veste Prada), Anthony Mackie (Guerra ao Terror), John Slattery (Homem de Ferro 2 / Mad Men) e Terence Stamp (O Procurado).

É sobre o quê?
David Norris é um jovem congressista com um futuro promissor na política. Ocasionalmente, ele conhece Elise, uma divertida bailarina que, assim como ele, também tem um bom futuro a sua frente. Rola uma química imediata entre os dois e logo David percebe que não consegue mais esquecê-la.

O problema é que o plano para David já foi traçado por uma entidade superior e, nele, Elise não está inclusa. Assim, os ~Agentes do Destino~ são acionados para evitar que os dois fiquem juntos a qualquer custo.

Eu gostei de:
O filme tem uma boa dosagem de gêneros. É um pouco thriller, com mistérios que fazem a gente ficar atento aos diálogos e ficar preso à história. Tem ficção... e uma bem interessante por sinal, mas nada que ofusque muito a parte "realista" do filme. E, ainda, tem romance! Afinal, tudo se desenrola a partir da paixão entre os personagens.

Por falar nisso, eu gostei dos personagens. Mesmo com uma história cheia de novidades e detalhes, foi usado um bom tempo do filme para a gente conhecer e, principalmente, adorar os protagonistas. Instantaneamente viramos Team David + Elise s2s2s2.. (Emily Blunt tá bem divertida)

Outra coisa que eu adorei foi o fato dos antagonistas (os agentes), não serem necessariamente vilões. Fica bem evidente que eles estão só fazendo o trabalho deles e não são evil (tipo os agentes de Matrix, saca?). Ou seja, até a galera ~do mau~ a gente acaba gostando, rs.

Eu não curti:
Eu esperava mais cenas de ação, explosões, fugas ~eletrizantes~ etc. Com uma premissa dessa, o filme poderia ter sido muito mais absurdo e cheio de efeitos para deixar a gente boquiaberto. Poderia ser épico, pena que não foi.

Apesar de eu ter curtido praticamente tudo, não dá muita vontade de ver de novo. Talvez a parte da Emily Blunt dançando, achei ela bem boa nisso, aliás.



E vale a pena?
Oh yeah! Não é tempo jogado fora. É o bom e velho blockbuster, com uma pitada de romance e uma moral bem legal, no fim das contas. É fácil de entender, mas não subestima a gente. Não é tão emocionante, mas nem por isso é tedioso. Ótimo para passar o tempo, seja sozinho ou em grupo.

Você vai gostar se...
Gosta de ficção, teorias de conspiração e gente correndo pelos cantos. Para quem gosta de filmes sobre amor, esta é uma boa alternativa aos ~água com açúcar~ de sempre. Quem acredita em destino e acha que nem tudo é acaso, vai adorar as ideias deste filme.

Em um questionamento de efeito: "Será que temos mesmo livre-arbítrio?"

22/10/2011

Pizza-Delivery: links da semana #33



Links de download de todos os filmes que a gente postou aqui no blog durante a semana. Não ganhamos nada com isso e estamos apenas compartilhando links que já estão disponíveis na internet. Não nos responsabilizamos pelos downloads feitos pelos leitores e pelas maneiras como os filmes serão utilizados. Também não é nosso papel repôr links quebrados.
Pizza-Delivery rola aos sábado aqui no blog. Não precisa mais correr atrás.
A gente entrega na sua casa!


UP → Link (legendado) / Link (dublado)
The Three Musketeers → Em cartaz nos cinemas brasileiros desde 12 de outubro.
True Grit → Link (parte 1) Link (parte 2)
What's Your Number? → Em cartaz nos cinemas brasilieros desde 14 de outubro.

What's Your Number?


Qual é o Seu Número?
Ano: 2011
Com quem? Anna Faris (Perguntas Frequentes Sobre Viagem No Tempo), Chris Evans (Capitão América), Blythe Danner (Waiting for Forever), Ari Grayner (Uma Noite de Amor e Música), Ed Begley Jr (Tudo Pode Dar Certo), Chris Pratt (Parks & Recreation / O Procurado) e vários atores famosos em séries.

É sobre o quê?
Ally (Anna Faris) está cansada de dormir com caras que não são “o cara certo”. Então ela decide reencontrar todos os caras com quem ela dormiu para descobrir se algum deles melhorou e se tornou o amor da sua vida. Com ajuda com seu vizinho Collin (Chris Evans), ela percebe que não é tão fácil encontrar o cara perfeito.

Eu gostei de:
Da Anna Faris, tem como não amá-la? Ela nasceu para fazer filmes de comédia e é ótima no que faz, praticamente é isso que salva o filme. Ela faz uma caretinha e a gente morre de rir. Eu a acho genial, mas tem quem goste e quem não, eu amo.

Bom também são as participações de atores de quem é viciado em séries conhece: tem Andy Samberg, Aziz Ansari, Eliza Coupe, Tika Sumpter, Joel McHale e o lindo do Chris Pratt. Essa galera toda consegue fazer o que o Chris Evans não conseguiu fazer nem pelado, fazer a gente rir.

Eu não curti:
Eu até gosto do Chris Evans atuando, mas ele tem sempre a mesma cara e só consegue mexer uma sobrancelha para mudar a expressão do rosto. Em “Qual é o Seu Número?” qualquer outro ator poderia facilmente substituí-lo, só precisava ter um corpo sarado igual o dele. Sim, porque ele aparece 80% filme pelado, aparece mais pelado que George Clooney em Solaris. Não estou reclamando, tem gente pelada no filme o tempo inteiro. Eu só queria deixar aqui um grande parabéns para a Anna Faris pelo seu corpinho lindo. Me liga!


Não quero fazer parecer que o filme é muito ruim, mas tem tanta coisa ruim no filme que quase fica impossível de assistir. Têm muitos furos no roteiro, clichês engraçadinhos e piadas machistas e várias cenas sem graça. Mas calma que isso não estraga o filme.

Vale a pena?
Vale sim. O filme consegue fazer a gente rir bastante, eu quase chorei rindo. Apesar de o filme seguir vários clichês das comédias românticas, tem várias sacadas legais e que funcionam. É o tipo de filme que você vai para assistir sem se importar sobre do que se trata e sai da sala do cinema cansado de tanto dar gargalhada. E das altas.


Você vai gostar se...
Não consegue namorar ninguém decente, se tem ‘exes’ estranhos e se está desesperada (o) para desencalhar. Se você gosta de rir e ver gente bonita pelada, principalmente a Anna Faris e o Chris Evans brincando de Love & Other Drugs, esse é o filme para o seu fim de semana.

Em uma palavra: F*CK!

21/10/2011

Solaris

Nota pré post: O meu filme de hoje eu assisti pra usar na minha monografia, então foi essencial pra mim. Não é o tipo de filme que agrada a maioria dos leitores do blog, mas eu vou me esforçar ao máximo pra deixar isso aqui interessante, rs.

Solaris
Ano: 2002
Com quem? George Clooney (Onze Homens e Um Segredo), Natascha McElhone (O Show de Truman), Viola Davis (Dúvida) e Jeremy Davies (O Resgate do Soldado Ryan).

É sobre o quê?

George Clooney é Chris Kelvin, um psicólogo viúvo que ainda sofre pela perda da esposa. Kelvin é convocado a estudar o estranho comportamento da tripulação de uma estação espacial que está na órbita do planeta Solaris. Um dos membros da equipe se matou e os outros estão completamente paranóicos. O psicólogo se achava capaz de ajudar, mas quando chega lá, no meio do espaço, ele é afetado pelas mesmas perturbações que atacam os outros. Ninguém entende direito o mistério de Solaris, e eles precisam descobrir e voltar a Terra antes que acabem destruindo uns aos outros.



Eu gostei de:
Pelo que vocês leram na sinopse aí em cima (e eu espero que tenha ficado claro a ideia central do filme, porque é realmente meio confuso) já dá pra perceber que a história é louca. Mas não é um louco sem pé nem cabeça. Tudo faz muito sentido, é muito complexo, muito intrigante. Você fica o tempo inteiro se perguntando o que o planeta Solaris é capaz de fazer. Durante o filme fui elaborando minhas teorias, me colocando no lugar dos personagens. Existem muitos conflitos éticos no filme, e você acaba meio que "testando seu caráter" dentro de uma situação que, obviamente, nunca vai acontecer contigo. É como aquelas brincadeiras de "a casa tá pegando fogo e você tem que escolher salvar seu pai ou sua mãe. Quem você leva?"

Nunca vai acontecer, mas é interessante pensar a respeito.

Eu não sou desses que morre de amores por George Clooney. Na minha opinião, ele é sempre mais do mesmo. Mas em Solaris ele está diferente. A atuação dele tá intensa demais, bonita, apaixonada. E também tem a bunda dele que aparece o. filme. inteiro.




Curti também os cenários, que não são aquelas coisas absurdas de filme futurista. A estação espacial é bem "real", e convence bastante em todos os aspectos.

Eu não curti:
O filme é do Soderbergh, produzido pelo James Cameron, protagonizado pelo George Clooney. Tinha tudo pra ser um blockbuster. Mas não é. Isso me pegou de surpresa, de certa forma. Fui esperando um filme bem hollywood, mas encontrei um roteiro complexo do tipo que ~as massas~ odiariam. Eu acabei gostando, mas o processo foi cansativo. Não é um filme fácil.

Mas e aí? Vale a pena?
O filme é bem subestimado, na verdade. Todo mundo diz que é uma bosta, se comparado ao Solaris de Andrei Tarkovsky (um diretor russo que fez um outro Solaris 30 anos antes). Vou ter que assistir a versão russa pra minha monografia, e se realmente for boa, eu posto aqui.

Pra quem quer se interar no mundo de Solaris, vale a pena sim! Assistir os filmes, ler os livros e entender de verdade o que esse planeta faz com quem fica ali em sua órbita. É uma história intrigante e é um ótimo filme pros dias em que você estiver disposto a ver algo que exija um pouco mais de concentração do que o normal. Se estiver com preguiça, passa longe!

Você vai gostar se...
Se curte ficção científica, história espaciais (tipo 2001 - Uma Odisséia no Espaço), isso tudo com um pouco de suspense e nudez. Essa é a fórmula do Solaris de Soderbergh!

Em uma possibilidade: Assistir duas vezes talvez ajude a entender melhor.

20/10/2011

True Grit

Bravura Indômita
Ano: 2010
Com quem? Jeff Bridges (Contraponto / Tron), Matt Damon (Trilogia Bourne), Josh Brolin (Jonah Hex), Barry Pepper (À Espera de um Milagre) e Hailee Steinfeld (vocês vão ouvir falar muito dela ainda, tá?).

É sobre o quê?
Para trazer justiça ao homem que assassinou seu pai, Mattie Ross decide contratar o federal Rooster Cogburn, o caçador de recompensas mais durão da região que, nas horas vagas (todo o tempo), enche a cara de uísque.

Como se não bastasse a audácia da menina, Mattie ainda impõe que, para que seja efetuado o pagamento do serviço, ela deve acompanhar Cogburn e vê-lo capturar o assassino com seus próprios olhos.

Eu gostei de:
As atuações. Foram tudo neste filme!

A história é um pouco simples, bem pé no chão. Portanto, o que desbanca a gente não é a complexidade do roteiro, mas sim a direção, todo o elenco, o cenário e a fotografia. Eu gosto de coisas de Velho Oeste e este  filme passa bem a sensação de como eram as coisas naquela época.

Outra coisa. Quando a gente pensa em filmes indicados ao Oscar, já pensa logo em dramão, com choros, sofrimento, angústia... Mas em True Grit não é assim não! Os caras são durões, obstinados, bravos, sangue-no-zóio. E principalmente a Mattie Ross. Geralmente, crianças adultinhas me irritam, mas ela não! A gente fica torcendo por ela e tudo que fala deixa a gente com um sorrisinho bobo de: "que abusada".



Já o Jeff Bridges... esse nasceu para personagens escrotões, né?

Eu não curti:
Como eu sou o senhor das lágrimas, queria ver é choro, Brasil! Mas não foi dessa vez, True Grit é bem... áspero, rs. Também esperei cenas de ação super emocionantes, com aquela música característica ao fundo, como um bom e velho filme de cowboy... Só que não é bem assim... as batalhas não são enaltecedoras, grandiosas e, como eu disse, é um filme bem pé no chão (e eu curto um exagero, sabe?).

Vale a pena?
Vale! O filme é bom. O detalhe é que ele concorreu a 10 Oscar, mas não levou nenhum... ou seja, é bom, mas não é pesadão. É um filme bonito - mas não é fofo - é emocionante - mas não é para chorar. Deu para entender a vibe? rs.

Você vai gostar se...
Gosta de filmes de ~bang bang~, histórias sobre vingança, personagens fortes e memoráveis. Se você não curte filme com muita "viagem", cheio de coisas impossíveis, então True Grit é bem sua cara. Se você for um homem adulto, sério e pai de família, é bem provável que goste.

Em uma dica: do mesmo jeito que Tomates Verdes Fritos é filme para assistir com a mamãe, este é ideal para ver com seu pai, rs.

19/10/2011

Hard Candy

Menina Má.Com
Ano: 2005
Com quem? Ellen Page (Juno / Super / Garota Fantástica) e Patrick Wilson (Watchmen – O Filme / Sobrenatural / Esquadrão Classe A).

É sobre o quê?
Hayley, uma garota de 14 anos, conhece um charmoso fotógrafo de 32 anos chamado Jeff na internet. Após se encontrarem em uma cafeteria e terem uma longa conversa charmosa e interesses em comum, eles decidem ir para a casa de Jeff. Lá ele percebe que a garotinha inocente e inofensiva com quem saiu não é tão inocente e muito menos inofensiva.

Eu gostei de:
Sem querer gritar na cara de vocês, mas EU GOSTEI DE TUDO! O filme é genial do começo ao fim e os primeiros vinte minutos já valem a pena. As atuações são geniais. A Ellen Page deveria ganhar um Oscar por sua existência e por esse filme também. Ela consegue convencer a gente que é a garota mais ingênua e fofa do mundo, com o decorrer da história, vira uma psicopata como eu nunca vi em um filme (não uma menina, claro, muito menos uma de quatorze anos).


Bom também é o “joguinho” psicológico que o filme tem. É mind-blowing e bem pesado por tratar de pedofilia. Durante o filme inteiro você é condicionado pelos dois personagens a acreditar no que é certo ou errado, justo ou injusto, quem é o bonzinho e o vilão da história. A Hayley é ótima nesse jogo de confundir nossa cabeça, o Jeff também, mas com ele a coisa é mais lá em baixo. (Piadinha interna para quem já assistiu o filme, rs.)

Eu não curti:
Não tem nada que eu não gostei nesse filme. A única coisa ruim são os créditos iniciais. ¡São péssimos!

Vale a pena?
Bastante. Já estou considerando Hard Candy o melhor filme que assisti esse ano. Com dezoito anos, a Ellen Page consegue interpretar uma menina de quatorze anos e da maneira mais perturbadora, absurda. O filme chega ser assustador e tudo que acontece no filme é bem realista, mas isso é quebrado porque é uma menininha linda e fofa fazendo um homem de 32 anos chorar, é genial.

Não sabe brincar, não desce para o playground, Jeff. 
E ainda tem a linda da Sandra Oh de Grey’s Anatomy no filme também.
Eu não consigo expressar todo o meu amor por esse filme, sério, é <3 amor infinito <3.

Você vai gostar se...
Gosta de garotinhas inocentes, Chapeuzinho Vermelho vs. Lobo Mau, e tortura. O filme é perturbador, é “de louco para louco”. Se você gosta de thrillers psicológicos, jogos malucos, roteiros geniais e de ótimas atuações, você vai amar Hard Candy.

Em uma palavra que não deve ser usada:don’t

18/10/2011

The Purple Rose of Cairo

A Rosa Púrpura do Cairo
Ano: 1985
Com quem? Mia Farrow (O Bebê de Rosemary), Jeff Daniels (Pleasantville - A Vida em Preto e Branco) e Danny Aiello (O Poderoso Chefão II).

É sobre o quê?
Cecilia é uma mulher sofrida. Trabalha como garçonete durante a Grande Depressão nos Estados Unidos, é casada com um mala folgado e desempregado e ainda apanha do marido! Para esquecer a tristeza, ela vai ao cinema sempre que pode, e é apaixonada pela mundo de Hollywood. Depois de assistir "A Rosa Púrpura do Cairo" cinco vezes, o galã do filme sai da tela para se declarar para Cecilia. O acontecimento deixa a cidade inteira em choque, e provoca uma paralização dentro do filme, que só pode continuar quando o personagem desaparecido voltar para a tela.

Eu  gostei de:
É uma ideia diferente. Por mais que a gente já tenha visto vários filmes que fazem personagens do cinema ou da TV interagindo com o mundo real (tipo Zoando na TV, rs), a ideia de Woody Allen para A Rosa Púrpura do Cairo é inovadora. Principalmente para 1985. É um filme leve demais, sem ser bobinho. O filme é cheio de tiradas ótimas envolvendo esse encontro do fictício com o real. Muitas piadas irônicas sobre o comunismo e indiretas políticas sobre a época que o filme retrata. Não é o filme que te faz GARGALHAR, mas te faz dar umas risadas internas e pensar "OPA, mas que sacada boa, haha".

Os personagens tem história, não são vazios. A Cecilia, coitada, come o pão que o diabo amassou. E eu tenho essa coisa de me apegar aos personagens que sofrem demais. Ela  passa por ~poucas e boas~ na mão do marido. E a atuação da Mia Farrow tá ótima! A gente vê aquele olhar de sonhadora, sabe? Apesar de ser uma personagem que tem tudo pra ser chatinha, ela me conquistou depressa.

O filme é uma delícia!

Ela toda cafoninha com esse chapéu de Eliana <3
Eu não curti:
Muita gente reclama do final desse filme. De início eu também reclamei. Não é o final que a gente ESPERA. Eu não gosto de comentar partes do filme nos meus posts, pra não estragar as surpresas pra ninguém, então vou usar essa técnica amadora anti-spoiler porque eu REALMENTE preciso compartilhar meus pensamentos, hehe.
[SPOILER]Eu entendo que a Cecilia ter ficado forever alone no final foi uma lição pra ela. Um tapa na cara dado por Hollywood pra ela entender que a vida não é um filme (principalmente na época da depressão) e que ela deveria acordar pra vida e desistir desse sonho de que um homem ia mudar a vida dela pra sempre. Mas acontece que eu gostei TANTO da Cecilia que vê-la sozinha no final me deixou tristinho, rs.[/SPOILER]

Isso aê, rs.

Mas e aí? Vale a pena?
Vale sim! É um filme leve que trata de temas pesados. Tudo é contato de um jeito bem diferente, que usa o cinema, o romance e a inocência de Cecilia pra criticar coisas que estão além disso. É um filme inteligente demais. Lendo a sinopse apenas ninguém dá nada por ele, mas no fim das contas vale a pena assistir. E ainda é curtinho (1h20 apenas), e dá pra ver bem rapidinho. Recomendo!

Você vai gostar se...
Se gosta de cinema e de filmes que abordam o tema cinema. Se gosta de personagens sofridas e grandes histórias de amor. Se já gosta dos filmes do Woody Allen e ainda não assistiu A Rosa Púrpura do Cairo, não perca mais tempo! Esse é o filme favorito do PRÓPRIO Woody. Então acho que esse já é um motivo justo o bastante pra você ir correndo assistir!

Em uma descoberta: Jeff Daniels já foi bonitão!