• Cloud Atlas: Uma viagem pela história da humanidade.

  • Gangster Squad: Emma e Ryan sendo uns lindos.

  • Les Misérables: ♫ But the tigers come at niiiight ♫

31/12/2011

Pizza-Delivery: links da semana #43


Último Pizza-Delivery do ano! Última listinha com os links de download da semana. Durante 2011 a equipe do blog assistiu mais de 350 filmes, e comentamos todos eles aqui. Amamos alguns, odiamos outros, tem uns que a gente nem lembra. Mas fazer esse blog dar certo foi uma das coisas mais legais que temos pra contar sobre o ano que está acabando. E que em 2012 seja tudo melhor, com mais filmes, mais pizza, e tudo mais.

Tô sentimental hoje, não me julguem. E dá uma olhada aí a lista de links de hoje, e aproveitem a virada!

Four Christmases → Link
We Bought a Zoo → Em cartaz nos cinemas
Breaking Dawn - Part 1 → Em cartaz nos cinemas
Immortals → Em cartaz nos cinemas

Immortals

Imortais
Ano: 2011
Com quem? Henry Cavill (The Tudors), Freida Pinto (Planeta dos Macacos - A Origem), Mickey Rourke (Iron Man 2), Stephen Dorff (Um Lugar Qualquer), Luke Evans (Os Três Mosqueteiros), Isabel Lucas (Transformes 2), Kellan Lutz (Breaking Dawn Part 1).

É sobre o quê?
Após perder a família por uma doença devastadora, o Rei Hyperion decide fazer algo de diferente (além de rezar). Ele planeja destruir todos os deuses do Olimpo que ignoraram suas preces. Para isto, ele precisa encontrar o Arco de Épiro, única arma capaz de libertar os Titãs aprisionados que, por sua vez, são as únicas criaturas capazes de enfrentar os deuses e trazer ao rei sua vingança.

Como Zeus não permite a interferência direta dos deuses na vida dos homens (!?), sua esperança é Teseu, um guerreiro nato e destemido... o único homem capaz de por um fim aos planos do Rei Hyperion.

Eu gostei de:
Assim como vampiros (before it was cool), eu adoro qualquer história sobre mitologia grega ou Grécia Antiga, então isso é um ponto positivo! Os cenários são impressionantes... de deixar a gente no "oooh" o tempo todo ... (mesmo sabendo que tá todo mundo na frente de um telão verde limão, rs), da mesma forma , são os efeitos especiais são bem dignos.

As cenas de lutas são ótimas e muito bem coreografadas (sou desses que repara nisso). Embora sejam principalmente batalhas com espadas, é possível ver vários elementos de artes marciais (rola até uns kamas)  e de briga de rua! Sério, rolam uns golpes muito instintivos...e juro que dá para notar..e. são. awesome. Sangue pra todo lado, cenas em câmera lenta etc.

Outra coisa que eu gostei é que a gente vê os deuses em ação, na porrada mesmo (toda meia dúzia de deuses do Olimpo). E basicamente, os melhores do filme foram esses aqui:

Athena e Poseidon

Eu só torci para eles.

Eu não curti:
O roteiro todo é muito imbecil. Até eu criava histórias mais ~bem boladas~ quando mestrava RPG. Não tem nenhum twist, nenhuma tensão ou suspense... é tudo previsível demais.. e não precisava ser assim.

Primeiro que o protagonista é muito sem graça, não desperta simpatia alguma. O Teseu é bonzinho, fodão e bonitão, mas e daí? Para a gente gostar dele, ou eles teriam que mostrar a personalidade do cara e o passado dele etc., OU... colocar ele pra detonar todo mundo o tempo todo, superar obstáculos, desafiar os próprios limites... mas não! Parece que ele só faz o que sempre soube fazer e o personagem não evolui muito ao longo da história.

culpa do roteiro, não do ator, tá?

Muito tempo é gasto em cenas e personagens super inúteis. Ninguém é legal neste filme (com exceção dos deuses, que pouco aparecem). Um tempão é perdido com o vilão (Mickey Rourke)... e sem motivo nenhum! Ele não dá medo, ele não desperta nada em quem assiste, consegue ser tão sem graça quanto aquele vilão de chicote elétrico no Iron Man 2.

Por ter personagens boring as hell e uma história menos elaborada que a de Gossip Girl, eu esperava que tudo fosse recompensado pela parte da ação. Só que não. Mesmo as cenas de ação sendo muito muito boas... se somadas, acho que dão uns 20 minutos de filme. O resto é só enrolação.

(e não vou nem falar das armaduras, que parecem ser de borracha várias vezes)

E vale a pena?
Ahm... não?? Quer dizer... talvez eu esteja sendo muito duro com o filme, mas achei Immortals pior que Fúria de Titãs (exceto pelas cenas de luta, que são fodas, porém escassas). Dá para assistir tranquilamente, mas diminuam suas expectativas, pois o roteiro é muito falho - é só isso o que eu quero dizer. Eu corri para ver na estreia e me decepcionei. Se você estiver na dúvida, faça o download mesmo.

Você vai gostar se...
Gosta de filmes sobre mitologia grega, guerreiros lendários, lutas com espadas e criaturas sobrenaturais. Se você gostou de Fúria de Titãs, Tróia e 300... este filme é bem a sua cara (aí você decide se curte ou não).

Em uma frase: "Não há porrada suficiente neste filme para justificar tanto homem musculoso de saia".

30/12/2011

Breaking Dawn - Part 1

A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1
Ano: 2011
Com quem? 
Kristen Stewart (O Silêncio de Melinda), Robert Pattinson (Água para Elefantes), Taylor Lautner (Sem Saída)Elizabeth Rease (A Arte da Conquista), Kellan Lutz (Amor, Felicidade ou Casamento), Nikki Reed (Aos Treze),  etc.

É sobre o quê?
Bella e Edward finalmente se casam! Vão para sua Lua de Mel e have. le. sex.

Só que Bella engravida e agora uma coisa bizarra e anormal está prestes a nascer, colocando não só a garota, mas todos os lobisomens e habitantes de Forks em perigo!

Eu gostei de:
Bom, os primeiros 20 minutos do filme são bem divertidos. O casamento, que é bonito, a vergonha alheia nos discursos, etc (Anna Kentrick for the win). As cenas da lua de mel também foram válidas porque finalmente eu pude ver o casal interagindo como um... CASAL (já que normalmente a gente só vê eles fugindo pra lá e pra cá). E eles são fofinhos.

E muito boring também, pelamor!... I mean, chess? Really?

Os últimos 20 ou 30 minutos, são mais emocionantes também. Tem porrada, drama, sofrimento... e eu até me emocionei (mas só pq eu sou chorão mesmo, porque o elenco todo é beeem fraquinho).

Eu não curti:
O filme tem 117 minutos. Se eu gostei dos primeiros 20 e dos últimos 30 minutos... significa que eu não curti 67 minutos do filme! rs E isso é muita coisa.

Sabe por quê? Porque. nada. acontece. neste. tempo.

Nada! Só vemos o Jacob, The Loser brigando com todo mundo por causa do freakazoide na barriga da Bella. Vemos o Edward, The Fairy enchendo o saco da Bella porque não quer abortar a coisa (isso é até bonitinho, na verdade).

E vemos Bella só no:



Se você é fã, claro que vai discordar. Porque para quem gosta muito cada minuto é válido. (Sou desses que acha que Harry Potter deveria ter 4 horas de duração).

Achei a trilha sonora bem sem graça dessa vez, exceto pelas músicas que rolam nos créditos finais (aliás, tem coisa para ver depois viu...)

E vale a pena?
Bom, se você assiste a ~saga~ tem que ver este filme, não é mesmo? Se você não acompanha, não será este o filme o grande motivo para você começar a alugar todos os Twilight da locadora. Só vai gostar de Breaking Dawn, quem. gosta. da. saga.

Eu não li os livros, mas parece que este filme foi só uma enrolação pra ganhar dinheiro, porque toda a parte legal deve ter ficado para a o final mesmo (assim espero). Se você não é Aloca-do-Edward, nem vá ao cinema... faz um download esperto mesmo. [eu só fui lá assistir, porque virou tradição ver essa merda no cinema rs]

Você vai gostar se...
Simplesmente você quer saber o que vai acontecer com o casal mais-sem-graça-da-história-do-cinema no Breaking Dawn Part 2. Somente.

Em um ranking: Pra mim até agora é Twilight > Eclipse > New Moon > Breaking Dawn Part 1. E para vcs?

29/12/2011

Nick and Norah's Infinite Playlist

             A cena que deu origem ao poster é 
                      A Mais Bonita Da Cidade!
Uma Noite de Amor e Música
Ano: 2008
Com quem? Kat Dennings (Charlie Bartlett / Thor), Michael Cera (Paper Heart), Aaron Yoo (Paranóia), Rafi Gavron (Coração de Tinta) e Ari Graynor (Qual É O Seu Número?).

É sobre o quê?
Faz três semanas, dois dias e vinte e três horas desde que Tris terminou com Nick (Michael Cera), e destruiu seu coraçãozinho </3. Depois da apresentação de sua banda de Queercore, Nick conhece a colega de classe de sua ex, Norah (Kat Dennings), que acaba pedindo que ele finja ser seu namorado por cinco minutos. Juntos eles viverão uma noite de muito Amor e Música. rs

Eu gostei de:
Acho que eu já posso parar de assistir filmes porque estou em uma semana tão boa com filmes lindos e fofos que já quero me aposentar para não me decepcionar mais.

Nick and Norah’s infinite playlist é completo, tem humor, romance e draminha, o que me fez gostar muito mais porque é obvio que com esse titulo a trilha sonora é fantástica, né? Comecei a assistir achando que seria mais um filme com Michael Cera sendo awkward e Kat Dennings uma garota radical, o que acontece, mas tem uma coisinha diferente nesse. O Cera está mais para Scott Pilgrim sem poderes e a Dennings está mais romantiquinha-fofa. Esses dois juntos se encaixam perfeitamente na história, que é baseada em um livro que eu não li, e o nosso amor é imediato pelos personagens, pela confusão nova-iorquina e pelo gosto musical dos dois. Por isso que eu gosto de filme com carinha de filme indie: sempre tem um bom roteiro e bons atores que se encaixam perfeitamente na história.


Depois de amar muito o Nick, a Norah e a Playlist Infinita Mais Bonita da Cidade, o meu amor é direcionado para os outros personagens. Em primeiro, Caroline (Ari Graynor), que algumas vezes roubou a cena da Kat Dennings – é difícil, mas ela conseguiu – . Para não dar spoilers sobre o rumo do filme, digamos que ela é aquela sua melhor amiga que é a melhor companhia para se divertir nos pubs da vida. Sem contar que a atuação dela chega a ser genial. E tem também os amigos do Nick que são sensacionais! Já a parte vergonha alheia fica por conta da antagonista, recém-formada na Escola Blair Waldorf de B*tch Lifestyle, que garante boas risadas.

Eu não curti:
Acho que não posso reclamar dos clichês da história, porque eles nem irritaram o quanto irritariam em outros filmes. Talvez algumas coisas não precisassem seguir aquela formula de diálogos comum das comédias românticas, mas é Nick e Norah e eu pouco me importei. A trilha sonora e a história fofa compensam qualquer clichezinho da história.

Vale a pena?
¡HELL YEAH! Se você não conhece ainda a Kat Dennings, não sabe o que está perdendo. Ela é garantia de diversão em qualquer coisa que faça e em Nick and Norah’s Infinite Playlist ela está sensacional, bem parecida com sua personagem Max Black de 2 Broke Girls, porém muito muito muito mais fofa e adolescente. Ela por si só seria o maior motivo para você assistir o filme, que vale muitas penas dos perus de Natal, mas para ficar melhor, tem Michael Cera e uma lista gigantesca de músicas boas rolando infinitamente durante todo o filme. Um bom roteiro, um bom elenco, uns bons sons e uns bons drink e seu dia estará salvo, ou melhorado sei lá.

O filme tem participações bem rápidas do Andy Samberg e do Seth Meyers, do Saturday Night Live, o que vale a pena se você curte os dois.

Você vai gostar se...
Gosta de boa música, bêbados,  melhores amigos gays e histórias engraçadas e fofas. Se gostou do Michael Cera em Scott Pilgrim vs. The World ou da Kat Dennings em 2 Broke Girls, você não vai se arrepender. Agora, se você está perdido e não sabe que filme assistir. Nick and Norah’s Infinite Playlist é a opção certa! Quero todos assistindo já!

Em uma pergunta: vale a pena assistir o filme, Kat?

28/12/2011

We Bought a Zoo

Compramos Um Zoológico
Ano: 2011
Com quem? Matt Damon (Trilogia Bourne), Scarlett Johansson (Vicky Cristina Barcelona), Elle Fanning (Super 8) e Thomas Haden Church (Homem-Aranha 3).

É sobre o quê?
Depois da morte de sua esposa, Benjamin busca um novo sentido pra vida sua e de seus filhos. Acostumado a escrever sobre suas aventuras para o jornal, o cara decide que está na hora de parar de escrever e VIVER de fato uma grande aventura. Pensando dessa maneira, ele compra um zoológico que está indo à falência, e junto com sua família e um grupo de funcionários, Benjamin tenta retomar as atividades do local, aprendendo a conviver bem com animais selvagens, e tentando ensinar lições de vida aos seus filhos Dylan e Rosie. O filme é baseado em fatos reais.

Eu gostei de:
Compramos Um Zoológico foi uma surpresa muito boa. Eu estava esperando um filme bobo, cheio de trapalhadas de um pai de família tentando cuidar de bichos exóticos. Pensei que esse seria uma versão mais família daquele ~Um Zelador Animal~ que estava no cinema dia desses. Fui assistir só pelo elenco mesmo (já cansei de declarar nesse blog meu amor por Matt Damon e Elle Fanning).

Mas, olha, depois de tanto preconceito, UAU. Que filme emocionante. Que história bonita. Que família mais unida. O filme me fez rir, me fez chorar, me emocionou bastante. E quando eu me dava conta de que tudo aquilo era baseado em acontecimentos reais eu ficava mais impressionado ainda!

O filme fala bastante sobre relacionamento pai e filho e esse é um tema que sempre me interessa. Achei interessante a maneira como o diretor (que é o mesmo de Jerry McGuire, que eu tô querendo assistir) fez essa conexão entre as relações humanas e as relações animais.

O zoológico mais bonito da cidade <3
A pequena Maggie Elizabeth Jones, que faz a filhinha de Benjamin é uma das crianças mais fofas do cinema, a Elle Fanning está doidinha, histérica, apaixonada. O elenco inteiro está bem afinado e dá essa impressão de que todo mundo ali naquele zoológico é uma família. Me cativou bastante, eu adorei.

Eu não curti:
O filho adolescente de Benjamin é bem mala. Mas BEM MALA. Sabe quando a sua mãe tá vendo novela e ela fica conversando com os personagens como se eles pudessem escutar as broncas dela? Pois eu fiquei assim o filme inteiro. "PORRA, MENINO, PARA DE SER MALA, VÊ SE CRESCE, VAI AJUDAR TODO MUNDO, ABRE O OLHO E PARA DE FAZER MERDA" rs. Entendo que essa malice do menino é que desencadeia algumas cenas dramáticas na história, mas pqp, o moleque é muito chato.
O romance dele com a Elle Fanning foi muito mal explorado e poderia ter rendido mais um pouco. Acho que se esse núcleo do filme fosse mais intenso, meu ódio pelo personagem teria diminuído!

Mas e aí? Vale a pena?
Vale sim. É um filme pra família ver junto, desses que fazem a gente se sentir bem no final, sabe? Se você gostou de ver o Matt Damon como pai protetor em Contágio, vai gostar mais ainda desse aqui. É ótimo ver o cara em um contexto familiar, sem bombas, explosões ou epidemias. A atuação dele está bem sincera e faz o filme valer o ingresso do cinema! Tinha tudo pra ser só água com açúcar, mas Compramos um Zoológico vai um pouco além.

que isso fera????
Você vai gostar se...
Se gosta de filmes família, histórias onde o protagonista arrisca tudo que tem em prol de uma mudança de vida. Se curte animais e crianças espertinhas demais pra idade delas.

Em uma frase: Às vezes tudo que precisamos são apenas 20 segundos de coragem.


26/12/2011

We Need to Talk About Kevin

Precisamos Falar Sobre o Kevin
Ano: 2011
Com quem? Tilda Swinton (Queime Depois de Ler / As Crônicas de Nárnia), Ezra Miller (City Island), John C. Reilly (Chicago), Ashley Gerasimovich (Louie), Siobhan Fallon (Recém-chegada), Jasper Newell .

É sobre o quê?
Sabe quando algum louco chega na escola e mata uma galera e a gente pensa: "Nossa! Imagina a mãe desse menino?". Então, o filme é exatamente sobre isso. Mostrando cenas do presente e passado, ele conta a história de Eva, a mãe de um  menino responsável por uma chacina no colegial.

PS: Eu não li o livro, ok? (típico).


Eu gostei de:
Sabe quando [again] o diretor/roteirista tem uma intenção, mas no fim das contas não dá nada certo e a gente fica desiludido com o filme? Não é esse o caso!

A história é densa, intensa e muito bem contada. Vemos a situação atual da mãe que constantemente relembra seu passado e é torturada por ele. Como a gente sabe o que acontece no final, ficamos apreensivos o tempo todo. Sério, é um filme que dá aperto no coração e isso porque a gente se envolve muito com os personagens e acompanhamos, assim como a mãe, o desenvolvimento de um futuro socio/psicopata.

Oscar?

A Tilda Swinton com certeza vai passear pelo Oscar em 2012 por causa desta performance. É muito real e deixa a gente triste e angustiado sem ficar chorando pelos cantos. Da mesma forma, o Ezra Miller mostra que veio para ficar. Ele é muito bom e, assim como a digna Brittany Murphy (RIP), parece que fica perfeito em papel de louco. (além de hot as fuck rs)

O menino que interpreta o Kevin com 6 anos também é irritantemente bom! (dá medo).

Eu não curti:
A tensão do filme é perfeita, mas incomoda. Às vezes eu tinha que me lembrar que era ficção, para não sair esmurrando a tela do computador (aquele rmvb, rs). Dá vontade de gritar com a mulher: "VAZA DAÍ VADIA! LARGA ESSE FILHO FDP". O que eu quero dizer é que eu não via a hora de acabar essa bosta para eu ficar tranquilo com a minha vida sem filhos psicopatas.

ele vai apanhar na rua! [ x ]

Outra coisa que eu não gostei, para variar, é que não rolou os grandes dramões de rolar no chão e chorar babando... que eu adoro. Mas pena que a protagonista é hardcore e segura a barra legal.

E vale a pena?
Vale! Eu disse ali em cima que eu não via a hora do filme acabar... mas simplesmente porque eu tava aflito demais (mesmo sabendo o final). Depois que acabou eu relaxei, refleti e agora eu to amando. Eu relembro de algumas partes e fico emocionado (porque, como o filme acabou, acabou a maldita tensão). Se você tá querendo um filme sério e que te prende até o final. Pode ver esse aqui!

Você vai curtir se...
Gosta de assuntos polêmicos e sempre quis ver o ponto de vista da mãe de um assassino (eu sempre quis, rs), até lembrei daquele filme O Anjo Malvado. Se você curte psicopatas, personagens sofridos e bons drama, veja sim! E, se você faz psicologia como a nossa querida Ani (que talvez volta a postar aqui), você vai morrer com issaque!

Em um título novo: "Precisamos encher o Kevin de porrada"

Uptown Girls

Grande Menina, Pequena Mulher
Ano: 2003
Com quem? Brittany Murphy (As Patricinhas de Beverly Hills), Dakota Fanning (Coraline / The Runaways), Marley Shelton (Pânico 4), Donald Faison (O Grande Mentiroso) e Jesse Spencer (House).

É sobre o quê?
Molly (Brittany Murphy) acaba de completar 22 anos, mas apesar da idade continua com atitudes infantis e irresponsáveis. Quando ela começa a trabalhar de babá para Ray (Dakota Fanning), uma garotinha de 8 anos toda sistemática e madura demais para sua idade, ela começa a entender as responsabilidades que uma vida adulta exige e também percebe que tem muito o que ensinar à sua little boss.

Eu gostei de:
Que surpresa delicinha foi Uptwon Girls! Eu comecei esperando um filme bobinho, bem engraçadinho e sem relevância alguma quando terminasse. Acabei encontrando um filme bem simples, fofo e emocionante, mordi a língua quando comecei a resmungar sozinho no começo do filme? Sim ou certeza?

Enrolei tanto para assistir que durante os primeiros 30 minutos eu só queria dar skip para a próxima cena sem prestar muito a atenção. Mas quando eu parei e decidi assistir MESMO o filme, me deparei com uma sensibilidade tão simples e fofa, que fui conquistado de vez. Cada cena da Molly e Ray juntas é como um intensivão da vida, sem deixar o bom humor de lado e o fofismo das protagonistas.


As atuações são tão singelas e bonitinhas que conquistam um lugarzinho no coração bem rápido, quando fui rever o começo hoje e percebi estava sendo um resmungão. As personagens vão se conhecendo e os problemas vão ficando mais sérios e reais, e a visão clichê de “menina rica precisa de emprego e garotinha tem tudo que quer” some e a gente começa a perceber que sh*t getz real. E é assim que o filme se desenvolve até o fim, simples e lindo, mostrando entre piadinhas uma sensibilidade que pode até fazer chorar – eu chorei – e uma história maravilhosa e única.

Eu não curti:
Tem algumas coisinhas que quebraram o clima, como por exemplo, uma música animadinha em uma cena em que a Molly corre pelo Central Park ou as constantes queda a personagem no começo do filme. Como se fosse obrigatório ela ser paspalhona ou algo assim, tudo bem que é da personagem ser desastra e eu entendi isso depois, mas antes isso só passa um ar comédia pastelona. O gênero seria a comédia, mas posso afirmar que com essa história linda o drama e o romance deixam a comédia em segundo plano. A gente se emociona mais do que ri.

Vale a pena?
Bastante. Uptown Girls tem grande potencial para entrar na sua listinha “Filmes Que Eu Amo Do Fundo do Meu <3”, não faça como eu e demore mais para assistir essa fofura. Eu até diria que o título em português convence mais do que o original, já a dublagem todo mundo sabe que estraga qualquer filme. Agradeço quem inventou o dual audio, esse lindo.


Sabe aquele filme que é simples, bonitinho e dá um aperto no coração com cada coisinha que os personagens dizem? Ou aquele filme que todo mundo ama, tipo Juno, e se odeia só finge porque, na verdade, amou tanto que até chorou? Uptown Girls é desse jeitinho. Eu não consigo imaginar alguém odiando esse filme. 

A Dakota Fanning está incrível e acredito que ela tem uma sorte desde que nasceu porque só interpreta ótimas personagens, como a Ray. E também temos a linda da Brittany Murphy, que infelizmente nunca mais vamos ver atuando de novo e bate uma tristeza e uma saudade... Elas tem uma química tão fofa que seria um sonho ver as duas juntas de novo.

Você vai gostar se...
Gosta de personagens lindas e fofas! De filmes como Juno e Love & Other Disasters, que conseguem misturar o drama, o romance e a comédia de uma maneira bem simples, mas cativante. Você também vai acabar gostando por causa da Brittany Murphy que sempre foi uma linda e engraçada e a Dakota Fanning que nasceu para sambar na cara da sociedade desde I Am Sam.

Em uma saudade: 

25/12/2011

Four Christmases

Surpresas do Amor
Ano: 2008
Com quem? Vince Vaughn (Na Natureza Selvagem), Reese Witherspoon (Água para Elefantes), Robert Duvall (60 Segundos), Jon Favreau (Eu Te Amo, Cara), Kristin Chenoweth (Você de Novo / Glee), Mary Steenburgen (A Proposta).

É sobre o quê?
Brad e Kate namoram há 3 anos. São super felizes, fazem tudo juntos e não querem nem saber de casamento. Durante todo este tempo, eles inventaram desculpas para suas famílias, para não terem que passar o Natal com elas e poderem viajar por aí.

Porém, desta vez, uma neblina na cidade os impede de viajar e para melhorar, uma repórter tenta entrevistá-los ao vivo na fila do aeroporto. Logo em seguida, seus pais já ligam e soltam a bomba: "Já que vocês não vão poder viajar, venham passar o Natal em família!". O problema é que todos são divorciados e o casal tem que, em um único dia, visitar quatro famílias diferentes.


Eu gostei de:
A premissa é nova! Uma comédia romântica em que o casal já está formado, é feliz e unido. É legal de ver como eles são amigos e se amam desde o começo do filme (a Reese e o Vince ficam bem juntos).

saindo vazado: LIKE A BOSS

Os primeiros 30 minutos são bem engraçadinhos e alguns personagens até roubam a cena. Eu também gostei do tema/draminha central da história, que trata sobre aquilo que todos esperam de nós, seres humanos:  namorar > casar > ter filhos > viver feliz assim.

Eu não curti:
Como vocês podem ver eu fiquei super enrolando no tópico de cima, rs.

Eu achei que o filme tinha todos os elementos para ser muito bom. A ideia central, os conflitos, os coadjuvantes engraçados, os protagonistas carismáticos... mas parece que. nada. funciona. direito.

As cenas de comédias tinham tudo para ser engraçadas, só que faltou um ~tchan~ para dar certo. Acho que a direção e o roteiro não fizeram jus ao elenco. A mesma coisa aconteceu com as cenas românticas que, além de escassas, são beeeem morninhas.

O que poderia salvar essa comédia-not-that-funny era o drama que cada personagem tem com suas famílias. Só que, não sei por que cargas d'água (CARGAS DE ÁGUA?), decidiram não explorar nada disso e apenas focar nos conflitos internos do casal. :s

E vale a pena?
Não! D: ... O que sucks, by the way. Porque eu queria um filme super natalino e cool para comentar aqui no blog e acabei assistindo esta comédia mais morna que o tender que minha mãe serve na ceia de natal. Bom, mas mesmo não valendo a pena, este filme não é ruim. Dá para assistir e passar o tempo, ele não dá sono e nem preguiça (pode ver sem medo)... só é fraquinho mesmo.

Você vai gostar se...
Gosta de comédias românticas + natal. Temas sobre família e aquele humor pancadaria, estilo Os Três Patetas, rs. Se você ri fácil, pode ser que curta mais que eu.

Você vai gostar também se estiver na praia, com chuva e tiver apenas este filme e uma novela do SBT passando na televisão.

Em uma frase: Can't spell "families", without "lies"

24/12/2011

Pizza-Delivery: links da semana #42


Links de download de todos os filmes que a gente postou aqui no blog durante a semana. Não ganhamos nada com isso e estamos apenas compartilhando links que já estão disponíveis na internet. Não nos responsabilizamos pelos downloads feitos pelos leitores e pelas maneiras como os filmes serão utilizados. Também não é nosso papel repôr links quebrados.
Pizza-Delivery rola aos sábado aqui no blog. Não precisa mais correr atrás.
A gente entrega na sua casa!

Fright Night Link

A Christmas Carol

Os Fantasmas de Scrooge
Ano: 2009
Com quem? Jim Carrey (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças), Gary Oldman (A Garota da Capa Vermelha) e Colin Firth (Direito de Amar).

É sobre o quê?
Ebenezer Scrooge é um velho ranzinza, resmungão e amarguradíssimo. Odeia crianças, odeia gente pobre e, acima de tudo, odeia o Natal. No dia 24 de dezembro, perto da meia noite, Scrooge recebe em sua casa a visita de três fantasmas: o espírito do natal do passado, do presente e do futuro. Os fantasmas mostram ao velho que ele está desperdiçando tempo na vida com tanto ódio no coração e em apenas uma noite o ensinam que ainda há tempo de mudar pra melhor. O filme é baseado no conto clássico de Charles Dickens.

Eu gostei de:
É um filme único. Uma animação que me surpreendeu. Esperei por um filminho bobo de Natal e encontrei um clássico em potencial. Os Fantasmas de Scrooge é diferente das animações que vemos por aí. O elenco não é apenas um "elenco de dublagem". O Sr. Scrooge é o próprio Jim Carrey, só que numa versão animada. Todos os personagens tem feições muito humanas, e em alguns momentos dá até pra pensar que o filme foi feito usando gente de verdade.

Jim Carrey deixa suas marcas de atuação o tempo todo, e rouba a cena, independente do personagem que esteja interpretando (no caso, Sr. Scrooge e mais dois fantasmas). Suas vozes, caras e bocas dão ao filme o tom sombrio que cômico que o conto original tem.

É um filme assustador, em alguns momentos, e foge dos clichês de Natal, onde todo mundo está feliz, cantando jingle bells all the way na varanda. Claro que a história não é novidade pra ninguém, já que foram feitos uns 50 filmes baseados nesse conto de Natal, e mais uns 50 especiais de fim de ano de séries e desenhos animados. Mas eu achei tudo diferentão porque foi o primeiro filme de Natal que me deu uns sustos de vez em quando, rs.

Sem falar nos efeitos e na animação! Tudo é real demais. As texturas de pele, as casas, a neve. E esse cenário realista deixa as cenas onde a mágica acontece ainda mais próximas da nossa compreensão. Se você se entregar à história, vai esquecer completamente o que é filme e o que é vida real, e passear pelo passado, presente e futuro com Strooges.

então é natal, e o que você fez?????
Eu não gostei de:

Queria que o filme tivesse explorado mais a vida de Scrooge. Queria saber os motivos dele ter se tornado um velho tão amargo. Os motivos que ele tinha pra odiar tanto o Natal. Talvez o filme tenha explicado isso com alguns detalhes e eu não fui esperto o bastante pra entender. Fiquei o tempo todo esperando algumas explicações óbvias e devo ter deixado alguma coisa despercebida.

Mas e aí? Vale a pena?
Vale sim! É um tipo diferente de animação, que me surpreendeu bastante. A história é bonita, e os efeitos visuais são muito bons. Queria ter visto nos cinemas, porque o filme é cheio de cenas onde as coisas vem pra cima de você, e isso em 3D deve ter sido ótimo, rs. O Natal é amanhã, então ainda dá tempo de assistir essa coisa linda de filme!

Você vai gostar se...
Se gosta de histórias de Natal, com aquele clima de Natal, sinos tocando, neve caindo etc (eu adoro isso! é minha época favorita no ano). Se gosta de filmes onde o personagem é ranzinza e depois leva um tapa do destino e decide ser uma pessoa melhor (tipo o Carl de Up). Ou se já está enjoado de "Um Natal Muito Louco", "Grinch" e "Meu Papai é Noel" e quer assistir algo diferente nesse fim de ano, rs.

Em um final de post fofo: Feliz Natal aos leitores desse blog maravilhoso, obrigado por nos acompanharem durante todo o ano! Vocês são uns lindos <3

23/12/2011

Paper Heart

Paper Heart
Ano: 2009
Com quem? Charlyne Yi (Cloverfield / Superbad), Michael Cera (Scott Pilgrim vs. The World), Jake M. Johnson (New Girl / Sexo Sem Compromisso) e muitos outros comediantes famosos.

É sobre o quê?
Charlyne Yi decide viajar por todos os Estados Unidos para fazer um documentário sobre um único assunto que ela não consegue entender: o Amor.

Eu gostei de:
Tudo nesse mockumentary é amável, vocês não tem noção! O amor começa pela trainwreck da Charlyne Yi que é uma jovem comediante muito fofa, nerd e awkward como nunca se viu. Ela é daquelas que ri espalhafatosamente de qualquer piadinha que você faça, que fica constrangida com flertes bregas e que te faz rir com as coisas mais bobas do mundo. Então você pega essa linda e manda ela para entrevistar estranhos e famosos por todo o país... o resultado não poderia ser outro: amor, amor e amor.

Paper Heart é uma mistura de documentário, mockumentary e comédia romântica que dá tão certo que você não vai saber o que é real o que é falso. Só vai rir e dizer "ooowwwnnn" a cada 2 minutos de filme. Nunca vi tanta fofura em um filme só, acreditem. As entrevistas reais cortam o clima engraçado do filme e dão um ar ultra romântico para tudo, mas de repente as histórias contadas começam a mostrar o lado cômico que só a vida real tem e, logo depois, tem o draminha de quem nunca amou. Uma mistura muito boa!

Todos os personagens no filme estão atuando como eles mesmos, porém os três lindos principais dão uma exagerada para cativar mais ainda o espectador bobão que não para de vomitar arco-íris durante o filme todo. Eu culpo os roteiristas, a própria Charlyne Yi e o Nicholas Jasenovec (de Superbad), por fazerem algo tão complicado parecer bobinho, e lindo, e fácil, e importante e tudo que vocês conseguirem imaginar em uma fazenda de pôneis.


Eu não curti:
Posso pular essa parte? Posso né!? Por que eu não curti quando acabou, porque o final é a coisa mais radical de Hollywood. Nem Scott Pilgrim vs. The World tem tanta ação e aventura quanto o final de Paper Heart. Vou pular isso aqui logo, então.

Vale a pena?
Bastante! Você vai rir muito da cara da Charlyne, ela por si só é a piada do filme porque quando ela faz uma careta não dá para levar a sério, e tem o Michael Cera sendo estranho como sempre e todos os outros elementos que as comédias românticas indiezinhas têm e que dão certo. Tem também, simplesmente, a melhor música de amor de todos os tempos da última semana. Parece que não é necessário muita coisa para fazer um filme ser engraçado, romântico e lindo, você só precisa de uma menina fofoboba e socially awkward com um microfone na mão.

¿Não existe amor em SP?
Se você não entende nada sobre o Amor, se acha que nunca amou ninguém, odeia os casais fofos que demonstram sua paixão pelas ruas e todas essas coisas, é com Paper Heart que seu coração de gelo vai derreter em lágrimas e sorrisos. Mas não posso mentir que existe uma grande possibilidade de você odiar esse filme com todo a sua força. Ou você ama muito ou odeia muito, acho que não há meio termo.

Você vai gostar se...
Gostou de Juno, (500) Dias Com Ela, 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você e outros filmes lindinhos misturados em uma versão alternativa de Globo Repórter com cara de estagiário de jornalismo em Profissão Repórter com um shake de amor de stand-up e barzinho... Uffa!

Em uma pergunta: Amor ou Pizza?

22/12/2011

The Art of Getting By

A Arte da Conquista
Ano: 2011
Com quem? Emma Roberts (Garota Mimada / Se Enlouquecer Não se Apaixone), Freddie Highmore (Toast / A Fantástica Fábrica de Chocolate) e Alicia Silverstone (As Patricinhas de Beverly Hills).

É sobre o quê?
George é um adolescente problemático, que vive com a mãe e o padrasto. Não gosta da escola e acha que fazer lição de casa é perder tempo diante da imensidão de coisas a se fazer e a pequeneza da nossa vida, rs. Daí ele conhece Sally, uma menina popular na escola que acaba encontrando em George uma possível alma gêmea. *bang*

Eu gostei de:
Como vocês puderam ver pela sinopse, o roteiro dessa delícia é o maior clichê desse mundo. Mas o interessante foi a maneira como o filme pegou um plot batido como "a -popular-que-se-apaixona-pelo-loser" e transformou numa história tão bonitinha. O filme tem diálogos ótimos, e o casal principal (a Emma e o Freddie) tem uma ~química teen~ tão evidente que dá vontade de ser amigo deles!

Aliás, a atuação do Freddie Highmore tá ótima. Não tão boa quanto em O Som do Coração (que eu amo/sou), mas mesmo assim. Ótima. Tão boa que até deixa a pobrezinha da Emma Roberts meio desfocada. Acho que me identifiquei com o personagem George justamente por termos histórias de vida parecidas. E pela coisa de gostar de desenhar (os cadernos dele parecem os meus, só que mais fodas claro rs). Ele tinha tudo pra ser mala. Um fucking teenager metidinho a filósofo. Mas, não sei como, o personagem me conquistou de cara, e eu torci por ele o tempo inteiro.


A trilha sonora é ótima, o climinha de juventude também. Dá vontade de voltar no tempo, onde passar de ano era minha maior preocupação. É uma história de amor bonita, e quem desvaloriza um filme desses, está cuspindo no prato que comeu. Todo mundo foi assim um dia, e a geração de hoje precisa de teen movies inspiradores. Esse é um deles, rs.

Eu não curti:
O filme é raso demais. Tem cerca de 1h20 só, e isso não é tempo o bastante pra explorar a complexidade de George e Sally. Os personagens são mostrados de maneira rápida e superficial, e a gente só vê química nos dois por conta das atuações boas. Porque, de fato, não sabemos quase nada deles. É um filme que passa rápido por acontecimentos importantes e me decepcionou por ser assim, corrido.

A personagem da Emma Roberts é aleatória demais pra uma protagonista. Em It's Kind of a Funny Story ela tá muito melhor. Mais badass, mais linda, com mais atitude etc. E olha que eu só assisti esse filme por causa dela (adoro os filmes dela, incluindo aquela delícia horrorosa do hotel pra cachorros). Queria ver a menina se destacando, mas ela foi só a bonitinha da história. Nada além disso. Uma pena :(


Mas e aí? Vale a pena?
ENTÃO, acho que me contradisse um pouco, mas esse filme é basicamente isso: é um bom teen movie mas poderia ser MUITO melhor. O filme tinha tudo pra ser daqueles que a gente lembra depois de muito tempo. Mas acaba sendo "apenas mais um". Vale a pena ver, mas não vá cheio de esperanças como eu fui. Você pode quebrar a cara.

Você vai gostar se...
Curte filmes com protagonistas adolescentes, que focam em conflitos dessa faixa etária. Se já se apaixonou por alguém complicado ou se está numa relação daquelas onde você não sabe se é sério ou só ficação rs. Ou se gostar da Emma e desse bonitinho Freddie, apenas.

Em uma curiosidade: O filme, inicalmente, se chamava Homework. Tinha pôster e tudo!

20/12/2011

Cracks

~~Sedução~~
Ano: 2009
Com quem? Eva Green (Os Sonhadores), Juno Temple (Desejo e Reparação), María Valverde (100 Escovadas Antes de Dormir), Imogen Poots (A Hora do Espanto).

É sobre o quê?
A história se passa num colégio interno britânico, bem isolado e na década de 30. Miss G (Eva Green) é uma das professoras e é responsável por um grupo fixo de meninas.

Todas admiram muito a professora, mas a chegada de uma aluna nova muda toda a rotina das garotas. Esta novata, por inspirar o fascínio e o favoritismo da professora, desperta ciúmes e inveja em suas companheiras.

Eu gostei de:
O roteiro, embora não seja completamente original, tem alguns aspectos bem únicos em relação às personagens que o faz ser bem diferente e interessante. Como já disse aqui antes, eu gosto de histórias que se passam em internatos, algo naquele ambiente fechado e alheio às influências externas... sempre me fascinou, rs.

A primeira parte do filme é paradinha (mas não entediante) e a gente simplesmente observa a rotina das meninas e conhece melhor as personagens (por isso achei essa parte essencial). Mas depois, a história começa a pegar um ritmo mais acelerado e a gente percebe que toda a tensão acumulada durante o começo está prestes a explodir!

girls just wanna have fun

As atuações da Eva Green e da Juno Temple carregam o filme inteiro, praticamente. Às vezes, só em olhares a gente já percebe tudo o que elas estão pensando. Nesse filme rola inveja, rancor, ternura, obsessão, insanidade etc, mas tudo de uma maneira sutil. (O cenário, a fotografia e o figurino são muito bons também).

Eva e Juno s2

Eu não curti:
Como falei ali em cima, o começo é meio paradinho e, mesmo a gente conhecendo as personagens, a gente não saca qual é a da história. Do tipo: "Eaí, vai acontecer alguma coisa, ou a gente só vai ficar olhando o dia a dia dessas coitadas?".

Agora vejo que isto foi realmente necessário para o filme como um todo, mas mesmo assim não curti, poderia ter cenas mais marcantes desde o início mesmo...

E vale a pena?
Eu adorei. Não sei se vai valer pra vocês. É um drama suave, com alguns momentos mais densos. Não é chocante, mas também não é sem graça e irrelevante. Há brigas, intrigas, amor platônico e um ar de pedofilia + lesbianismo. No fim das contas, é um filme bonito. Se você gosta de histórias assim, go ahead!

Você vai gostar se...
Gosta de dramas envolvendo adolescentes, meninas, colégio interno, ambientes bucólicos, mudanças hormonais, rs. Este filme me lembrou bem aquele "Morte em Veneza" e "Les Amitiés Particulières" ... parece uma mistura/releitura dos dois juntos... (kind of). Outro filme que eu lembrei assistindo foi aquele Garota Mimada, rs... só que numa versão mais sombria e dramática.

Em uma frase: "O elenco inteiro ótimo e todo... underrated... uma pena"

Trust

Confiar
Ano: 2010
Com quem? Liana Liberato (Reféns), Clive Owen (A Identidade Bourne), Catherine Keener (Quero Ser John Malkovich / Na Natureza Selvagem) e Jason Clarke (Inimigos Públicos).

É sobre o quê?
Drama mostra uma família que tem sua vida transformada quando sua filha Annie (Liana Liberato) é vitima de um pedófilo que ela conheceu na internet.

Eu gostei de:
Trust é um filme bem diferente dos que assisti esse ano, mas diferente porque não é diferente. Assim, não é um filme com roteiro diferente, com fotografia diferente, não é nada disso. Atualmente eu vejo muitos filmes que mostram um formato diferente, tentam ter sua cara única e ser diferentões dos outros, mas Trust é comum e simples, o que torna ele diferente. (Inception?)

Eu só entendi qual era a intenção do filme bem pertinho do final, o que fez eu gostar mais de tudo quando acabou. O diferencial é que não existem surpresas em um drama assim, não tem adivinhações, grandes correrias policiais e nada muito Hollywoodiano, os fatos são mostrados do jeito que são na vida real. As atuações também seguem a mesma ideia, são pessoas comuns ali e a gente acaba não tendo aquela sensação de que é um grande ator em um grande papel. Por um lado isso é bom, mas meio que decepciona quem espera por um drama pesadão com cenas absurdas (eu).


O bom do filme é isso mesmo, é realista, mexe com a gente pelas razões certas e tem personagens verdadeiros. Por mais que eu não tenha me conectado muito com nenhum deles, porque o que acontece no filme é muito pessoal, eu senti que estava ouvindo alguém contar um acontecimento triste para mim. A realidade, às vezes, é muito mais triste e o final desse filme realmente dá um soco de vida real em qualquer um.

Eu não curti:
O filme é bom, muito bom, mas faltou alguma coisa para mim. Talvez eu não esteja mais acostumado com filmes que apenas querem mostrar o drama pela força da história e sim pelas atuações escandalosas. O mais próximo que cheguei disso foi 50/50, mas mesmo assim ainda tem um quê de diferente, de fantasia na realidade, em Trust é tudo muito muito muito real. É bom e ruim ao mesmo tempo, porque durante nos 30 minutos iniciais eu achava o filme muito ruim. Ainda bem que depois foi melhorando.

Vale a pena?
Sim, Um filme como esse, que pretende mostrar a realidade de uma família passa por uma trauma pesado que é ter uma filha violentada , tem uma sensibilidade incrível e bastante realista do que acontece TODOS OS DIAS com adolescentes e crianças no mundo. O trabalho no roteiro para deixar tudo genérico e confiável e o ótimo trabalho do diretor David Schwimmer, o Ross de Friends.

Você vai gostar se...
Gosta de filmes reais e com boas atuações. Roteiros simples e direção bem feita. Não há muitas surpresas e big wows aqui, então não posso comparar com 50/50 ou até mesmo, um filme que lembra bastante esse, Hard Candy da Ellen Page. Você vai gostar muito de Trust pela sensibilidade e seu fator ‘comum’ da vida, ou você vai odiar pelos mesmos motivos.

Em uma ordem: só clica no play!



19/12/2011

La Piel Que Habito

A Pele Que Habito
Ano: 2011
Com quem? Antonio Banderas (Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos), Elena Anaya (Van Helsing - O Caçador de Monstros) e Marisa Paredes (A Vida é Bela).

É sobre o quê?
Robert é um cirurgião que, desde a morte de sua esposa, está desenvolvendo secretamente no laboratório super foda em seu porão um novo tipo de pele onde as células da pele humana são combinadas com células de porcos, tornando essa nova pele resistente a queimaduras, arranhões, etc. Só que Robert acaba se tornando vítima de sua própria obsessão e perde os limites para vingar o passado de sua filha.


Eu gostei de:
O filme é uma surpresa. É diferente de tudo. que. eu. já. vi. Você começa a assistir, esperando um suspense ou drama sobre QUALQUER COISA NESSE MUNDO, e acaba encontrando um filme sem gênero pronto, que toma um rumo completamente inesperado. Fui pego desprevenido, e a cada cena eu ficava mais abobado com o nível de bizarrice da mente do Almodóvar.

Generalizei bastante na hora de escrever a sinopse, porque acredito que esse é o tipo de filme que você tem que assistir sem saber o que esperar. Eu, por exemplo, só sabia que era um filme onde o Banderas era um cirurgião plástico. E, sem esperar mais nada, fiquei chocado com o desenvolvimento do roteiro.

Li que o Almodóvar disse que sua intenção em "A Pele que Habito" era fazer terror, e o cara conseguiu de um jeito incrível. Não tem nenhum monstro, cenas de perseguição na floresta à meia noite ou ceitas do capeta. É um terror psicológico. Somos assombrados pela mente sádica do cirurgião e eu ficava tenso só de imaginar qual seria sua próxima estripulia rs. É um filme agonizante, mas é uma agonia boa.

Eu não curti:
A Pele Que Habito tem um mistério por trás de tudo, e depois que descobrimos a peça principal desse mistério, fica fácil demais deduzir o resto. O roteiro é inteligentíssimo e, tipo, QUEM SOU EU pra falar disso???? Mas acho que um pouco mais de suspense pra deixar o espectador mais ~encudado~ seria muito bom. Não tô falando que o filme deveria enrolar mais pra entregar as respostas. Só queria que ele tivesse mais perguntas.



Mas e aí? Vale a pena?
Claro que vale! Foi meu primeiro filme do Almodóvar, porque tenho esse bloqueio com diretores que todo mundo idolatra. Tenho medo de escrever merda na hora dos meus posts e muitas vezes acabo me limitando às minhas comédias românticas, sem muito segredo pra comentar rs. Mas A Pele Que Habito me convenceu a procurar mais filmes do diretor pra assistir (quem tiver sugestões, deixe nos comentários pfv).
Este é um filme surpreendente, e só por isso já vale muito a pena. Assistam! :)

Você vai gostar se...
Se gosta de filmes que fazem um terror psicológico, com personagens perturbados etc. Se gosta de histórias com mutações genéticas, gente bizarra e roteiros mindfuck.

Em uma pergunta: Olhando rápido pro poster do filme, não parece a Lady Gaga? rs