29 de jan de 2012

The Artist

O Artista
Ano: 2011
Com quem? Jean Dujardin (Agente 117), Bérénice Bejo (Coração de Cavaleiro), John Goodman (Os Delírios de Consumo de Becky Bloom), James Cromwell (Eu, Robô), Missi Pyle (Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas) e outros atores famosos.
Diretor: Michel Hazanavicius

É sobre o quê?
Em 1927, George Valentin é um dos atores mais bem sucedidos em Hollywood. Ele tem bilhões de fãs histéricas, dinheiro, fama e sucesso de critica a cada filme em que atua. Quando o cinema mudo começa a ser substituído pelo cinema falado, Valentin acaba perdendo a notoriedade que tinha antes enquanto uma jovem figurante, Peppy Miller, vê seu nome alcançar o auge da fama no cinema.

Eu gostei de:
Tudo! Roteiro, atuações, direção, cenografia, coreografias, trilha sonora, exatamente tudo! O Artista é um filme completo, e o fato de ter sido produzido no século XXI o torna especial. Talvez se o mesmo filme fosse produzido na época em que o cinema mudo era o único mercado em Hollywood, ele seria mais uma produção de sucesso e nada mais. Porém, o fato da sua formula ter sido produzida em uma década em que o 3D e os grandes efeitos especiais levantam o mercado, é surpreendente.


As atuações estão divinas e todos os personagens são cativantes. O casal protagonista, o cãozinho sidekick e cada figurante que aparece também tem seu momento de estrela. Essa é uma característica forte dos filmes mudos. Cada personagem que aparece expressa muito bem sua personalidade, intenções e importância na trama. Por mais que só pareça para esbarrar no protagonista, você vai lembrar-se da cena inteira uma semana depois. Não há nenhum excesso ou exagero, não falta nada nas atuações e na história, tudo está na medida certa. O diretor Michel Hazanavicius conseguiu desenvolver uma obra prima que consegue enganar o expectador muito facilmente. Você não vai acreditar de maneira alguma que essa produção é de 2011 e os atores estão vivos. Eu que li sobre o filme antes da estreia o assisti jurando que era a maior trollagem do mundo. A cada segundo a estética do cinema mudo (e da época) só é fixada na nossa cabeça e o coração faz tum-tum de amor por essa belezura de filme!

Eu não curti:
Bang! Atirou no meu coração com o revolver do amor
Vale a pena?
Com toda a certeza do mundo! Você não pode deixar passar um filme como esse, que vai te fazer rir, chorar, gritar de amores e se apaixonar aos suspiros por um casal hollywoodiano como nenhum outro. Claro que existem outros aspectos técnicos que deixam o filme imperdível, como a fotografia impecável, os figurinos deslumbrantes, a escolha perfeita da trilha sonora e blah blah blah... mas o fato de que um filme mudo, que mostra o mundo fabuloso do cinema e suas mudanças, despertar emoções em você que nenhum outro filme atual conseguiu, é incrível! Todo cinéfilo, ou até mesmo aqueles que só usam o cinema como passatempo, consegue se emocionar de uma maneira surpreendente com essa produção fantástica. É a magia do cinema fazendo os mino e as mina de hoje pirar.

Acabam de criar um clássico que não é clássico, mas a gente já ama como um clássico dos anos 20. Os personagens são imortais, assim como o cinema, e é exatamente isso que o filme consegue expressar através da imagem. Elas vão das espetaculares às mais singelas. E são os nossos olhos que se surpreendem diante todas as caras e bocas, danças, de cenas marcantes e inesquecíveis. (porque o cinema nunca vai acabar e isso é fato, bebê!)
Peppy Miller
Você vai gostar se...
Gosta de cinema! O resto você deixa de lado e aprecia essa delicia de filme. Se você gosta de cinema mudo, com grandes orquestras, histórias divertidas e emocionantes em preto e branco, não vai se arrepender. Essa produção francesa vai entrar na sua lista de favoritos e, com a nossa torcida do <3, quem sabe não ganha um Oscar, hein?

Em um mix de palavras: metalinguística retrô de um falso clássico maravilhoso.


Sobre o Autor:
Kabe Kabe. Eu costumo prestar atenção em detalhes sem relevância nos filmes e expandir a história na minha cabeça antes mesmo dos créditos iniciais começarem. Um filme perfeito seria aquele sem gênero definido em que a Elle Fanning chora com um Alien de bow tie enquanto o espaço explode em slow motion. Ah, e eu converso com os personagens. [Perfil completo]

18 comentários:

  1. Eu adorei a simplicidade do filme,esse concerteza vai levar várias estatuetas no Oscar =)

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  2. Quero ver esse!
    Na nossa divisão de filmes pro Oscar só peguei os chatinhos :(

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  3. Achei bacana e só. Não entendi essa paixão toda pelo filme, rs.

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  4. estava indo muito bem até a ''metalinguística retrô de um falso clássico maravilhoso.''

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  5. Vc que escolheu War Horse e The Descendants, Vitor... get over it rs

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  6. War Horse eu nem me arrependo, porque achei ótimo. Mas esse Descendants é muito mais ou menos, rs.

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  7. To esperando os ~queridinhos do Oscar~ serem postados aqui pra assistir rs E eu achei que era a única que falava com os personagens.

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  8. Esse aí eu tenho que ver no cinema.
    NO CINEMA! rs

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  9. Vai ser meio impossível, né, Alan? :-(
    Aposto que as cópias do filme no brasil vão ser no total de: 05

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  10. Que exagero, Kabe rs.
    O filme não é desses que você só vai conseguir assistir na Reserva Cultura por 30 reais o ingresso.
    Se ganhar Oscar vai pras salas do Brasil todo, do mesmo jeito que foi com O Discurso do Rei.

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  11. Ah, nem acho exagero. Existe uma diferença gigantesca entre O Discurso do Rei e O Artista... não sei se vejo interesse do publico brasileiro em um filme mudo em pleno 2012 com mega produções e tal... É o que eu imagino HAHAHHAHAHAHH
    Mas se ganhar o Oscar concordo que vai para o Brasil todo. Queria super ver no cinema :-D

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  12. Eu acho que vai pro cinema sim. O falatório em torno dele tá grande.
    O público do Sesc vai lotar as salas do cinema -Oi?

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  13. 5 pizzas meeeishmo! filme perfeito.

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  14. Concordo com o Vitor, Os Descendentzzzzzzz

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  15. Apenas pra confirmar minha teoria. O filme ganhou o Oscar e passou pelas salas do Brasil todo. Até em FRIBURGO passou O Artista, rs.

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