08/02/2012

Bent

Bent
Ano: 1997
Com quem? Clive Owen (Confiar), Lothaire Bluteau (Um Tiro Para Andy Warhol), Brian Webber (The Foster Gang), Nikolaj Coster-Waldau (Game of Thrones), Jude Law (Sherlock Holmes) e Mick Jagger (do The Rolling Stones)
Diretor: Sean Mathias

É sobre o quê?
Na Alemanha Nazista, no período que antecedeu a guerra, Max (Clive Owen), um gay, é enviado para o campo de concentração de Dachau. Ele tenta esconder sua homossexualidade usando uma estrela amarela, que era a forma de identificar judeus, em vez do triângulo rosa usado para “marcar” os homossexuais. No campo se apaixona por Horst (Lothaire Bluteau), um prisioneiro homossexual que usa com orgulho seu triângulo rosa.

Eu gostei de:
Eu tenho um certo problema com o Clive Owen. Não conhecia outros trabalhos dele além dos filmes com cara de blockbuster, bilheteria de filme tailandês e qualidade de apresentação de slide de oitava série. Sério, não aceitava ele no elenco de qualquer filme. Sempre a mesma atuação e a cara de “GTFO”. Isso mudou um pouco depois de Trust, mas só agora com Bent que consigo levar a sério o seu trabalho como ator.

Não foi uma total surpresa a incrível atuação do Clive Owen no filme. Imaginei que ele, como muitos outros atores, tivesse uma carreira inicial com filmes sensacionais como este. E estava certo. Ele consegue transmitir para linguagem do cinema um papel que foi totalmente construído para o teatro. Muitas vezes essa formula de adaptação do Teatro para o Cinema deixa o filme extremamente cansativo e irritante, mas jogando os papeis nas mãos certas tudo termina bem.


Eu não curti:
Adaptado do espetáculo de Martin Sherman, o filme tem um começo exagerado, acelerado demais. Os personagens são praticamente jogados de bandeja para a gente comer com as mãos. Isso atrapalha um pouco que não está acostumando com esse tipo de roteiro, com mais cara de peça teatral filmada que adaptação cinematográfica.

Com o desenrolar da história os acontecimentos vão seguindo um rumo mais “organizado”, mas sem perder o diferencial que explora as atuações do Clive Owen e Lothaire Bluteau. O peso de interpretar os dois personagens principais dessa história de amor única é enorme. Eu diria que a carga emocional que ambos tiveram que despejar na interpretação é tão surpreendente que você não sabe se está triste ou com ódio com que está acontecendo com eles. É como se estivéssemos presenciando um acontecimento em tempo real. O mesmo sentimento de quando assistimos a uma peça no teatro.

Vale a pena?
Sim. O filme mostra um lado da Segunda Guerra Mundial que torna pesado qualquer história de amor. Em Bent existe uma linha tênue entre o dramático e chocante com o singelo e puro sentimento de esperança e sobrevivência. Tudo que é transmitido durante o longa-metragem alcança o seu objetivo de mexer com a cabeça de qualquer um. Seja na maneira em que os prisioneiros são tratados pelos F*ckin’ Nazis (que me revoltam de uma maneira inacreditável), pelas torturas, ou pela descoberta do amor em uma situação terrível como a vividas por muitos naquela época.

Cada linha do roteiro rendeu cenas espetaculares, e cada uma delas deixam o filme imperdível. Não é fácil encontrar um filme sobre o período que antecede a guerra e a ascensão nazista que desenvolva de maneira tão singular e bonita cenas abomináveis e tristes. Há uma beleza nesse filme indiscutível. Tão indiscutível que tem a participação do Mick Jagger travestido de drag dando um show de atuação.


Você vai gostar se...
Gosta de teatro e aprecia atuações sen-sa-cio-nais. Filmes renomados como Bent não decepcionam quem procura um entretenimento de qualidade e com conteúdo bem explorado – vish, as mina cult pira! –.

Se você quer ver o Mick Jagger sendo 01 lindo e Clive Owen mostrando que sabe sim ser um ótimo ator, tenho certeza que Bent não vai decepcionar. E, oh... Jude Law está no elenco e se você gosta dele também, pode brincar de Onde Está Wally? e tentar encontrar o ator durante o filme. Eu não sei se ele foi uma bunda em alguma cena, um garçom tarado em outra ou uma drag nas festas, mas você pode procurar aí e me contar quem ele é no filme. Por que eu não vi e nem me lembro dele.

Em uma recomendação: para quem quer sentir amor nas condições mais extremas possíveis.




Sobre o Autor:
Kabe Kabe. Eu costumo prestar atenção em detalhes sem relevância nos filmes e expandir a história na minha cabeça antes mesmo dos créditos iniciais começarem. Um filme perfeito seria aquele sem gênero definido em que a Elle Fanning chora com um Alien de bow tie enquanto o espaço explode em slow motion. Ah, e eu converso com os personagens. [Perfil completo]

6 comentários:

  1. Primeira ou Segunda Guerra Mundial? Acho que no 'vale a pena?' tá errado.
    Fiquei curioso para achar o Jude Law, curto muito ele AUSHUAHSUA

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  2. Segunda :-D
    Eu não achei! Vai lá procurar e me diz.... por favorrrr.

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