Ano: 2007
Com quem? Ellen Page (A Origem / Os Fragmentos de Tracey), Catherine Keener (Na Natureza Selvagem / Onde Vivem Os Monstros), Ari Graynor (Qual Seu Número? / Um Noite de Amor e Música), James Franco (Planeta dos Macacos: A Origem / 127 Horas), Evan Peters (Kick-Ass) e Brian Geraghty (Armadilha).
Diretor: Tommy O’Haver (Meninos Não Choram)
É sobre o quê?
Baseado na história real que chocou a nação em 1965, o filme reconstrói um dos crimes mais chocantes já cometidos a uma só vítima. Sylvia (Ellen Page) e Jennie Fae Likens (Hayley McFarland), as duas filhas de um casal que trabalha com um circo, são deixadas para uma estadia demorada em Indianápolis, na casa Gertrude Baniszewski, uma mãe solteira com sete crianças. Tempos difíceis e as necessidades financeiras de Gertrude (Catherine Keener), levam-na ao extremo em suas atitudes repressoras... Sem usar do eufemismo ela tortura a menina das piores maneiras possíveis.
Eu gostei de:
É um pouco difícil dizer o que eu gostei em Um Crime Americano quando a minha indignação e desconforto com a história fala mais alto. Eu nunca entendi direito essas pessoas que descarregam a culpa no ator e manifestam seu ódio pelo personagem da Novela das Nove como se interpretar fosse assinar embaixo dos atos da história, seja lá qual for, mas agora eu entendo. Durante o filme inteiro eu não pude deixar de expressar minha agonia e desejo de justiça sobre a Catherine Keener. Queria chutar, prender, tacar fogo, apagar o fogo com vodka barata, jogar no mar, cortar em pedaços, fazer de tudo que fosse pior. O que isso quer dizer? Além da minha insanidade, isso explica que a atriz não poderia ter tido um desempenho melhor. Tudo é real, apresentado como uma ‘interpretação dos fatos’, mas nada poderia ser mais real do que assistimos. Se apresentassem a mim a verdadeira Gertrude Baniszewski, provavelmente continuaria sentindo rancor da Catherine Keener.
A história é revoltante, isso qualquer um pode entender pela sinopse ou pelo trailer, mas o que realmente envolve e gruda nossos olhos na tela é a atuação de Ellen Page. Além do roteiro bem desenvolvido e da ótima direção, a (até então) atriz adolescente consegue motivarmo-nos a uma militância inútil. A cada fala, a cada expressão de dor, o jogo psicológico entre a história e o espectador fica mais forte, como se você fosse capaz de assumir a dor pela personagem ou que iria salvá-la e vingá-la de todo o sofrimento. Chega um momento em você se vê perguntando se não seria um “monstro americano” em busca de justiça. É com a atuação de Ellen Page que você percebe a linha entre a inocência e culpa é mais frágil que a vida de uma garotinha de 16 anos.
Eu não curti:
A história. O fato de você estar ciente que a história realmente aconteceu e provavelmente foi muito pior que a apresentada no filme, te deixa mal. Acredite se quiser, as cenas de tortura poderiam ter sido piores e imagino que o roteiro omite muitos detalhes do acontecimento porque se em uma hora e meia já é difícil de aguentar imagine o que a história completa (em mais de duras horas) poderia causar a nossa “sanidade mental”.
O filme é ótimo, não deixe de gostar de nada no longa-metragem, porém fico inquieto em ter que falar dele, dizer o que é bom ou ruim... sei lá, é forte demais para tratar apenas como um produto do cinema e tenso demais para lembrar ou ignorar o acontecido.
Vale a pena?
Sim. Todo mundo no elenco merecia uma indicação ao Oscar, e todo mundo merecia ganhar também. Atores, diretor, roteirista, câmera-men, auxiliar de direção, figurinista, cada um que fez parte dessa dolorosa obra de arte.
Se você quiser assistir o Evan Peters de American Horror Story atuando na sua fase gordinho nerd, essa é a oportunidade. Também tem James Franco sendo sensual-canalha-mau-carater para roubar seu coração e, a pequena talentosa, Hayley McFarland apertando nosso peito de olhar para seu rostinho implorando por piedade.
Um Crime Americano não vai ser o último filme baseado em fatos reais que vai te comover, não vai ser a pior história que você vai ouvir e nem a mais absurda, mas é essa a ideia que tentam nos passar. Quantas vezes não vimos pais “punindo” seus filhos pelas ruas, ou até mesmo nossos vizinhos, quantas vezes não julgamos irracionalmente alguém sem ao menos ter ciência dos fatos? O que de ruim é preciso acontecer para chamar nossa atenção ou para libertar nosso melhor e pior? Essas perguntas que o filme cospe na sua cara causam um conflito interno barra-pesada, o que o torna obrigatório na sua lista “para assistir”.
Você vai gostar se...
Gosta de filmes incríveis, reais e fortes, que mesmo com “tons esperançosos” não conseguem tirar as cenas da sua cabeça.
Sobre o Autor:
![]() | Kabe. Eu costumo prestar atenção em detalhes sem relevância nos filmes e expandir a história na minha cabeça antes mesmo dos créditos iniciais começarem. Um filme perfeito seria aquele sem gênero definido em que a Elle Fanning chora com um Alien de bow tie enquanto o espaço explode em slow motion. Ah, e eu converso com os personagens. [Perfil completo] |






na época em que foi lançado vi mais por causa da Elle Page (sou tiete mesmo, tudo que tem ela quero assistir).. a história dispensa comentários, é horrorosa mesmo, e bem pior do que foi mostrado (a cena da garrafa me dá calafrios).. e compartilho do seu ódio a Catherine Keener.. ela deu uma aula de atuação.. o filme tinha tudo para soar como um filme-biografia-documentário-baseadoemfatosreais, mas foi além justamente pelas atuações..
ResponderExcluirLindos, o certo é "espectador" e não "expectador". Não quero ser chata, só to querendo ajudar.
ResponderExcluirE parem de ver filmes da Ellen diva Page porque quando ela for artista do mês não vai sobrar nada KKKKK
desculpa, eu sempre confundo :-(
ResponderExcluirai kabe sempre nestes expectador dele
ResponderExcluirNão fiquei muito impressionado com o título, mas penso que há bons momentos nele.
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