• Cloud Atlas: Uma viagem pela história da humanidade.

  • Gangster Squad: Emma e Ryan sendo uns lindos.

  • Les Misérables: ♫ But the tigers come at niiiight ♫

31 de jan de 2012

The Talented Mr. Ripley

O Talentoso Ripley
Ano: 1999
Com quem? Matt Damon (Trilogia Bourne), Gwyneth Paltrow (Seven - Os Sete Crimes Capitais), Jude Law (Sherlock Holmes), Cate Blanchett (HANNA / O Senhor dos Anéis) e Jack Davenport (Piratas do Caribe).
Diretor: Anthony Minghella

É sobre o quê?
Tom Ripley (Matt Damon) tem uma habilidade interessante: Ele consegue facilmente imitar a voz das pessoas e pode falsificar uma assinatura tento a visto apenas uma vez. Por conta de uma jaqueta emprestada, Ripley acaba conhecendo Herbert Greenleaf, um ricão que oferece dinheiro para que Tom vá à Europa convencer seu filho Dickie (Jude Law) a voltar para Nova York. Tom aceita o acordo, e em sua viagem à Itália ele desfruta das riquezas da família Greenleaf e acaba se envolvendo de maneira obsessiva com o estilo de vida de Dickie. Até que as coisas começam a passar dos limites... rs.

Eu gostei de:
O filme é um ótimo suspense. Ripley é um dos personagens mais intrigantes que eu já vi. Ele vive uma vida humilde em Nova York, e de cara eu pensei que ele fosse um pobre coitado. Mas a mente do cara não para de maquinar um segundo, e ele olha pra todo mundo com tanta desconfiança. Você não sabe o que esperar dele. Esse foi, sem dúvidas, a melhor atuação do Matt Damon que eu já assisti.

O Jude Law também está ótimo (foi até indicado ao Oscar por esse filme). Bem cafajeste, riquinho, detestável, sedutor. Mostra a bunda e tudo, rs. A química que rola entre ele o Matt Damon deixa a gente tenso, e parece que a qualquer momento eles vão se pegar loucamente. Isso também faz parte do mistério de Ripley. A gente não sabe se ele é gay, se ele deseja o Dickie, se ele deseja SER o Dickie. QUAL É A SUA, MR. RIPLEY??? Foi o que eu me perguntei o tempo inteiro, rs.

curtindo uma praia com meus amgs e meu sungão verde-limão rs
No meio desses dois ainda tem a Gwyneth Paltrow, que é a namorada de Dickie, sempre com aquele sofrimento no olhar. Sofrimento de quem namora um galinha, vocês devem saber como é. O filme é cheio de reviravoltas, e o que eu contei na sinopse é apenas o comecinho de muita merda que acontece. Ripley vai se enfiando num poço de mentiras, e no fim de cada cena você pensa "ih,  agora fudeu".

Eu não curti:
Acho que o filme podia ter explorado mais essa coisa do Ripley ser capaz de imitar vozes e assinaturas. Apesar de tudo que acontece no filme, esse é o "talento" dele, e são poucas as cenas em que vemos esse ~dom~ em ação. Também achei o filme meio longo. Não chega a ser chato, mas podia ter algumas cenas mais reduzidas. Por mais que seja um ótimo suspense, 140 minutos é um pouco demais.

Mas e aí? Vale a pena?
Sim. O filme surpreende bastante e tem um final muito bom. Volto a dizer que as atuações são ótimas, e Matt Damon + Jude Law é o combo perfeito pra um filmão.

essa é a good life, meu rapaz
Você vai gostar se...
OLHA, no Filmow as opiniões sobre esse filme estão bem divididas. Mas se você curte um bom suspense, que mostra gente obsessiva experimentando um estilo de vida que foge de sua realidade (que específico eu, rs), você vai gostar. Se curte roteiros com uma mentira que vai crescendo e crescendo, até que o autor da mentira não saiba mais o que fazer, essa é uma boa opção. E se curte esse elenco principal, vai ser bom assistir O Talentoso Ripley, porque tá todo mundo atuando muito bem nesse filme!

Em uma frase: "I always thought it would be better, to be a fake somebody... than a real nobody."

30 de jan de 2012

The Descendants

Os Descendentes
Ano: 2011
Com quem? George Clooney (Tudo Pelo Poder), Shailene Woodley (A Vida Secreta de uma Adolescente Americana), Judy Greer (De Repente 30) e Matthew Lillard (Scooby-Doo).
Diretor: Alexander Payne

É sobre o quê?
Quando sua esposa entra em coma após um acidente de barco, o advogado Matt King não sabe o que fazer. Ele tem duas filhas: Scottie de 10 anos e Alexandra de 17. Sempre foi um pai ausente, viciado em trabalho e com a ausência da mãe, não sabe como se aproximar das meninas. Tudo piora quando ele descobre que sua esposa tem um amante. Desesperado e confuso, Matt viaja com as meninas pelo Hawaii, atrás do homem que estava saindo com sua esposa. O que ele vai fazer quando encontrar o cara? Nem ele sabe. Mas a viagem, de certa forma, acaba unindo a família King.

Eu gostei de:
O filme é pra ver em família, fala sobre família, não tem como não se identificar. Os personagens são bem comuns, tipo ~gente como a gente~ e o roteiro é tão bem escrito (principalmente nas narrativas do Clooney) que mal começou o filme e você já está envolvido com todo mundo. A família King é fácil de gostar, e a história do filme (apesar de seus clichês) nos faz pensar bastante. Quer dizer, se sua mulher estivesse em coma e você descobrisse que ela estava te traindo há bastante tempo, o que você faria? Não dá pra discutir a relação com ela, não dá pra gritar, pra pedir divórcio ou explicações.

Tendo essa situação (e outros detalhes que vão desenrolando durante o filme), dá pra ficar naquela mini-tensão de "E AÍ, MATT? O QUE VOCÊ VAI FAZER AGORA, RAPAZ?". Aliás, a atuação do George Clooney está muito boa. Não acho que seja "a melhor atuação dele em toda a carreira" como algumas revistas disseram. Mas está excelente.

E, por se passar no Hawaii, o filme tem paisagens muito lindas.

preguiça só de imaginar a caminhada até a praia. e a caminhada de volta depois.
E também é interessante o discurso que o filme apresenta de "só porque eu moro no Hawaii não significa que eu fico o dia inteiro na praia dançando hula-hula. Minha enxaqueca também dói, meu câncer também mata". rs

Eu não curti:
Faltou alguma coisa. O filme poderia ter mais dramas, mais cenas chocantes e tal. Quer dizer, tem uma mãe MORRENDO na história. Queria chorar, mas não consegui. Queria uns twists que me impressionassem e me deixassem de boca aberta, mas também não teve nada disso. O filme é leve. Levíssimo.

Acho que a maior parte da minha decepção foi por conta das expectativas. The Descendants ganhou Globo de Ouro de melhor filme, indicação ao Oscar e tudo. Fui assistir esperando um filmão, e encontrei um filme mediano. Então, levem essa dica pra vida (é importante): Expectativas sempre fodem tudo, rs.

Mas e aí? Vale a pena?
Vale sim. Não é isso tudo que estão falando, e acho que em 2011 tivemos filmes muito melhores que mereciam estar em foco nas premiações. Mas é um filme legal. A conclusão de tudo me agradou bastante, as atuações são bem sinceras e a família King é ótima. As meninas são divertidas e o Sid (que é amigo da Alex) é um dos melhores personagens. Babacão, com piadas totalmente excelentes.

Você vai gostar se...
Se gostou de Minhas Mães e Meu Pai (acho que esses dois filmes tem uma ~vibe~ bem parecida), se curte música havaiana (a trilha sonora tá CHEIA), ou se gostou da temporada 2002 de Malhação que tinha o Pedro, a Julia e aquela família maravilhosa de surfistas onde todos tinham nomes horrorosos :DDDD

um amor de família rs
Em uma frase: "Give your kids enough money to do something, but not enough to do nothing."





Sobre o Autor:
Vitor Vitor. Meu gosto pra filmes é uma bagunça. Curto dos mais clássicos aos mais zuados. Tudo depende do dia. Tem dia que acordo querendo ver carros explodindo e tiro pra todos os lados. Tem dia que estou no clima pra ver filme de mulherzinha, com roteiro batido e final feliz. Gente cult me mata de preguiça. [Perfil completo]

29 de jan de 2012

The Artist

O Artista
Ano: 2011
Com quem? Jean Dujardin (Agente 117), Bérénice Bejo (Coração de Cavaleiro), John Goodman (Os Delírios de Consumo de Becky Bloom), James Cromwell (Eu, Robô), Missi Pyle (Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas) e outros atores famosos.
Diretor: Michel Hazanavicius

É sobre o quê?
Em 1927, George Valentin é um dos atores mais bem sucedidos em Hollywood. Ele tem bilhões de fãs histéricas, dinheiro, fama e sucesso de critica a cada filme em que atua. Quando o cinema mudo começa a ser substituído pelo cinema falado, Valentin acaba perdendo a notoriedade que tinha antes enquanto uma jovem figurante, Peppy Miller, vê seu nome alcançar o auge da fama no cinema.

Eu gostei de:
Tudo! Roteiro, atuações, direção, cenografia, coreografias, trilha sonora, exatamente tudo! O Artista é um filme completo, e o fato de ter sido produzido no século XXI o torna especial. Talvez se o mesmo filme fosse produzido na época em que o cinema mudo era o único mercado em Hollywood, ele seria mais uma produção de sucesso e nada mais. Porém, o fato da sua formula ter sido produzida em uma década em que o 3D e os grandes efeitos especiais levantam o mercado, é surpreendente.


As atuações estão divinas e todos os personagens são cativantes. O casal protagonista, o cãozinho sidekick e cada figurante que aparece também tem seu momento de estrela. Essa é uma característica forte dos filmes mudos. Cada personagem que aparece expressa muito bem sua personalidade, intenções e importância na trama. Por mais que só pareça para esbarrar no protagonista, você vai lembrar-se da cena inteira uma semana depois. Não há nenhum excesso ou exagero, não falta nada nas atuações e na história, tudo está na medida certa. O diretor Michel Hazanavicius conseguiu desenvolver uma obra prima que consegue enganar o expectador muito facilmente. Você não vai acreditar de maneira alguma que essa produção é de 2011 e os atores estão vivos. Eu que li sobre o filme antes da estreia o assisti jurando que era a maior trollagem do mundo. A cada segundo a estética do cinema mudo (e da época) só é fixada na nossa cabeça e o coração faz tum-tum de amor por essa belezura de filme!

Eu não curti:
Bang! Atirou no meu coração com o revolver do amor
Vale a pena?
Com toda a certeza do mundo! Você não pode deixar passar um filme como esse, que vai te fazer rir, chorar, gritar de amores e se apaixonar aos suspiros por um casal hollywoodiano como nenhum outro. Claro que existem outros aspectos técnicos que deixam o filme imperdível, como a fotografia impecável, os figurinos deslumbrantes, a escolha perfeita da trilha sonora e blah blah blah... mas o fato de que um filme mudo, que mostra o mundo fabuloso do cinema e suas mudanças, despertar emoções em você que nenhum outro filme atual conseguiu, é incrível! Todo cinéfilo, ou até mesmo aqueles que só usam o cinema como passatempo, consegue se emocionar de uma maneira surpreendente com essa produção fantástica. É a magia do cinema fazendo os mino e as mina de hoje pirar.

Acabam de criar um clássico que não é clássico, mas a gente já ama como um clássico dos anos 20. Os personagens são imortais, assim como o cinema, e é exatamente isso que o filme consegue expressar através da imagem. Elas vão das espetaculares às mais singelas. E são os nossos olhos que se surpreendem diante todas as caras e bocas, danças, de cenas marcantes e inesquecíveis. (porque o cinema nunca vai acabar e isso é fato, bebê!)
Peppy Miller
Você vai gostar se...
Gosta de cinema! O resto você deixa de lado e aprecia essa delicia de filme. Se você gosta de cinema mudo, com grandes orquestras, histórias divertidas e emocionantes em preto e branco, não vai se arrepender. Essa produção francesa vai entrar na sua lista de favoritos e, com a nossa torcida do <3, quem sabe não ganha um Oscar, hein?

Em um mix de palavras: metalinguística retrô de um falso clássico maravilhoso.


Sobre o Autor:
Kabe Kabe. Eu costumo prestar atenção em detalhes sem relevância nos filmes e expandir a história na minha cabeça antes mesmo dos créditos iniciais começarem. Um filme perfeito seria aquele sem gênero definido em que a Elle Fanning chora com um Alien de bow tie enquanto o espaço explode em slow motion. Ah, e eu converso com os personagens. [Perfil completo]

28 de jan de 2012

Pizza-Delivery: links da semana #47


Primeiro Pizza-Delivery com o blog de cara nova! Uma nova fase pro Filmes e Pizza, cheia de novidades pra 2012! Então, pra começar, vamos esclarecer umas coisas: No delivery da semana passada, tivemos problemas nos comentários, gente dizendo que o que fazemos aqui (compartilhar links de download) é ilegal, é crime, é sujo. É claro que não vamos deixar de postar os links por causa disso. Mas só pra deixar claro, mais uma vez: nós não somos um blog de downloads. O Pizza-Delivery é meio que um ~extra~ do blog, pra facilitar a vida dos leitores. Não upamos filme nenhum (até porque eu nem teria paciência pra isso rs), e estamos aqui apenas pra compartilhar. Internet é isso, não é? Compartilhamento rs.

Como vocês sabem, tá difícil pra caramba de encontrar os filmes nos servidores que estamos acostumados, os blogs exclusivos de download estão sendo abandonados, os filmes que já estavam na internet estão sendo deletados. Então, vamos começar a postar aqui os links em torrent (que vai ser o futuro dos downloads quando o FBI controlar a internet, rs). Se você não sabe como usar torrent, é só dar uma lida nesse tutorial aqui. Já tá na hora de aprender, né? São tempos difíceis. Embrace yourselves, the winter is comming.


Take Me Home Tonight → Link
Solos → Link
The Adventures of Tintin → Em cartaz nos cinemas brasileiros
Shadow of the Vampire → Link
The Darkest Hour → Em cartaz nos cinemas brasileiros
Warrior → Link
Moneyball → Link

Moneyball

O Homem que Mudou o Jogo
Ano: 2011
Com quem? Brad Pitt (Queime Depois de Ler), Jonah Hill (Superbad), Philip Seymour Hoffman (Tudo Pelo Poder), Chris Pratt (Uma Noite Mais Que Louca).
Diretor: Bennett Miller

É sobre o quê?
Billy Beane é o gerente geral do Oakland A's, um time de baseball com um baixíssimo orçamento e que vive perdendo seus jogadores para os adversários mais ricos. Para ~mudar o jogo~, Billy decide fazer algo de diferente: ele e o jovem Peter Brand, passam a usar cálculos de estatística para fazer melhor uso dos seus jogadores zicados e quem sabe, vencer um campeonato.

Eu gostei de:
É uma boa história e muito interessante também. A gente pode ver todo o bastidor do baseball, mas sem enfoque nos jogadores e mais no técnico, gerente etc. Os caras trocam e vendem jogadores como se fossem Zubats e usam várias técnicas de barganha, rs.

O filme não é entediante mesmo sendo meio parado, e não sei dizer exatamente o motivo. Talvez porque todo mundo no filme é contra o esquema dos caras, o que faz a gente ficar com raiva... só esperando as coisas darem certo para esfregar na cara dos malas descrentes, rs.

Além disso, o filme não é só uma sequência de jogos e mais jogos. As coisas ficam mais focadas na gerência da bodega, o que é mais fácil para pessoas como yo, que só conhece baseball de cinema (rebate/agarra/corre).

Eu não curti:
O filme emociona, entretém, faz a gente rir e nos deixa torcendo pelo bem de todo mundo. Só que pouco. rs. Isto é porque o foco principal é O baseball, ponto final.

Os personagens principais são gostáveis e carismáticos, mas só isso... é difícil de se identificar com eles ou até se importar, para dizer a verdade. Até colocam a filha fofa do Billy Beane em algumas cenas e a gente passa até a preferir a menina do que os outros personagens.

Parece que não há muito em jogo para eles. Se nada der certo, eles perdem o emprego, sei lá. Já para os jogadores do time, tudo está em risco... mas os caras aparecem pouco no filme.

E olha, não entendi a indicação do Jonah Hill ao Oscar. Claro que ele está bem no filme, mas nada demais. Lembra da Anna Kendrick em Amor Sem Escalas? O personagem dele é tipo o dela, só que mais sem graça. Ele fica 80% do tempo com essa cara:

sim, também posso fazer drama



E vale a pena?
Até vale. O filme é bom. Só acho meio sem graça escolher este filme para ver no cinema com tantas outras coisas boas em 2012. Quem gosta muito de baseball pode achar mais interessante. É uma história com uma bela mensagem... pena que esta mensagem ficou muito em segundo plano. No fim das contas, Moneyball não mexeu nada muito comigo (fiquei meio emocionado, mas NÃO chorei.... sim é possível).

Você vai gostar se...
VOCÊ É O LOCO DO BASEBALL. Ou se faz estatística/matemática e sempre quis achar um uso mais divertido para os seus conhecimentos.

Em uma verdade: Jonah Hill merecia muito mais uma indicação ao Oscar por Superbad, do que por este papel aleatório.




Sobre o Autor:
Vinnie Vinnie. Eu não tenho filtros e vejo qualquer tipo de coisa. Gosto de drama, ação, terror, comédia e não tenho preconceitos (vou de cult a blockbusters). Sou fanático por premiações e futilidades de Hollywood. Odeio spoilers mais que tudo. [Perfil completo]

27 de jan de 2012

Warrior

Guerreiro
Ano: 2011
Com quem? Tom Hardy (A Origem), Joel Edgerton (Rei Arthur), Jennifer Morrison (House) e Nick Nolte (Além da Linha Vermelha).
Diretor: Gavin O'Connor


É sobre o quê?
Brendan e Tommy são dois irmãos que cresceram numa família conturbada pelo alcoolismo descontrolado do pai, e encontraram, desde cedo, um refúgio nas artes marciais. Agora os dois são adultos e nem se falam mais (aliás, ninguém se fala nessa família. Climão por todo o lado!). Depois da divulgação de um evento de MMA que vai dar um prêmio de 4 milhões de dólares, os dois decidem voltar ao mundo das lutas. Brendan precisa do dinheiro pra salvar as finanças de sua família, e Tommy tem motivos misteriosos que ninguém conhece. UUUHH.

Eu gostei de:
Ao contrário do que o cartaz faz a gente pensar, o filme não é  só porrada, como se você estivesse assistindo UFC por 2 horas. Warrior é um DRAMÃO! O filme explora muito bem o relacionamento dos dois irmãos e trabalha com muita delicadeza o alcoolismo do pai. O roteiro me deixou intrigado pra saber o que aconteceu de tão grave pra acabar com uma família inteira, e de cena em cena fui recebendo pistas pra montar a história toda na minha cabeça. Nada é surpreendente. São problemas que acontecem em (quase) todas as famílias. Mas o filme ganha muito nas atuações.

Fica difícil destacar um só, então vou falar um pouco de cada um. O Joe Edgerton pra mim é o melhor. Seu personagem (o Brendan) é um professor de física desses que tem perfil de "professor favorito" na escola, sabe? Todo mundo gosta do cara, então fica muito fácil torcer por ele o tempo inteiro. O Tom Hardy é um mistério e sua atuação como Tobby está sensacional. É um personagem que te intriga e te dá vontade de saber mais. E no meio dos dois, tem o pai (Nick Nolte) que passa o filme inteiro com aquela tristeza no olhar, já que os filhos cagam na cabeça dele o. tempo. todo.

 

Eu não curti:
Como eu já comentei, o Tobby é um personagem muito misterioso, e em determinadas cenas ele acaba sendo mascarado DEMAIS. Acho que o filme poderia explorar mais a cabeça dele, os traumas de infância, as mágoas que ele guarda. Isso tornaria as cenas finais mais intensas e dramáticas. E talvez ATÉ me faria chorar rs.


Mas e aí? Vale a pena?

Vale bastante! Não se deixe levar pelos lutadores descamisados. Esse filme vai muito além da porradaria. É um drama muito ~envolvente~, cheio de personagens ótimas e situações que te obrigam a escolher um lado. Também tem bastante aquela coisa do "e se fosse comigo? o que eu faria?" e eu acho isso ótimo. Faz a gente pensar. O file chegou recentemente nas locadoras (acho que nem passou pelos cinemas), então você já pode pegar o DVD pra assistir com a família. Ou esperar o Delivery no sábado pra catar o link de download :)


Você vai gostar se...

Se gosta de lutas, claro. Se é desses que fica acordado até de madrugada pra assistir aqueles nocautes inacreditáveis na UFC. Se gosta de um bom drama familiar com irmãos que não se falam, pai beberrão, filho endividado e tudo mais. 


Em uma pergunta: Só eu acho que Tom Hardy é nome de ator pornô?





Sobre o Autor:
Vitor Vitor. Meu gosto pra filmes é uma bagunça. Curto dos mais clássicos aos mais zuados. Tudo depende do dia. Tem dia que acordo querendo ver carros explodindo e tiro pra todos os lados. Tem dia que estou no clima pra ver filme de mulherzinha, com roteiro batido e final feliz. Gente cult me mata de preguiça. [Perfil completo]

26 de jan de 2012

The Darkest Hour

A Hora da Escuridão 
Ano: 2011
Com quem? Emile Hirsch (The Mudge Boy), Olivia Thirlby (Nova York, Eu Te Amo), Max Minghella (A Rede Social), Rachel Taylor (Transformers), Joel Kinnaman (The Killing) e Veronika Ozerova (Esse foi seu primeiro filme).
Diretor: Chris Gorak


É sobre o quê?
Após um apagão geral na cidade de Moscou, cinco jovens lutam pela sobrevivência enquanto são atacados por uma raça alienígena invisível que está em busca de energia.
Basicamente esse é o filme todo, sem tirar e nem por. rs


Eu gostei de:
Eu queria começar pelo que eu não gostei, mas vou tentar seguir as regras. O filme não é nada demais, nem ruim e nem incrível. Os personagens são mais do mesmo e realmente prende nossa atenção são os twists na história. Eu não posso comentar sobre eles porque são spoilers tensos sobre a história, e eu não vou estragar o filme para vocês. O roteiro segue cinco personagens comuns: o herói, a mina que confia no herói, a mina sexy e desconfiada, o amigo do herói que é mais inteligente que ele, como sempre, tem um chato que a gente odeia. Até aí é tudo aceitável e assistível.

Quando nada parece diferente e legal, os efeitos fazem o ótimo trabalho de abrir os nossos olhos e chamar nossa atenção de volta (eu estava quase pedindo a pipoca da moça do meu lado de tédio que estava sentindo). A trilha sonora estilo Far East Movement serve só para enrolar a gente e os atores só para dar uma carinha bonitinha nos cenários de desastre. Não... isso não é ruim! (Talvez) O legal do filme está aí . Os personagens são legais(zinhos), a história é legal(zinha) e os alienígenas e seus efeitos assustadores são legais (zinhos). Quando achei que tudo ia ficar “inho” surge o que faltava no filme:
Oi... salvei o filme ಠ_ಠ
Essa linda aí é a melhor personagem do filme. Fiquei meia-hora querendo um personagem Bad-Ass, que desse um tapa na cara das minas sem ideias e mostrasse para a galera que dar discurso de moral durante invasão alienígena é a maior burrice que você pode fazer. Ela aparece e preenche as necessidades de um filme que fica bem medíocre. E ainda traz o Dj Cat junto <3.


Eu não curti:
Fora o roteiro que foi escrito para agradar pessoas que gostam de grandes falas com palavras-chaves de heróis adolescentes: “Lar/Casa” e “Missão”, uma personagem, ou melhor, uma atriz e sua personagem deixam o filme mais chatinho que os clichês: a Loira-Sexy-Desconfiada é, com certeza, uma grande representante de tudo que há de mais chato nos filmes com elenco teen e criaturas semi-assustadoras. Não estou pedindo para ninguém revolucionar o cinema com roteiros incríveis, mas se puder rejeitar esse tipo de personagem eu agradeço!

Outra coisa bem chata, fora as conclusões sem graça típicas de Blockbusters, são as pegadinhas que a câmera prega durante o filme. Não sei se vocês já reparam que quando um filme foca tal personagem no canto da tela e deixa uma visão ampla do cenário ele está te induzindo a achar que algo tenso vai acontecer? E daí a trilha sonora e as falas ajudam nisso? Então... que coisa chata! Você fica com expectativas de grandes acontecimentos e, no segundo seguinte, está exclamando “afffff!” para a tia do lado na poltrona.
:-O
Vale a pena?
Está sem nada para fazer? Quer assistir um filme legalzinho no cinema e dizer uns dois OMG e fazer umas carinhas de susto? Então vale. O elenco teen garante um grande festival de caretas e a história entretém na medida do possível. Vi que muita gente não gostou do final, eu achei divertido para um filme medíocre. [SPOILER:] Mas aquela historinha de romance no fim do filme é um tapa na minha cara. ME RESPEITA! [/SPOILER]


Você vai gostar se...
Gosta de atores bonitos, efeitos legais e filmes divertidos. Os lindos Emile Hirsch e Olivia Thirlby valem o ingresso, a novata Veronika Ozerova e os alienígenas valem a história.


Em uma frase: podem ir assistir no cinema que vale a pnzkfei£¢¬²¢¬ggxcjjk¬¢¬¬65xxzhhhrrrr (fui pulverizado por um alien)



Sobre o Autor:
Kabe Kabe. Eu costumo prestar atenção em detalhes sem relevância nos filmes e expandir a história na minha cabeça antes mesmo dos créditos iniciais começarem. Um filme perfeito seria aquele sem gênero definido em que a Elle Fanning chora com um Alien de bow tie enquanto o espaço explode em slow motion. Ah, e eu converso com os personagens. [Perfil completo]

25 de jan de 2012

Shadow of The Vampire

A Sombra do Vampiro
Ano: 2000
Com quem? John Malkovich (Queime Depois de Ler), Willem Dafoe (Psicopata Americano), Udo Kier (Melancolia), Catherine McCormack (Coração Valente), Cary Elwes (Jogos Mortais - O Final).
Diretor: E. Elias Merhige

Ok, chega de S.O.P.A. Vamos falar de coisa boa? Vamos falar de vampiros!
rsss

É sobre o quê?
Durante as filmagens do clássico de horror Nosferatu, na década de 20, a equipe de produção começa a suspeitar do comportamento do ator principal, que parece levar a sério demais o seu papel de vampiro.

Eu gostei de:
Bom, eu já tinha assistido Nosferatu. Então muita coisa de A Sombra do Vampiro ficou interessante por eu ficar lembrando do filme antigo. É legal ver todo o processo de gravação de um filme mudo, os equipamentos e a preocupação do pessoal com a grana etc. Pareceu bem fiel ao que seria naquela época.

Outra coisa que eu gostei muito foi a atuação do Willem Dafoe, que está super bizarro como Max Schreck. Ele às vezes dá medo, às vezes parece estranhamente fofo e ao mesmo tempo maligno. Ele é sensacional e a melhor coisa do filme todo (rendeu até uma indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro para o ator!). Queria ser amigo do Nosferatu, sério, rs.

<3

Eu não curti:
A premissa é ótima, o elenco também é bom mas o roteiro parece meio perdido.

Há muitas cenas que não acrescentam muito na história e elas são desnecessariamente longas. O clima de tensão não é mantido por muito tempo e tudo isso por causa do roteiro um tanto confuso. O mistério desaparece no meio da história e a gente só assiste tudo simplesmente para saber como o filme termina.

Todas as partes em que não aparece o Willem Dafoe são, de certa forma, entendiantes. Fiquei meio frustrado com isso.

E vale a pena?
Até vale. Se você assistiu o filme de 1922, vai ser interessante ver esta visão fictícia dos acontecimentos. É até mais interessante assistir Nosferatu mais uma vez, depois de A Sombra do Vampiro e ficar reparando nos detalhes e na ligação entre as duas histórias. Só não espere um grande fenômeno, porque eu tinha expectativas um tanto altas e elas não foram correspondidas, rs.

Quer dizer, vai do gosto. Porque tem gente que fala que este filme é ~animal~, mas eu não achei tudo isso não, viu.

Você vai gostar se...
Gosta de vampiros (na época que eles davam medo), gosta de/estuda cinema e se você chegou a assistir Nosferatu e quer conferir esta releitura.

Aliás, a ideia deste filme não surgiu do nada. Na real, as pessoas da época realmente suspeitavam de que o ator Max Schreck fosse de fato um vampiro, de tão surpreendente que foi esta película nos anos 20. Se você é professor de literatura/artes etc e quer dar um bom exemplo de ~metalinguagem~ para os alunos, pode por para a galera assistir na aula!

Em um fato: Nosferatu, mesmo sendo mudo e com efeitos toscaliciosos, consegue gerar mais medo e suspense que este filme de 2000.

oi




Sobre o Autor:
Vinnie Vinnie. Eu não tenho filtros e vejo qualquer tipo de coisa. Gosto de drama, ação, terror, comédia e não tenho preconceitos (vou de cult a blockbusters). Sou fanático por premiações e futilidades de Hollywood. Odeio spoilers mais que tudo. [Perfil completo]

24 de jan de 2012

The Adventures of Tintin

As Aventuras de Tintim
Ano: 2011
Com vozes de: Jamie Bell (Billy Elliot), Andy Serkis (O Grande Truque) e Daniel Craig (007 - Cassino Royale).
Diretor: Steven Spielberg

É sobre o quê?

O filme é uma adaptação da série de desenho animado dos anos 90 que eu assistia quando criança na TV Cultura. Tintim é um jovem jornalista que está sempre resolvendo mistérios. Depois de comprar numa feira livre uma réplica de um navio antigo, ele e seu cachorrinho Milú se envolvem acidentalmente num mistério tão grande que eles nem imaginam. A réplica do navio esconde uma pista que indica o lugar onde está escondido um grande tesouro. Para resolver esse mistério, Tintim conta com a ajuda dos atrapalhados Dupond e Dupont (que sempre apareciam no desenho, eu me lembro rs) e do Capitão Haddock, que é uma peça fundamental para a solução do segredo do ~Licorne~ rs.

Eu gostei de:
Não tenho medo de falar que essa é a melhor animação de todos os tempos. Em termos técnicos, pra deixar claro rs. Nunca vi nada tão rico em detalhes, tão bem construído, tão bem feito. O 3D do filme nem é grande coisa, mas a técnica é tão incrível que tudo fica bem real. A transformação do Tintim animado pro Tintim do filme foi muito bem feita. O personagem tem traços humanos, mas não perdeu a sua identidade já conhecida. Você VÊ o Tintim ali, com o topetão laranja, o jeito de se vestir, o jeito de correr. Tudo deixa o filme bem nostálgico. E pra essa nostalgia aumentar, a versão dublada ainda tem a mesma voz que o Tintim dos anos 90! Achei ótimo.

sdds :'(
O melhor personagem do filme, sem dúvidas é <3Capitão Alcoólatra<3. O cara dá conselhos que não devem ser levados a sério, enche a cara o tempo inteiro e tá sempre com uma garrafa na mão. A trilha sonora é muito boa, e as cenas de perseguição são bem ~eletrizantes~.

Eu não curti:
ENTÃO, tenho até medo de falar minha opinião, porque tá todo mundo morrendo de amores por essa delícia. Mas não vou me segurar, rs. Achei o roteiro bem fraquinho.

Pra começar, por mais que Tintim seja um personagem conhecido há gerações, o público mais novo foi completamente ignorado. Não existe uma apresentação do personagem. Quem não conhece Tintim, continua sem conhecer. O filme não mostra quem ele é, o que ele fez (só uma breve cena com manchetes de jornal que ele estampa), por que ele merece sua atenção. Nos primeiros 5 minutos de filme, já vomitam a história toda do navio do Licorne e quem conhece o personagem entende, quem não conhece se fode. Depois que o Capitão Haddock aparece, aí é que Tintim é deixado de lado MESMO. Ele deixa de ser protagonista e passa a ser só um jovenzinho curioso. 

preguiça de você, tin s2
No fim das contas eu já estava torcendo pra ele descobrir logo o maldito segredo do Licorne (por que deram essa tradução, afinal????) pra eu poder levantar e ir ao banheiro. Posso estar falando besteira, mas tá na cara que muita gente só está idolatrando As Aventuras de Tintim porque é do Spielberg. Se fosse de algum desses diretores aleatoriozinhos ninguém tava se importando.

O filme tem um visual lindo demais, mas a história não é tão linda e o final decepciona.

Mas e aí? Vale a pena?
Olha, acho que vale assistir no cinema justamente pelos elogios que eu fiz à animação. Olha aí nessa foto de cima os pelinhos no braço do Tintim! Tudo é muito bem detalhado, as imagens são muito reais, e depois que você se acostuma, parece estar assistindo um filme com gente de verdade. Não vá pro cinema com muitas expectativas, porque você pode quebrar a cara (como eu quebrei). Vai de boa, que você acaba se divertindo. E vai acompanhado pra fazer comentários engraçados com o amigo. Porque foi isso que salvou minha sessão.

Você vai gostar se...
Se curtia o desenho animado na TV Cultura quando criança, se curte histórias de aventura, caça ao tesouro com navios e canhões, filmes onde o vilão é chamado de ~mal feitor~ e essas coisas.

Em duas palavras toscas: PAPAGAIO LOURO!




Sobre o Autor:
Vitor Vitor. Meu gosto pra filmes é uma bagunça. Curto dos mais clássicos aos mais zuados. Tudo depende do dia. Tem dia que acordo querendo ver carros explodindo e tiro pra todos os lados. Tem dia que estou no clima pra ver filme de mulherzinha, com roteiro batido e final feliz. Gente cult me mata de preguiça. [Perfil completo]

23 de jan de 2012

Solos

Solos
Ano: 2007
Com quem? Peishaw Chiew, Guat Kian Gon, Yu Beng Lim e Zihan Loo.
Diretor: Zihan Loo e Kan Lume

É sobre o quê?
Filme mudo (inspirado em fatos reais) Solos explora a relação sexual entre um professor e um aluno. Zihan (um dos diretores do filme) interpreta um dos três personagens icônicos e sem nome que conduzem a trama, um jovem misterioso. Ele vive com a Mãe, que é introspectiva e melancólica, mas a “relação” entre ambos é de quase indiferença.

Eu gostei de:
Olha... o que eu gostei no filme foi só seu peso artístico. Infelizmente, porque ele tinha tudo para ser um bom drama. A fotografia do filme é sensacional. As cenas que cortam o filme mostram paisagens bucólicas, cenas que transmitem os sentimentos dos personagens de maneira orgânica e exploram bem o contexto visual da história.

Como não há falas, insinuação de conversa ou gestos, os diretores empurram ao extremo os sentimentos e o silêncio dos personagens. Tudo isso é incrível e a composição sonora fica misturada entre nossa respiração, onomatopeias como os barulhinhos “Ahn? Hum? Vish? iiih!” e a ambientação sonora natural. Digamos que a trilha sonora é composta de ruídos urbanos em uma floresta silenciosa.

Eu não curti:
Nas sinopses que encontrei por aí, a seguinte linha “o filme mantém distância estática dos personagens e explora sua solidão e erotismo de forma crua e física, a ponto de sua movimentação em cena parecer coreografada – há inclusive cativantes interlúdios de dança com o bailarino Chew Peishan” expressa bem o que os diretores queriam fazer. Okay, eles conseguiram. Visualmente a gente percebe isso e palma para eles. Porém, infelizmente, o filme é cru e fechado demais para o expectador. Você não sente as angustias dos personagens, suas personalidades ou suas dúvidas. Há obviamente a representação visual delas, mas nada que anime o roteiro. Eu acho que não adianta você pintar um quadro cheio de significado e sentimento, se o esforço visual não atingir o emocional de quem empresta os olhos para sua obra. Não foi dessa vez, galera. :-/

Vale a pena?
Não. Infelizmente... não. Fico até triste de dizer isso para vocês que procurar um bom filme para assistir ou por na lista de filmes da semana. Solos é fraco, seu visual deslumbrante e melancólico não supre os outros elementos que faltam no desenvolvimento história.

Se você gosta de filmes de arte, não tem nenhum preconceito e se joga de cabeça nessas experiências “exóticas” eu indico o filme. É bonito, tem uma visão única e pode ser grande referencia artística se você gosta de toda produção visual do mundo do cinema. Agora, se você não está muito afim de queimar os neurônios, engolir o silêncio e abraçar a melancolia, creio que o filme seria apenas uma “obra chata com cenas de sexo quase explicitas”.

Você vai gostar se...
Faz cinema ou artes visuais. Ou se você é cinéfilo, da categoria “caçador de filmes estrangeiros cheios de ideias esquisitas e premissas inovadoras”... Ou se você acha legal gente pelada.

Em uma pensamento de twitter: tem filme de arte que esquece do sentir e fica só no ver.




Sobre o Autor:
Kabe Kabe. Eu costumo prestar atenção em detalhes sem relevância nos filmes e expandir a história na minha cabeça antes mesmo dos créditos iniciais começarem. Um filme perfeito seria aquele sem gênero definido em que a Elle Fanning chora com um Alien de bow tie enquanto o espaço explode em slow motion. Ah, e eu converso com os personagens. [Perfil completo]

22 de jan de 2012

Take Me Home Tonight

Uma Noite Mais que Louca
Ano: 2011
Com quem? Topher Grace (Homem-Aranha 3), Teresa Palmer (Eu Sou o Número 4), Anna Faris (A Casa das Coelhinhas), Dan Fogler (Fanboys), Lucy Punch (Professora Sem Classe), Chris Pratt (Qual é o Seu Número?).


É sobre o quê?
Quatro anos após o colegial, Matt, que é graduado pelo MIT, passa a trabalhar numa locadora enquanto decide o que fazer do seu futuro. Quando o namorado de sua irmã gêmea Wendy decide fazer uma festa e reunir toda a galera do colegial, Matt aproveita a oportunidade para se aproximar de Tori, uma garota por quem ele sempre esteve apaixonado desde os tempos da escola.

Eu gostei de:
A história por mais que não seja muito inovadora, é diferente por abordar os personagens depois do colegial E depois da faculdade. Ou seja, é aquele típico: "what's next?", que não há em muitos filmes. Outra coisa legal é que se passam nos anos 80, então vemos todo o estilo das roupas, das gírias, músicas da época etc.


O personagem principal é muito parecido com o Eric de That 70's Show, e o Topher Grace, claro, o interpreta muito bem. Ele é muito inteligente, mas também muito loser  e meio covarde. Então a simpatia é quase instantânea. A personagem por quem ele está afim também é uma fofa e não é como aquelas gostosas populares que vemos normalmente. No fim das contas, só a química da dupla que faz a gente se importar com a história do filme.

Eu não curti:
A parte cômica do filme fica por conta de 2 coisas. 1 - A tentativa desesperada e constrangedora do protagonista em conquistar a menina dos seus sonhos; 2 - a insanidade do seu melhor amigo durante a festa. Basicamente. Só que pra mim, apenas o item 1 funcionou.

Para não ficar muito high school, enfiaram no roteiro muito palavrão, drogas e sexo. O que é interessante, pois são coisas que realmente acontecem em festas. O problema é que isto parece um pouco sem propósito, apelativo e completamente diferente do clima entre o casal principal. Numa cena temos uma boa comédia romântica e na outra temos um personagem idiota fazendo coisas típicas de comédias ~pastelão~ (rs).

Também odiei o fato de darem uma personagem sem graça e com poucas cenas para a Anna Faris, que é a RAINHA das comédias idiotas. Colocaram ela só para dar um ibope mesmo... achei mancada!

:O

E vale a pena?
Não. Mas dá para passar o tempo. Como eu disse, o protagonista carrega o filme nas costas e por isso fica legal de assistir. A parte idiota da história, por mais que seja fraca e apelativa, não é ruim a ponto de arruinar o filme. Você não vai dar gargalhadas, mas vão rolar umas risadinhas. Eu assisti sozinho, mas talvez se eu visse com meus amigos, poderia ser mais divertido. Bem Tela-Quente, rs.

Você vai gostar se...
Gosta de filmes de "adolescentes" em que as coisas acontecem numa noite só... estilo "Superbad" ou "Mal Posso Esperar". Se você gostava de That 70's Show, vai ser legal ver o Topher Grace praticamente no mesmo papel da série. Além disso, se você já pegou seu diploma da faculdade e também não sabe o que fazer com ele, vai rolar uma boa identificação... (pq olha, eu me identifiquei viu, rs).

Em um detalhe que me intrigou o filme inteiro: "MEU DEUS a Teresa Palmer é a versão super sayajin da Kristen Stewart!" :OOOOOO

Teresa / Kristen [mais fotos]




Sobre o Autor:
Vinnie Vinnie. Eu não tenho filtros e vejo qualquer tipo de coisa. Gosto de drama, ação, terror, comédia e não tenho preconceitos (vou de cult a blockbusters). Sou fanático por premiações e futilidades de Hollywood. Odeio spoilers mais que tudo. [Perfil completo]

21 de jan de 2012

Pizza-Delivery: links da semana #46



Links de download de todos os filmes que a gente postou aqui no blog durante a semana. Não ganhamos nada com isso e estamos apenas compartilhando links que já estão disponíveis na internet. Não nos responsabilizamos pelos downloads feitos pelos leitores e pelas maneiras como os filmes serão utilizados. Também não é nosso papel repôr links quebrados.

Pizza-Delivery rola aos sábado aqui no blog. Não precisa mais correr atrás.
A gente entrega na sua casa!

Sherlock Holmes  Link
Frankie & Alice  Link (torrent) / Legenda
2 Coelhos  Nos Cinemas

2 Coelhos

2 Coelhos
Ano: 2012
Com quem? Fernando Alves Pinto (A Via Láctea), Alessandra Negrini (Sexo, Amor & Traição), Caco Ciocler (Olga) e Marat Descartes (É Proibido Fumar).

É sobre o quê?
Esse é o tipo de filme que fica melhor quando você sabe pouca coisa a respeito, então eu vou fazer uma sinopse beeeem resumida pra vocês. 2 Coelhos é, basicamente, a história de Edgar, um nerd bem de vida que tem um plano pra fazer a corrupção encontrar a criminalidade e matar os dois coelhos numa cajadada só.

Eu gostei de:
UAU. que. filmão. Saí da sala de cinema com os olhos brilhando, impressionado com um dos melhores filmes nacionais de todos os tempos. 2 Coelhos marca a estreia de Afonso Poyart como diretor. E o cara fez um ótimo trabalho! Vi uma entrevista dele no Omelete, falando sobre as referências que usou na hora de criar o filme, e tudo que ele cita está ali, pra todo mundo ver. Quentin Tarantino, Guy Ritchie, Sucker Punch, video games, cultura pop, arte urbana, TANTA COISA! O filme é uma mistura de tudo que tem de mais legal. Uma mistura que deu muito certo.

A trama é cheia de twists e o roteiro é inteligente demais. Nada é previsível. Tudo muda o tempo todo. A montagem do filme é rápida e explicadinha. Parece um vídeoclipe. A estética é toda diferentona, cheia de gráficos e cores fortes, tudo seguido por uma narração empolgada e frenética (não achei palavra melhor rs). A trilha sonora também tá incrível!


O protagonista é misterioso e você não sabe se ele é herói ou vilão. As atuações são ótimas (principalmente a Alessandra Negrini <3) e apesar dos tiros, palavrões e bandidagem, 2 Coelhos passa longe do que estamos acostumados quando se trata de filme brasileiro. Um marco em efeitos especiais e ação. Muita ação. O filme não te deixa descansar um segundo. Tudo segue num ritmo acelerado, até chegar no grande final e *BOOM*. Cê fica lá com cara de babaca olhando os créditos subirem.

Eu não curti:
Como eu disse, o roteiro é bem inteligente. Tudo é muito bem encaixado, as peças do plano do Edgar são  calculadas com precisão. Acho que pra ficar fácil de todo mundo entender, o filme acaba sendo explicadinho demais. Algumas cenas são reprisadas pra lembrar o povo o que aconteceu. O diretor usa recursos gráficos explicativos que, apesar de serem bem legais, meio que chamam o público de burrão. Algumas coisas não precisavam ser explicadinhas nos mínimos detalhes. Todo mundo ia entender.

Ah, e o filme também banaliza bastante o poder de Kings and Queens. É uma ótima música, mas ela é repetida tantas vezes que acabou perdendo seu valor sagrado de engrandedimento para cenas fodonas.

Mas e aí? Vale a pena?
Claro que vale! 2 Coelhos está em cartaz nos cinemas e você deve assistir HOJE. Chama os amigos, vai sozinho, não importa. O importante é assistir e se surpreender com essa junção de referências da nossa cultura jovem, e se arrepiar na cena final (porque eu me arrepiei). O preço do ingresso vale a pena, e talvez essa seja sua única chance de assistir no cinema um filme que tenha 30 Seconds to Mars e Mc Vitinho na mesma trilha sonora <3 <3 <3


Você vai gostar se...
Se curte tramas policiais, explosões, mundo nerd, GTA, Sucker Punch, Tarantino e planos mirabolantes. Se assistiu o trailer e ficou impressionado, você vai gostar do filme. Porque são 108 minutos de tudo isso que tem no trailer. 


Em uma dica: No site oficial do filme dá pra jogar ~DETONANDO MIAMI BEACH~, o jogo que o Edgar tá jogando nas primeiras cenas.

(Até perto do final, já estava decidido que eu daria 4 pizzas. Mas os últimos 5 segundos garantiram meia fatia rs)



Sobre o Autor:
Vitor Vitor. Meu gosto pra filmes é uma bagunça. Curto dos mais clássicos aos mais zuados. Tudo depende do dia. Tem dia que acordo querendo ver carros explodindo e tiro pra todos os lados. Tem dia que estou no clima pra ver filme de mulherzinha, com roteiro batido e final feliz. Gente cult me mata de preguiça. [Perfil completo]