
Cada Um Tem A Gêmea Que Merece
Ano: 2011
Com quem? Adam Sandler (Gente Grande / Esposa de Mentirinha), Katie Holmes (Não Tenha Medo do Escuro), Al Pacino (Advogado do Diabo) e outros atores/celebridades que parecem ter sido obrigados a participar do filme.
Diretor: Dennis Dugan
É sobre o quê?
Jack Sadelstein tem grandes planos para sua família durante as férias. Antes que eles aconteçam ele tem que enfrentar o Jantar do dia Ação de Graças com sua irmã gêmea Jill, que é o ser mais inconveniente e irritante que ele conhece.
Eu gostei de:
(Oh gawd, why?)
Os filmes do Sandler, com roteiro do Sandler, são extremamente parecidos. A mesma ideia pastelona, os mesmos tipos de personagens e terminando do mesmo jeito. Há claro, exceções que vale a pena conferir como “O Paizão” “Um Maluco no Golfe” e “Como Se Fosse a Primeira Vez”, porém eles não compensam todo histórico de vergonha alheia do ator. Jack and Jill é mais um exemplo que ele deveria parar de fazer um filme a cada ano, porque assim seria mais fácil para ele pensar em piadas boas para usar em seus filmes.
O que nos faz sorrir durante todo o longa são as situações que Jill cria com seus comentários ridículos. E fica por aí. Coisas que nós sabemos que vão acontecer como animais irritantes, crianças esquisitas, esposa boazinha, puns, arrotos, quedas e choros só deixam o filme mais longo e mais chato. Eu estava quase preferindo um bate-papo da Blair de Gossip Girl com a Jill Sadelstein para ver quem faz a outra chorar primeiro.
Mas quem salvou o filme foi o Al Pacino, que milagrosamente interpreta o próprio Al Pacino. Óbvio que os clichês sobre a carreira dele são mais do que explorados no filme, mas ele parece estar se divertindo tanto durante suas aparições que a gente quase acredita que o filme é bom. Ele merecia até um Oscar por sua participação.
Eu não curti:
Não é como se o filme tivesse a pretensão de ser genial, com piadas inovadoras e situações memoráveis. É um filme do Adam Sandler, ele não quer isso, né galera? A intenção aqui é aquele momento família em que você junta seu pai, sua mãe, sua tia chata, sua prima it-guél, seu irmão góstico e seu namorado, os arrasta para o cinema e ainda faz seus pais pagarem. Ou melhor, você faz um lindo download e assiste na TV de casa. É só essa a intenção do filme. PASSAR O TEMPO.
Por mais que o filme seja irritantemente engraçado, com cenas bobocas, piadas bestas, ele não pode ser o culpado por sua vida ser chata. Dá para rir um pouquinho (muito pouco), passar o tempo e continuar com sua vidinha. Não podemos culpar um homem por arranjar uma desculpa esfarrapada para se vestir de mulher, podemos? Ainda mais quando ele ganha dinheiro pelo mundo inteiro nas salas de cinema. Até recorde de indicações ele bateu com esse filme.
Vale a pena?
Vale sim. Se você quiser passar o tempo odiando bastante, rindo com sentimento de culpa por estar rindo e apoiando a cabeça com a mão, essa é a opção perfeita para isso. Não é um filme para se arrepender por ter assistido ao invés estar lendo um livro, mas também não quero que seja a opção de vocês. De longe, vocês podem coloca-lo na posição 499º na sua lista de 500 filmes para ver antes de morrer. Só vale conferir mesmo pelo Al Pacino mesmo.
Achou graça da piada do pintinho que não tinha canal retal? Sua web-celebridade-que-não-existe é a Xuxa-Verde? Gosta de marcar seus amigos no “Todo Mundo Tem Um Amigo” no Facebook? E, para concluir essa analise, assiste Pânico na TV e depois revê os episódios no YouTube? Se você respondeu ‘sim’ em duas dessas perguntas ou hesitou em dizer não, a conclusão é que você vai rir muito de Jack and Jill.
Você vai gostar se...
Gosta dos filmes da Turma do Didi e comédias pastelonas + stand-up ruim. E se é tão fã de Johnny Depp, mais tão fanático que quer ver o ator fazer uma aparição de dois minutos no filme.
Em uma escolha: a data de estreia de Jack and Jill coincidiu no mesmo dia do filme 11-11-11. Então se for para assistir um filme ruim você tem a opção de assistir um filme ruim com monstros.

Sobre o Autor:
![]() | Kabe. Eu costumo prestar atenção em detalhes sem relevância nos filmes e expandir a história na minha cabeça antes mesmo dos créditos iniciais começarem. Um filme perfeito seria aquele sem gênero definido em que a Elle Fanning chora com um Alien de bow tie enquanto o espaço explode em slow motion. Ah, e eu converso com os personagens. [Perfil completo] |









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