• Cloud Atlas: Uma viagem pela história da humanidade.

  • Gangster Squad: Emma e Ryan sendo uns lindos.

  • Les Misérables: ♫ But the tigers come at niiiight ♫

31/03/2012

Pizza-Delivery: links da semana #56


Links de download de todos os filmes que a gente postou aqui no blog durante a semana. Não ganhamos nada com isso e estamos apenas compartilhando links que já estão disponíveis na internet. Não nos responsabilizamos pelos downloads feitos pelos leitores e pelas maneiras como os filmes serão utilizados. Também não é nosso papel repôr links quebrados.

Pizza-Delivery rola aos sábado aqui no blog. Não precisa mais correr atrás.
A gente entrega na sua casa!

Só pra lembrar, os links agora estão sendo postados em Torrent, porque é bem mais durável e bem mais seguro. Bom final de semana.


This Means War (Guerra É Guerra!) → Em cartaz nos cinemas
The Lost Boys (Os Garotos Perdidos) Link
Jack → Não acho esse filme pra baixar em lugar nenhum em toda a internet, desculpa ae. 
Prayers for Bobby (Orações Para Bobby) Link
(500) Days of Summer ((500) Dias Com Ela) Link
This Must Be The Place (Aqui É Meu Lugar) Link
Romeo + Juliet (Romeu + Julieta) Link

This Means War

Guerra É Guerra!
Ano: 2012
Com quem? Reese Witherspoon (Surpresas do Amor), Chris Pine (Sorte no Amor), Tom Hardy (A Origem), Til Schweiger (Bastardos Inglórios), Chelsea Handler (Hop - Rebeldes Sem Páscoa / Are You There, Chelsea?)
Diretor: McG

É sobre o quê?
Tuck (Hardy) e FDR (Pine) são dois melhores amigos que trabalham na mesma agência de espionagem. Tuck, depois do difícil divórcio, decide voltar à ativa~ através de sites de relacionamento, conhecendo uma mulher fofa, bonita e carinhosa. FDR é o garanhão e estava em mais uma noite de conquistas, até levar um fora de uma gostosona, o que mexe com seu orgulho e o faz correr atrás dela. O único problema é que as duas mulheres são a mesma, Lauren, que mantém o duplo relacionamento até ter que se decidir.

Eu gostei de: 
Sinceramente, o que me fez querer ver o filme foi a participação da Chelsea Handler s2s2, mas ele me surpreendeu, é engraçado e prende o telespectador~.
Não mostra só uma briguinha infantil entre dois amigos, mas como eles se relacionam com suas familias, e no caso do Tuck com a ex mulher e filho. Tem todo o lance da espionagem para completar o rolê errado, já que os dois usam as tecnologias para monitorar os encontros amorosos com Lauren do outro.

A atuação dos atores combina com o estilinho do filme. Eu não conhecia muito bem o Hardy (exceto por A Origem, no qual eu não fui com a cara dele) e, apesar da boca torta irritante, ele conseguiu ser o mais engraçado dos três. Mas, como eu esperava, as melhores cenas e diálogos ficam por conta da Chelsea. Também tem a beleza deles (menos o Hardy sem barba, rs) que, vamos combinar, sempre faz uma diferença.

                                           blah                                                                                            s2s2s2s2s2s2

A trilha sonora não é lá das melhores, mas também não é de se jogar fora. A Lauren é encarregada de testar produtos do cotidiano das mais variadas maneiras, como tacar fogo, água, tinta, quebrar, jogar no chão, na parede, no coleguinha e no mocinho que a ignora no Facebook, e etc. Eu queria ter o emprego dela.

Eu não curti:
Como sempre, meu maior argumento é que é um filme bem clichezinho. O Pine como garanhão, que no final tem um lado sensível, o Hardy como o bonzinho que só se ferra, mas mostra o seu lado perseverante, e a Reese como a mocinha que apesar de ser linda, simpatica, bem de vida, é solteira e procura um amor pra vida todazzZzzZZzZ.

Roteiro é fraco, não muito criativo. E o filho do Tuck é muito chato. Um menino sem graça, muito bobinho, podiam ter colocado um atorzinho melhor.

Mas vale a pena?
Vale, se as expectativas não forem grandes consegue dar bastante risada. As piadas não são muito boladas e tem muita marmelada no meio, mas é engraçado. E o final é fofo. No geral é isso, o de sempre de comédias românticas.


Você vai gostar se...
Gosta de gente bonita, se diverte com piadas bobas, cenas de tiroteio, brigas em restaurante, carros explodindo milagrosamente e muito recalque. E uma boa competição saudável entre dois espiões nunca cansa.

Em um soco falso:





Sobre o Autor:
Hany
Ani. Não sou de julgar um filme antes de vê-lo, mas se não me animo logo no título, gênero ou trailer, raramente estará na lista de prioridades. Sou meio contraditória porque detesto romances, mas choro com qualquer outro filme bonitinho. Não gosto de clichês e, no fundinho, eu sempre quero que o filme me surpreenda e não tenha o final feliz esperado.[Perfil completo]

30/03/2012

The Lost Boys

Os Garotos Perdidos
Ano: 1987
Com quem? Jason Patric (Velocidade Máxima 2), Corey Haim (Sem Licença para Dirigir), Dianne Wiest (Edward Mãos de Tesoura), Kiefer Sutherland (Melancholia / 24 horas), Corey Feldman (Os Goonies).
Diretor: Joel Schumacher

É sobre o quê?
Depois do divórcio dos pais, os irmão Sam e Michael se mudam com sua mãe para uma pequena cidade litorânea da Califórnia. Enquanto Sam faz amizades com uns vendedores de quadrinhos. Michael (que é mais velho), começa a andar com um grupo de punks rebeldes. Como a cidade é assolada por crimes sem solução e pessoas desaparecidas, Sam e seus novos amigos começam a suspeitar da existência de vampiros na região.

Eu gostei de: 
É uma história de vampiros way before it was cool. Antes dos anos 90, não era comum ver vampiros como seres sábios e com a alma angustiada. E muito menos ver vampiros frequentando o colegial e se apaixonando por adolescentes mortais. Com certeza, se existissem vampiros nos anos 80, eles seriam desse jeito retratado no filme: punks, anarquistas, que matam e se divertem às custas de humanos.

sdds Menudo

O filme é basicamente aquela comédia adolescente com uma atmosfera de terror. Estilo as que costumávamos assistir na Sessão da Tarde, ou no Cinema em Casa, rs. E eu achei engraçadinho mesmo. Principalmente o elenco jovem: o Corey Haim e o Corey Feldman. Se eu visse esse filme com uns 12 anos, eu me identificaria completamente com eles. (aliás, eles seriam meus heróis rs).

repara nessa camiseta

Eu não curti:
A história é bem babacona haha. Vendo as imagens do Kiefer Sutherland por aí, eu esperava um filme mais sombrio e menos caricato. Fiquei um pouco decepcionado. Até metade do filme, a gente não vê nada de interessante, a não ser o festival de atuações péssimas de alguns atores e figurantes. Sem falar naquela trilha sonora bem pop e breguíssima. Eu esperava mais rock n' roll e menos "please don't go,...baby don't hurt me... don't hurt me...".

Outra decepção foi não poder ver direito os vampirões maléficos e descolados matarem as pessoas. Só mostravam a câmera se aproximando rapidamente da galera, sabe? Tipo a novela: "A Próxima Vítima" rs. Em vez disso, só ficamos vendo os vamps com seus mullets e brincos de ouro, fazendo traquinagens e sendo inconvenientes pela cidade.

E vale a pena?
Mesmo os primeiros 40 minutos terem me chochado muito, eu gostei do filme no fim das contas. É engraçado, é fácil de assistir e tem um pouco de ação mais pro final. Seria mais legal assistir em turma mesmo. Não achei um clássico, mas pra muita gente é. Acho que falam isso porque, nesta época, os vampiros ainda eram maus, temidos e uma coisa que nem todo mundo gostaria de ser.

Se eu pegar passando na televisão de madrugada, acho que assisto de novo.

Você vai gostar se...
Gosta destes filmes antigos de adolescente, estilo Os Goonies (que eu adoro), ou aquele filme que tem um vampiro + uma múmia + um frankenstein aterrorizando uma turminha rs (que passava na Globo, mas não lembro o nome). Se você curtiu de A Hora do Espanto (original ou o remake), ou Um Drink no Inferno, é bem possível que goste de The Lost Boys.

Em um penteado que, graças ao bom pai, saiu de moda:






Sobre o Autor:
VinnieVinnie. Eu não tenho filtros e vejo qualquer tipo de coisa. Gosto de drama, ação, terror, comédia e não tenho preconceitos (vou de cult a blockbusters e trashões). Sou fanático por premiações e futilidades de Hollywood. Odeio spoilers mais que tudo. [Perfil completo]

29/03/2012

Todo mundo adora uma lista #5: Cenas de perseguição e mortes legais.

Antigamente, era bem comum nos filmes de suspense ou terror, as mortes serem um pouco mais elaboradas. Nem sempre era assim, claro, mas as mortes não eram somente, hmmm, mortes! Antes dela realmente acontecer, tinha toda uma perseguição, um clima sendo montado, me arrisco até a dizer, um CHARME. Hoje em dia, cenas assim são raras e normalmente elas acontecem de um jeito muito exagerado (e até mesmo rápido), com ossos saindo e tripas voando, sangue espirrando. Sei lá, pelo menos pra mim isso não é tããão emocionante. Separei algumas cenas bem legais, onde até a morte ser consumada, muuuuita coisa acontece. Vamos lá... e não preciso citar que tem spoilers, né?? ;)



Sarah Michelle Gellar em ‘Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado’
Qual cena? Clique aqui
Porque? É uma verdadeira cena de mocinha indefesa. O suspense contido nela é tipo, ABSURDO! É simplesmente a melhor cena de perseguição que existe e eu não discuto com ninguém. 8 minutos com bastante gritaria (reparem nos gritos dessa mulher), perseguição, muita tensão e acima de tudo, música alta e frenética. Chega a ser desesperador, sabe? A loirinha correndo, subindo, se escondendo, pedindo por ajuda, torcendo o pé.. NOSSA! Não tem como ficar quieto assistindo essa parte do filme. CORRE SARAH! COORREEEEEEE!
PS: Sarah Michelle Gellar também protagonizou uma cena ótima em ‘Pânico 2’, para quem quiser conferir Clique aqui



Drew Barrymore em ‘Pânico’
Qual cena? Essa não está completa no Youtube, ela tem uns 12 minutos no total, mas só consegui achar a partir de quando a coisa fica feia, clica aqui e seja feliz ;) Clique aqui
Por que? Em minha opinião, essa é uma das melhores aberturas dos últimos tempos. A menina ta sozinha em casa, se preparando pra ver um filme, e o que parecia ser somente um trote, toma proporções épicas! O assassino começa a fazer perguntas sobre filmes de terror, e ai acontece uma das perseguições mais destruidoras de unhas e legais, ever! Muita correria, choradeira, gritaria e tensão, fizeram desta uma das cenas mais clássicas do cinema moderno. Coisa linda <3



Amber Tamblyn em ‘O Chamado’
Qual cena? Clique aqui
Por que? Todo mundo já viu essa cena, né? Ela não é tão emocionante igual às duas citadas acima, porém, o clima dela é uma coisa fora de sério. As cores frias, as meninas falando baixinho, aquela musiquinha que começa como quem não quer nada, o telefone tocando.. é bem assustador! E lógico, o bicho vai pegando conforme os minutos vão passando e ai *BOOM*! Pode não vencer pela emoção, mas no quesito tensão... ui! :D



Aquela da professora em ‘Premonição’
Qual cena? Clique aqui
Por que? Quem disse que pra morrer lenta e dolorosamente precisa ter um maníaco homicida na sua cola? Srta. Lewton da um show para os telespectadores em ‘O que NÃO fazer, se quiser ficar vivo’. Valeu Srta. Lewton ;)

Mike Vogel em ‘O Massacre da Serra Elétrica’
Qual cena? Clique aqui
Por que? É uma cena frenética, barulhenta e bem intensa! Uma perseguição das mais lindas, com direito a correria no meio de um varal com lençóis, perna decepada, sangue jorrando e tudo que o povão adora. Se você não viu o filme ainda, veja, pois essa não é a única cena foda contida nele! :D



Paris Hilton em ‘A Casa de Cera’
Qual cena? Clique aqui
Por que? É uma mistura do genial com o cômico. Ao mesmo tempo em que é uma aflição ela tomando uma facada no pé, é engraçado demais tudo isso. Tipo, ela gritando histericamente, parece que quem ta perseguindo é uma barata e não um maníaco homicida. Outro fato, em determinado momento da cena, Paris se vê rodeada de celulares e NENHUM funciona, hahaha, sambaram demais na cara dela. Mas enfim, a cena é bem legal, MESMO. Corre-corre, gritaria, bastante suspense e vamos dar o braço a torcer, a finalização da morte é do caramba! TOMOU NA TESTA, PARIS! :D



Megan Boone em ‘Dia dos Namorados Macabro 3D’
Qual cena? Infelizmente não tem a cena no Youtube, mas você pode ver uns pedacinhos dela no trailer Clicando aqui :(
Por que? Este filme pode não ser um dos melhores no gênero, porém, o que não falta nele são cenas de perseguição e morte. Enfim... Nesta cena, temos duas garotas trabalhando em um supermercado na calada da noite (uUUuUUu), tudo estaria certo se o Senhor Assassino não estivesse lá dentro esperando para atacar. Muita correria e gritaria, caos, sustos, coisas voando na sua cara (por causa do 3D) e desespero, muuuito desespero. Coisa linda demais, daquelas cenas que você não desgruda os olhos da tela e fica o tempo todo gritando: ‘SAI DAÍ MENINA BURRA! AI QUE ÓDIO!’.



Tara Reid em ‘Lenda Urbana’
Qual cena? Clique aqui
Por que? Essa é uma das minhas favoritas! A mina corre, corre, corre, grita, grita, grita, cai, se arrasta, se joga, pula, se machuca, chora, implora, tudo isso embalado com uma música altíssima e uma perseguição frenéééééetica. Tem até um diferencial das outras cenas do gênero, que é o fato do povo escutar tudo e não fazer nada, pois acham que é tudo de mentirinha. AWESOME! Loiras burras podem render ótimos momentos em filmes de suspense, né?



Denise Richards em ‘O Dia do Terror’
Qual cena? Clique aqui
Por que? É uma cena bastante original. Não ocorre de fato uma perseguição igual às citadas acima, mas tem um clima muuuito legal. O assassino prende a moça na banheira e fica tentando furar a coitada com uma furadeira. Ela é tipo um brinquedinho nas mãos dele, sabe? Não tem pra onde correr, não tem o que fazer, só esperar a morte.. E QUE MORTE! Quando eu era criança, morria de medo dessa parte e nunca mais vi uma banheira sem lembrar cena <3



Shannon Elizabeth em ‘Todo Mundo em Pânico’
Qual cena? Clique aqui
Por que? Ela é uma sátira e uma mistura de muuuitas cenas que citei acima. Lógico que ela não tem tensão, não tem nada do tipo, mas é uma cena memorável e mostra como as cenas de perseguição, seguidas (ou não) de morte, podem ser os pontos altos de um filme de terror/suspense. Reparem nas coisas que ela fala, nas atitudes que ela toma, hahaha, é uma tiração muuito boa e mesmo sendo uma comédia, figura com certeza entre as mais legais e divertidas ;)


Sobre o Autor:
Victor Victor. Assisto de tudo desde que não tenha animais falantes. Encaro o cinema como arte quando é necessário e fico com os olhos brilhando ao ver o caos, a gritaria e a barulheira de uma cidade grande sendo destruída na telona. [Perfil completo]

Jack

Jack
Ano: 1996
Com quem? Robin Williams (Sociedade dos Poetas Mortos), Diane Lane (Cinema Verite), Brian Kerwin (Histórias Cruzadas) e Jennifer Lopez (A Sogra).
Diretor: Francis Ford Coppola

É sobre o quê?
Jack é uma criança diferente. Ele cresce quatro vezes mais rápido que os seres humanos normais. Por conta disso, o menino cresceu sem contato com outras crianças. Mas ao completar 10 anos, com corpo de 40, ele precisa enfrentar a escola pela primeira vez.

Eu gostei de:
O roteiro é diferente, e deixa a gente curioso. Não tão curioso como Benjamin Button, mas mesmo é assim. É interessante ver o comportamento de uma criança no corpo de um cara velho, gordo e peludo. A atuação do Robin Williams me surpreendeu em muitas cenas, onde ele faz umas coisas que só criança faz. Ficar puxando a camisa enquanto conta uma mentira, andar pelo meio-fio sem poder encostar o pé no chão, etc. Essas coisas que eu e você fizemos quando éramos mais novos, rs.

O filme é bem inocente. Aquela inocência de filme dos anos 90, que a gente assistia na Sessão da Tarde, sabe? Aliás, esse filme já deve ter passado lá umas quatrocentas vezes, e eu só assisti agora, porque o Victor me deu o DVD de presente. Tem piada de peido, clubinho na casa da árvore, guerra de bexigas. Só pra você entender o clima, rs.

Eu não gostei:
Acho que o filme poderia ser mais sério, sei lá. Ok, é uma comédia. Mas olha a SITUAÇÃO do moleque. Quando ele tiver 20 anos, vai ter um corpo de OITENTA. Sofrível isso! O filme podia puxar um pouco mais pro drama, sei lá. O Robin Williams, como eu comentei, consegue ser ótimos em umas cenas e péssimo em outras. Fazendo umas coisas meio infantilóides que crianças de 10 anos não fazem mais. Não sei se eu tô sendo mala demais, mas morri de preguiça em algumas cenas, levantei do sofá e gritei DON'T BE A PUSSY, JACK!

Escolinha do Barulho rs
Mas e aí? Vale a pena?
Olha, apesar de ser do Ford Coppola, esse é um filme bem aleatório. Mas se numa tarde qualquer estiver passando na TNT (esse filme tem CARA de TNT rs), vale a pena parar pra assitir. É engraçado, leve, bem família e me fez chorar. Duas vezes. Mas essa não seria minha primeira recomendação. É bobinho. Mas é legal. Tô confuso, rs.

Você vai gostar se...
Se curte filmes pra família, daqueles dos anos 90 que mostram a 5ª série como uma época divertida (tipo Matilda <3). Filmes emocionantes com lições clichês bonitinhas de vida.

Em uma frase: What do I want to be when I grow up? Alive.




Sobre o Autor:
Vitor Vitor. Meu gosto pra filmes é uma bagunça. Curto dos mais clássicos aos mais zuados. Tudo depende do dia. Tem dia que acordo querendo ver carros explodindo e tiro pra todos os lados. Tem dia que estou no clima pra ver filme de mulherzinha, com roteiro batido e final feliz. Gente cult me mata de preguiça. [Perfil completo]

28/03/2012

Prayers for Bobby

Orações Para Bobby
Ano: 2009
Com quem? Sigourney Weaver (Avatar), Ryan Kalley (Ben 10 - Invasão Alienígena rs) e Henry Czerny (Missão Impossível).
Diretor: Russell Mulcahy

É sobre o quê?
Depois de descobrir que seu filho Bobby é gay, Mary busca na religião uma maneira de "curar" seu filho. Sempre orando pela vida de Bobby, ela tenta a qualquer custo negar a realidade e acredita que um dia o garoto poderá voltar a ser "normal". 

Eu gostei de:
Olha, é bem difícil falar desse filme. Ele mexeu bastante comigo, por razões óbvias. A história é baseada em fatos reais, e mesmo que não existisse de verdade um Bobby e uma Mary, eu poderia continuar dizendo que é baseado em fatos reais. Histórias como essa acontecem o tempo todo, pelo mundo inteiro. O filme se passa no finalzinho da década de 80, mas ainda hoje (quase 30 anos depois) a gente ainda encontra pessoas que acreditam que a homossexualidade é uma doença. 

O filme mostra muito bem todos os estágios que uma família passa ao descobrir que tem um gay entre eles. A negação, a revolta, as tentativas de colocar Deus espalhado pela casa. E o legal do filme é que ele não condena o lado dos gays, nem o lado dos cristãos. Ele expõe os argumentos de um jeito bem explicadinho, quase didático.


O grande destaque do filme fica por conta da Sigourney Weaver, que está atuando lindamente no papel dessa mãe desesperada pra curar o filho. Ela passou muita verdade, e sua personagem me intrigou muito. Ao mesmo tempo que a gente odeia Mary por falar tantas palavras cruéis pro filho, a gente entende ela por ter sido pega de surpresa, do dia pra noite. É tudo comovente demais, e eu adorei, me identifiquei, chorei, etc. Já chega né?

Eu não curti:
Como é um filme pra TV, o orçamento é bem baixinho. Então o elenco de apoio é fraco, os cenários são toscos, a trilha sonora é cafoninha. Tudo daquele jeito, rs.

A parte técnica do filme é bem ruim. Pra gostar de Orações Para Bobby você tem que se concentrar na história linda do filme e esquecer o resto. Porque a produção é fraquinha de dar dó, rs.



fortes emoções *boom*
Mas e aí? Vale a pena?
Olha, pra mim valeu bastante. É um filme bem específico, não é qualquer um que vai curtir. Mas muita gente já tinha me recomendado, eu baixei e gostei demais. Como eu disse, a história é bem didática, e acho que filmes como esse deveriam ser exibidos nas escolas. Causariam um impacto muito melhor do que o tosquíssimo Kit Homofobia da Bianca, rs.

Você vai curtir se...
Se é gay e cresceu numa família cristã, se é gay e teve problemas com sua mãe, ou só se é gay mesmo. Se curte bons dramas familiares baseados em fatos reais, e filmes leves no estilo tv movies que te fazem refletir.

Em uma definição: Esse filme é daqueles que você pensa "Preciso mostrar pra minha mãe, mas se eu mostrar vai ser um probleeema rs"






Sobre o Autor:
Vitor Vitor. Meu gosto pra filmes é uma bagunça. Curto dos mais clássicos aos mais zuados. Tudo depende do dia. Tem dia que acordo querendo ver carros explodindo e tiro pra todos os lados. Tem dia que estou no clima pra ver filme de mulherzinha, com roteiro batido e final feliz. Gente cult me mata de preguiça. [Perfil completo]

27/03/2012

500 Days of Summer

(500) Dias Com Ela
Ano: 2009
Com quem? Joseph Gordon-Levitt (50%/A Origem), Zooey Deschanel (Ponte Para Terabítia), Geoffrey Arend (Demônio), Chloë Grace Moretz (A Invenção de Hugo Cabret), Matthew Gray Gubler (A Vida Marinha com Steve Zissou), Clark Gregg (Homem de Ferro).
Diretor: Marc Webb

É sobre o quê?
Tom, um escritor de cartões comemorativos e completamente romântico, se vê perdido ao terminar o namoro com Summer, uma moça de ideais incomuns e de relacionamentos pouco duradouros. Ele então passa a relembrar todos os 500 dias que passaram enquanto Summer estava na sua vida, tentando encontrar o erro do relacionamento e descobrindo muitas coisas que há tempos ele havia esquecido.

Eu gostei de:
Olha, eu não sou lá a princesa dos contos de fadas. Se me colocassem numa cena romântica, eu seria o espinho da rosa que a garota ganha. Ouvi falar tanto de sse filme que demorei séculos pra ver, e eu achava que já sabia de quase tudo o que acontecia só pelo Tumblr. A verdade é que eu não esperava muita coisa do filme, mas me surpreendeu. 

Gostei muito de como a história é contada e, apesar da "confusão" de datas, é impossível não se identificar com a bipolaridade dos pensamentos de Tom. Não posso deixar de me identificar com Summer. Como eu disse, romantismo não é minha praia e sou dessas que vê o fim quando um relacionamento mal começou. Do mesmo jeito, a cada vez que o Tom estava deprimido ou todo paranóico, lá estava eu vestindo a carapuça.O Joseph está um pitelzin~ e é bem legal vê-lo nesses papéis de mocinho vulnerável e sentimental.


Mas confesso: eu virava uma bicha a cada coisinha fofinha dos dois. É um filme que, mesmo que tenha o mimimi de sempre, acaba saindo do clichê. E quando os dois então juntos ainda, não se vê a mesmice dos outros filmes e acho que a inconstância dos personagens foi a jogada de ouro pra isso.

A trilha sonora eu não preciso nem comentar. Mesmo eu que nunca tinha visto o filme, já tinha ouvido falar que era ótima. E é. Esse vai-e-volta das datas também deu uma autenticidade pro filme, além de incorporar e retratar o que realmente acontece quando nos encontramos na situação dele.

Eu não curti:
Olha, gosto da Zooey, muito bonita, engraçadinha, mas acaba aí. Não vejo nela a atriz que todos falam, parece que em todos os filmes ela faz o papel dela mesma, já é meio que uma marca ser essa garota delicada e estranha que não tem vergonha do mundo e de mostrar quem realmente é.Só...blah. Achei sem graça a escolha (apesar de adorar o casal com o Joseph hihi).

Fora isso, só a parte de que, embora tenha me surpreendido, não achei tudo aquilo que as pessoas idolatram, não. É o filme favorito de muita gente, todos tomam como filosofia de vida, mas eu sempre me pergunto: por que? Não superou essas expectativas.

amo/sou

Mas e aí, vale a pena?
Claro que sim, é muito gostosinho e divertido, desses que dá pra curtir sempre que passa. Mas é o que eu acho de todos os filmes mamão-com-açúcar: não é um quebra-caebça, nem tão emocional e muito menos muda sua vida. Mas eu gostei, recomendo e me diverti bastante.

Você vai gostar se...
Gosta de filmes do gênero, filmes bonitinhos ou que te fazem refletir sobre relacionamentos. É um filme pra passar o tempo. Mas se você é do tipo romântico incorrigível, já aviso: você pode sair com um pouco de ódio do mundo quando o filme acabar. Mas acho que no geral, não tem como odiar. É...gostosinho.

Em um gif super clichê de Tumblr mas que todos já se identificaram um dia e ainda é a minha favorita: 




Sobre o Autor:
HanyAni. Não sou de julgar um filme antes de vê-lo, mas se não me animo logo no título, gênero ou trailer, raramente estará na lista de prioridades. Sou meio contraditória porque detesto romances, mas choro com qualquer outro filme bonitinho. Não gosto de clichês e, no fundinho, eu sempre quero que o filme me surpreenda e não tenha o final feliz esperado.[Perfil completo]

26/03/2012

This Must Be The Place

Aqui É Meu Lugar
Ano: 2011
Com quem? Sean Penn (Uma Lição de Amor), Frances McDormand (Queime Depois de Ler), Judd Hirsch (Damages), Eve Hewson (The 27 Club), Kerry Condon (Cão de Briga / Luck).
Diretor: Paolo Sorrentino

É sobre o quê?
Cheyenne é um rockstar aposentado há anos, contudo ele ainda se veste como se estivesse no auge da adolescência. Ele vive na Irlanda com sua esposa e seus amigos aleatórios. Quando seu pai morre, o cara vai para o seu enterro em Nova Iorque. Lá, ele descobre que seu pai (com quem ele não falava há 30 anos), passou a vida inteira procurando um ex-nazista que o torturara em Auschwitz, e agora está refugiado no interior dos EUA. Cheyenne então decide procurar pelo homem e honrar o seu pai.

Eu gostei de: 
Que roteiro diferente, esquisito e envolvente. Confesso que achei que este filme era Pedante Level 120. O trailer estranho, o protagonista bizarro e a presença no Festival de Cannes se encarregaram de gerar este preconceitozinho, rs.

Mas não! Não é um filme pedante, pretensioso e irritante. A direção e a fotografia são excelentes e tudo é apresentado de um jeito bem minimalista (detesto esta palavra). Sejam os diálogos, os locais ou os personagens com todas as suas caracterizações. Sério, com pouco, a gente percebe muito!

É bem legal de assistir... E, se as diversas cenas inusitadas ou a aventura do rockstar não te prenderem ao filme, o próprio protagonista vai. Porque ele é demais. É como se fosse um Ozzy Osbourne, meio drag, entediado pra caralho, not giving a fuck, mas ao mesmo tempo, com um coração imenso. Quase duas horas de filme carregadas principalmente pela vontade de vê-lo mais e mais. Sean Penn está incrível e a Frances está bem divertida.

Este é o filme com mais cenas aleatórias que eu já vi, rs

Eu não curti:
Bom, eu só não curti o fato de muitas coisas terem ficado no ~ar~. Às vezes eu que sou burro demais, ou às vezes é preciso ver mais de uma vez, pra pegar alguns detalhes. Alguns personagens aparecem em  vários momentos, mas não são muito desenvolvidos, acho que eles poderiam ter tido mais enfoque.

queria que tivesse mais dessa estranha aqui

O filme também é um pouco paradão... Mas como eu disse, a vontade de ver o Cheyenne faz a gente ficar prestando atenção.

E vale a pena?
Vale sim. Em termos de drama/comédia (dramedy, rs), este filme atende à proposta. No geral é bem engraçado. Não que a gente morra de rir, mas temos cenas/diálogos engraçadinhos o. tempo todo. Os momentos de emoção também estão lá, mas não farão você chorar. Há, ainda, algumas reflexões (leves) sobre vingança e o Holocausto. Achei bem válido.

Você vai gostar se...
Curte este estilo de filme. Não só pela história ~diferenciada~, mas também pela direção bem típica (hipster) desse estilo. Se você curte os roteiros da Diablo Cody (tipo Young Adult), gostou de Os Excêntricos Tenenbaums, Little Miss Sunshine ou Win Win, é bem provável que adore This Must Be The Place.

Em uma música que, obviamente, diz muito sobre o filme: 






Sobre o Autor:
VinnieVinnie. Eu não tenho filtros e vejo qualquer tipo de coisa. Gosto de drama, ação, terror, comédia e não tenho preconceitos (vou de cult a blockbusters e trashões). Sou fanático por premiações e futilidades de Hollywood. Odeio spoilers mais que tudo. [Perfil completo]

25/03/2012

Romeo + Juliet

Romeu + Julieta
Ano: 1996
Com quem? Leonardo DiCaprio (O Homem da Máscara de Ferro / J.Edgar), Claire Danes (Stardust – O Mistério da Estrela / Garota da Vitrine), John Leguizamo (Mistério da Rua 7), Pete Postlethwaite (A Origem), Paul Rudd (Eu Te Amo, Cara) e muitos outros atores famosos.
Diretor: Baz Luhrmann


É sobre o quê?
Acho que quase todo mundo conhece a trágica história de Romeu e Julieta. É um dos maiores dramas de Shakespeare que conta a história de dois jovens de famílias rivais que se apaixonam. Entre as dificuldades, a força do amor e os conflitos familiares, os dois decidem ir até o fim com seu relacionamento. E nessa versão de 1996 todo mundo é hipster.

Eu gostei de:
Que versão sensacional! Tudo que foi atualizado para um mundo moderno no filme deu certo. Verona foi transformada em “Verona Beach”, com vários arranha-céus, carros esportivos e helicópteros. Os Capuletos e os Montéquios agora são famílias poderosas e donas de grandes corporações, com gangues que lutam pelo território da cidade litorânea. As espadas são armas e as roupas clássicas viraram moderninhas e (quase) hipsters. Essa vibe Califórnia deixou a história sensacional, ainda mais porque a trilha sonora é típica de festa a fantasia 90s.


Fora as atualizações na história, o que me agrada mais no filme é o exagero que o diretor Baz Luhrmann (e também roteirista) coloca nos diálogos originais da peça. Como a época é da televisão, do toca-fitas e do coletinho de paetê, a parte tragicômica do drama Shakespeariano fica mais exaltada que no teatro. No começo eu fiquei com WTH? na cabeça tentando entender essa confusão toda, com atuações mais cômicas, mas aos poucos fui apreciando mais e deixando a desconfiança de lado.

Acho que o mais legal de tudo é, que apesar do cenário mais atual e dos personagens com características diferentes, o filme é fiel ao drama original. Não só nos diálogos, mas no enredo construído pelo meu amorzinho William Shakespeare. Na peça existe o uso do humor de dos personagens secundários para deixar o público mais agoniado com o destino dos ~dois pombinhos~. Quando a história parece perder a noção do ridículo e esquecer os protagonistas, é só uma tentativa de prender nossa atenção e você ficar gritando que nem fã do Bieber “mas e o Romeu? E a Julieta? SOCSOCORRRR E os dois? Aaahh!!”. Digamos que isso é um bom exemplo de inquietação após “cenas do próximo capítulo”.

Julieta diz: tenho um spoiler pra te contar
Romeu diz: ಠ_ಠ
Eu não curti:
Por mais que eu goste de uma estética exagerada, com uma edição mais trash e sangue com cara de groselha, Romeu + Juliet é demais para uma cabeça só. Como se alguém tivesse misturado os filmes do Gregg Araki e do Quentin Tarantino com Telephone da Lady Gaga. Tudo fica mais divertido, mas isso cansa bastante. Aos 25 minutos do filme eu já estava cansadíssimo.

Talvez o filme seja um guilty pleasure para alguns ou uma vergonha alheia para outros. Eu acho que o sincero amor entre os jovens protagonistas ficou um pouco de lado. Se não fosse as atuações incríveis do Leonardo DiCaprio e da Claire Danes, essa produção seria um desperdício gigantesco de tempo e dinheiro. E olha que o filme fica perto de ser horrível.

Vale a pena?
Sem dúvida alguma. Tudo o que você imaginou quando leu o drama ou quando assistiu à peça, está no filme. Os conflitos, os delírios amorosos, a pureza, os pecados e o humor estão bem representados nessa versão psicodélica. Um trabalho assim não pode passar despercebido por alguém que gosta de cinema ou Shakespeare, eu não sei se chega a ser um MUST SEE, mas eu recomendo bastante.

  ♥ ♥ ♥   Essa cena    ♥ ♥ ♥ 

Você vai gostar se...
Gosta de Leonardo DiCaprio, ainda mais novinho e todo apaixonado. Se gosta de Gregg Araki e Quentin Tarantino, em Romeo + Juliet você consegue sentir um pouquinho dos dois em pitadinhas bem leves. Agora, se você já desconfiou do melhor amigo de Romeu, o Mercúcio, assista ao filme e descubra que ele significa.

Em uma solução para essa tragédia: o que a falta de uma sms ou um tweet não fazem, né?



Sobre o Autor:
Kabe Kabe. Eu costumo prestar atenção em detalhes sem relevância nos filmes e expandir a história na minha cabeça antes mesmo dos créditos iniciais começarem. Um filme perfeito seria aquele sem gênero definido em que a Elle Fanning chora com um Alien de bow tie enquanto o espaço explode em slow motion. Ah, e eu converso com os personagens. [Perfil completo]