Terror em Silent Hill
Ano: 2006
Com quem? Radha Mitchell (Melinda e Melinda), Sean Bean (Espelho, Espelho Meu), Laurie Holden (O Nevoeiro) e Jodelle Ferland (Contraponto).
Diretor: Christophe Gans
É sobre o quê?
Adaptado do jogo de mesmo nome, o filme conta a história de Rose da Silva (Radha Mitchell) uma mulher atormentada com a doença de sua filha Sharon (Jodelle Fernand). Contrariando seu marido, Rose decide levá-la a uma cidade que a garotinha sempre menciona em seus sonhos sonâmbulos. No caminho para encontrá-la Rose atravessa um ponte, que a leva à cidade deserta de Silent Hill. Lá Sharon desaparece, o que leva Rose a procurar desesperadamente por sua filha em todos os cantos da cidade... que é cheia de criaturas demoníacas, espíritos sanguinários e profundos mistérios. Nada demais J
Eu gostei de:
Sempre fugi de Silent Hill por dois motivos bem simples: na época que o filme estreou eu não era muito fã de criaturas demoníacas e histórias assustadoras; o segundo motivo foi o fato de todos os meus amigos amarem Silent Hill que nem um bebê foca. No Orkut todo mundo participava de comunidades tipo “Já Joguei Silent Hill sem chorar”, “Eu s2 Silent Hill” etc. Nunca fui do tipo que queria assistir um filme que todo mundo já assistiu e amou, sou do contra rs. Mas agora assisto de tudo e chegou a vez dessa belezinha roubar meu coração.
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| ME LARGA KPTA!!! |
O filme começou bem exagerado, dando expectativas gigantescas logo nas primeiras cenas. É muito mistério até chegar a cidade, onde realmente está a essência da história. Quando tudo começa a ganhar um ritmo bom você se prende nesse universo obscuro e fascinante que rouba nossa atenção a cada sirene soada. Tudo que acontece a diante é épico. Até mesmo o sentimento de estranheza do roteiro e da direção começa a agradar mais quem está assistindo atento. No início é difícil identificar porque o filme é diferente e ao mesmo tempo espetacular ao ponto de te conectar à uma história tão surreal, mas quando você percebe que não está assistindo um filme qualquer e sim uma espécie de “jogo com personagens reais” o nível de amor aumenta.
Tirando o estilo vídeo game explorado na fotografia e em outros aspectos da produção, existe um trabalho sensacional aplicado nos personagens. Não sei muito bem se foram os atores que deram vida aos personagens ou se os roteiristas, junto ao diretor, fizeram um trabalho espetacular humanizando personagens antes apenas vistos em gráficos quadradinhos (já que o primeiro jogo foi lançando em 1999). Uma coisa eu não tenho dúvida, que os personagens principais da história não decepcionam em nenhum aspecto, dando o título de melhor adaptação de game para o cinema a Silent Hill.
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| HOT COP IS HOOOT! |
Eu não curti:
Existe um grande dilema entre quem jogava Silent Hill e quem assistiu ao filme. Tem gente que adorou a adaptação e tem gente que acha um lixo eles terem mudado a história e deixando mais “rasa” e bla bla bla. Eu nunca joguei, só ficava olhando de canto os meus amigos jogarem, meu irmão gritando frustrado com o jogo. Não tenho como comparar e nem quero. Gostei do filme e estou pouco me importante se faz ou não justiça à franquia de jogos.
Como tudo não poderia ser perfeito, o desenvolvimento de Silent Hill também segue o ritmo de um vídeo game. E sem querer dar spoilers, só posso dizer que muitas partes são chatinhas e não animam tanto quanto outras cenas. O que acontece no filme é exatamente o que acontece em alguns jogos quando você está no meio da fase e aparece uma cena chata de introdução a alguma coisa e tudo que você mais quer fazer é apertar SKIP. Infelizmente você não pode e é obrigado a assistir 5 minutos de enrolação.
Vale a pena?
Muito. A história é genial e tem as melhores cenas com demônios que eu já vi (não que eu tenha assistido muitos filmes com criaturas demoníacas). Os detalhes do filme são tão fenomenais que o meu arrependimento é não ter assistido em Blu-Ray.
Outra coisa que o filme ser épico é a atuação da pequena Jodelle Ferland. Quem conhece a atriz sabe que a mina tem um quê para papéis esquisitos e poderosos. Não vejo a hora de ela fazer um novo filme tão assustador quanto Caso 39 e ganhar um Oscar.
Você vai gostar se...
Já perdeu sua filha em um nevoeiro e decidiu ir matar uns demoniozinhos de maneira casual, assim, só para passar o tempo. Se for fã de vídeo games e filmes de terror, Silent Hill é uma boa sobremesa, mas não chega a ser um prato principal do gênero. Agora é esperar Silent Hill: Revelation 3D e ver se essa história fica mais épica.
Em uma comparação: é como assistir alguém jogando vídeo game, mas com pessoas de verdade e melhor qualidade gráfica.
Sobre o Autor:
![]() | Kabe. Eu costumo prestar atenção em detalhes sem relevância nos filmes e expandir a história na minha cabeça antes mesmo dos créditos iniciais começarem. Um filme perfeito seria aquele sem gênero definido em que a Elle Fanning chora com um Alien de bow tie enquanto o espaço explode em slow motion. Ah, e eu converso com os personagens. [Perfil completo] |

















































