• Cloud Atlas: Uma viagem pela história da humanidade.

  • Gangster Squad: Emma e Ryan sendo uns lindos.

  • Les Misérables: ♫ But the tigers come at niiiight ♫

31/12/2012

#PizzaAwards: Os Melhores de 2012

Esse ano foi um dos anos mais conturbados de todos. Até mesmo no mundo do cinema as coisas foram exageradas e não faltaram produções gigantescas e filmes para todos os gostos. Aqui no Filmes e Pizza as mudanças foram para melhor: novo site, novos membros na equipe, novos leitores lindos. Então nós decidimos comemorar esse ano tão bonitinho-mas-ordinário com o Pizza Awards, onde escolhemos os 10 melhores filmes de 2012. Segurem suas fatias de pizza e vem com a gente. Para ver os posts originais clique nas imagens. 


Em 2012 as animações vieram com tudo tentando provar que ainda há espaço para elas nas premiações. Infelizmente algumas pisaram muito na bola e acabaram entrando na lista “meu deus porque?”, mas outras conquistaram o coraçãozinho dos fãs de animação. Frankenweenie estava na lista de filmes mais esperados de 2012 e acabou surpreendendo. Sem contar que redimiu o diretor Tim Burton depois do fracasso de Dark Shadows. 


SHAME chegou atrasado no Brasil, assim com vários outros filmes, mas isso não deixa o filme fora da nossa lista. Com o Michael Fassbender, que está dominando Hollywood, a linda da Carey Mulligan atuando como nunca em um drama existencialista e, diferente de muitos, não é exagerado. Ele nos captura pela suavidade e tensão que o assunto traz. 


Um ano bem difícil para o gênero de Terror. Continuações ruins, nenhum filme sensacional, nada muito inovador, mas no Brasil “O Segredo da Cabana” acabou estreando só em novembro desse ano. Todos que assistiram sabem que esse é um dos filmes mais geniais que Hollywood produziu atualmente. É tão fodão que entrou para a nossa lista de “Futuros clássicos”. 


Em 2011 o casamento de sucesso foi o de “Missão Madrinha de Casamento”, mas esse ano outro casamento ganhou nosso coraçãozinho. Bachelorette (infamemente chamado de Quatro Amigas e Um Casamento no Brasil) é uma comédia bem dark, daquelas que não tem medo de falar de drogas e sexo, cheia de humor negro e situações que na vida real não seriam tão engraçadas. Definitivamente uma das melhores comédias de 2012. 


Já no mundo da animação quem se saiu melhor foi ParaNorman. Carismática, inovadora, fofa e muito bem produzida, essa animação foi de longe uma das melhores que apareceram em muito tempo. A gente curtiu tanto que o melhor define nossa paixão pelo filme é a frase utilizada pelo Vitor na resenha: “...ParaNorman é uma dessas animações pra te deixar de queixo caído e olho brilhando.” 


Não é segredo para ninguém que os super-heróis estão em alta desde 2011. Agora que os vampiros estão ficando de lado THANK GOD!, não falta mais espaço para os salvadores do Planeta Terra. Até os filmes que não são sobre super-heróis têm super-heróis. Os Vingadores resgatou aquela animação que a gente tinha quando criança quando ia assistir um filme de ação no cinema. Sem contar que o filme reúne o grupo bad-ass de heróis, algo mais para “elenco todo pegável” e isso inclui o Samuel L Jackson. 


Em termos de EPICNESS o troféu vai para O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Nada poderia ter sido mais épico que a grande batalha entre Bane e o Batman. Com direito uma das maiores superproduções que o cinema já viu, Christopher Nolan redesenhou um dos super-heróis mais conhecidos da história. E sem contar que o filme tem a linda da Anne Hathaway roubando a atenção como Mulher-Gato. 


Definindo a palavra “fofo”, Moonrise Kingdom é uma comédia dramática com essência de filme “indie” e mais um que entra na lista de Futuros Clássicos. Com a direção peculiar de Wes Anderson e um elenco espetacular, o filme não deixa a desejar em nenhum aspecto. Definido pelo Vinnie como “divertido, inocente, diferente e até meio bobo” Moonrise Kingdom é um dos longas-metragens mais legais de 2012! 


Muitas sagas chegando ao fim, mas quem realmente roubou toda a atenção foi o grande evento do ano: Os Jogos Vorazes! Como o próprio filme diz “Todo mundo estará assistindo!” e foi isso que aconteceu. Não há ninguém nesse mundo que não tenha ouvido falar do filme. Arrecadando milhões de fãs e milhões de dólares, Jogos Vorazes abriu os olhos do mundo para o talento de Jennifer Lawrence, que já vinha brilhando desde Winter’s Bones. A vontade que fica é de assistir e assistir e assistir o filme sem parar. Já dá para ver que somos fãzocas, né? 


Apesar de tanta coisa linda, quem realmente conquistou o mundo esse ano foi a adaptação do livro “As Vantagens de Ser Invisível”. Com uma das histórias mais cativantes do ano, o filme conseguiu ser a escolha perfeita de muitos para o melhor do ano. Até o James Franco considera o melhor filme do ano. O elenco inclui Logan Lerman, superando o fracasso de Percy Jackson, Ezra Miller mostrando que é um dia ganha um Oscar e a já amada Emma Watson conquistando nossos corações com seu sotaque americano. O MAIS LINDO E O MAIS OBRIGATÓRIO PARA SE ASSISTIR ANTES QUE 2012 ACABE! Corre e vá assistir The Perks of Being Lindo! 

O Filmes e Pizza deseja a todos um ótimo Ano Novo! E a gente promete continuar sendo seu mehor amigo quando o assunto for te indicar aquele filme para salvar seu dia e dividir o último pedaço de pizza. Agradecemos aos leitores que estão com a gente desde o começo e aos novos também. 

Feliz 2013, seus lindos!

22/12/2012

Garden Party

Garden Party
Ano: 2008
Com quem: Willa Holland (Middle Of Nowhere), Vinessa Shaw (The Hills Have Eyes), Erik Smith, Alexander Cendese, Richard Gunn (For The Love Of Money)

Direção: Jason Freeland (Brown's Requiem)

É sobre o quê?
No lado mais pobre de Sunset, a bela adolescente April tem ambições humildes. Sally St. Clair é uma corretora de imóveis cujo negócio foi construído baseado em seu sex appeal e em seu passado oculto. Sammy é um músico sem passado. Nathan mudou-se para Los Angeles em busca de fama. Todd é um artista viciado em pornografia. Ao longo do tempo, todos se conhecem de maneira inesperada e cada um escolhe seguir pelos caminhos mais estranhos.

Eu gostei de:
É tudo muito rápido o que não deixa espaço algum pra aborrecimento. Os personagens são na sua maioria interessantes e penso que eles poderiam ter explorado mais a história de cada um.

O uso de, não humor mas, uma certa ironia amarga, tratanto de assuntos polêmicos como a pornografia de menores, abuso de poder e vícios como o sexo e as drogas. Várias situações tinham uma ponta de ironia, em relação a esses assuntos. Eu achei essa forma de abordar tais tópicos muito interessantes.

Eu não curti:
A randomness do filme e aquela rapidez dos acontecimentos também fizeram dele algo muito curto. Com cenas desnecessárias que poderiam ter sido preenchidas com um background check dos personagens. Personagens estes interessantes, mas a falta de exploração  deixou eles muito apagados e facilmente esquecíveis. Uma grande falha, pois num filme low budget, onde os efeitos e a produção são bem fraquinhos, personagens e história marcantes seriam a salvação do filme.



Pronto não sabemos nada dos personagens. Mas e a relação entre eles? Poderia ter sido mais explorada também. Tanto que no final eu entendi como chegamos lá, mas porra custava explicar? Foi tudo muito rápido e superficial. O filme não quer ter nada marcante. Nada que fique com a gente. Simplesmente mostra a vida de pessoas com objetivos, personalidades e vidas diferentes tentando viver os seus sonhos. E acho que só detestei essa superficialidade porque esse filme poderia ter sido muito mais, mas não foi. Fugaz e ligeiro.

Mas vale a pena?
Não vai mudar sua vida. Não vai fazer falta. É um filme random e completamente solto. Se você é daqueles que gosta de altas produções ou personagens que ficam pra sempre, então não. Porque vai sair desapontado.

Você vai gostar se...
Gosta de filmes do estilo Ken Park só que com menos nudez. Gosta de Skins. Histórias de jovens em busca dos seus sonhos.

Em uma aparição santa para a minha alegria:






Sobre o Autor:
Ally Ally. Vejo de tudo, da comédia mais cheesy ao drama mais fucked up. Explosões deixam-me com arrepios e adoro ver mortes violentas na tela. Psicopatas fascinam-me. Acredito veemente que ver filmes sozinha é melhor. [Perfil completo]

21/12/2012

Marina Abramovic: The Artist is Present

Marina Abramovic - Artista Presente
Ano: 2012
Com quem? Marina Abramovic 
Diretores: Matthew Akers, Jeff Dupre

É sobre o quê? 
Marina Abramovic é uma das influências mais decisivas na arte da performance. Nelas, a artista testa os limites de sua própria resistência física e mental. Em 2010, o MoMA de Nova York, organizou uma grande retrospectiva da sua obra. Para a ocasião, Marina, não só remontou obras passadas, como criou uma nova performance pela qual interagiu intensamente com o público durante todo o período da mostra. O doc mostra a criação e o período desta exposição, alem de entrevistas com curadores, colecionadores e artistas. 

Eu gostei de: 
Quem gosta de arte já deve ter ouvido falar do trabalho da Marina Abramovic. Ela é uma daquelas artistas que não teme ao expor suas ideias e seus trabalhos. O documentário mostra esse lado dela que talvez não fosse tão claro para alguns. Você percebe a paixão que ela tem pelo que faz e a força e energia que ela põe em cima de sua arte. Por outro lado também conhecemos a Marina sensível, sexy e diva, que fica por trás da sua carreira. Conhecer esse lado é como participar de uma reunião secreta: o mundo inteiro esperando na fila do museu e a gente lá nos bastidores. A sensação que fica, a cada minutinho que aprendemos mais sobre a Marina Abramovic, é que estamos íntimos; algo meio “já somos broders <3” 

Tanto o trabalho da Marina quanto o documentário são sensacionais. É quase impossível não se surpreender assistindo, e é aí que o doc consegue nos conectar com a artista. Mesmo assistindo por uma tela é possível se emocionar; seja com a história pessoal ou com as performances que executa. 


Eu não curti: 
Eu gostei de tudo, mas uma pequena coisa me incomoda: acho que nem todo mundo vai encarar o trabalho da Marina como arte. Talvez exista um ponto fraco no documentário que é jogar informação demais e não situar onde, quando e por quê. Se você já ouviu falar, conhece a fundo, ou está disposto a conhecer, vai ser fácil entender do que se trata o trabalho dela e o documentário (a vida dela, duh). Por outro lado você pode acabar de saco cheio ser for uma daquelas pessoas que vivem resmungando por aí “mimimi isso não é arte mimimi”. 


Vale a pena?
Sim. Ótima fotografia, direção, tudo bem perfeitinho. Você acaba conhecendo mais sobre o mundo da arte e suas possibilidades. Ri bastante e se emociona muito mais. É um Must-See dos documentários aqui do blog. 


Se você ainda não está convencido que vale a pena assistir, que tal se eu te falar que a Marina Abramovic é a artista favorita do James Franco? E que ele aparece no documentário todo tiete? Vale a pena ver esse lindo aparecendo do nada e fazendo lindisse? Lógico, né!

Você vai gostar se...
Gosta de artes, de ver pessoas se emocionando de maneira forte e de documentários, óbvio. 

Em uma visitinha do James Franco:





Sobre o Autor:
Kabe Kabe. Eu costumo prestar atenção em detalhes sem relevância nos filmes e expandir a história na minha cabeça antes mesmo dos créditos iniciais começarem. Um filme perfeito seria aquele sem gênero definido em que a Elle Fanning chora com um Alien de bow tie enquanto o espaço explode em slow motion. Ah, e eu converso com os personagens. [Perfil completo]

19/12/2012

O Supeito

Rendition 
Ano: 2007
Com quem? Omar Metwally (Munique), Reese Whiterspoon (Água para Elefantes), Jake Gyllenhaal (Donnie Darko) e Meryl Streep (A Dama de Ferro).

Direção: Gavin Hood (X-Men Origens - Wolverine)

É sobre o que? Anwar El-Ibrahimi está retornando aos Estados Unidos, após participar de uma conferência na África do Sul. Mas antes de desembarcar, ele é retido por autoridades do governo como suspeito de ter participado de um atentado terrorista no Egito. Isabella, sua esposa, quando descobre que ele sumiu, começa a investigar os motivos do desaparecimento, ao mesmo tempo em que seu marido é torturado em algum lugar fora dos Estados Unidos. 

Eu gostei de: 
A abordagem que o filme dá pra esse assunto tão complicado, polêmico e sério. Poderia facilmente ter virado um filme de conspiração americano mostrando estrangeiros como ameaças, mas apesar dos atentados terroristas e tal, é bem o contrário.
Tudo gira em volta de uma crítica àquela paranóia dos EUA contra os povos ocidentais e, de um jeito sutil, mostra a que ponto as "questões de segurança nacional" são pretexto para os americanos fazerem o que bem entendem.

Apenas algo que eu achei por aí relacionado ao filme

A atuação do Jake Gylenhaal também me surpreendeu bastante. Ele não tem um papel de destaque, mas interpreta muito bem o dele. Lembrei até do Ryan Gosling, que fala pouco na maioria dos seus filmes e tá sempre sério, mas consegue roubar a cena. É assim que Jakinho tá.

As outras atuações também são um ponto alto do filme. Meryl Streep não precisa nem de comentários né? Pode aparecer pouquíssimo, mas sempre deixa a gente de cara. A Reese Whiterspoon ficou meio apagadinha, meio abatida, mas até acho que era assim que eles queriam mostrar a personagem dela por causa do marido, que aliás manda bem também. E, por último, o casal de atores egípcios, que me fizeram gostar bastante da parte em que eles aparecem, e eu achei uma das mais bonitas. 


Eu não curti: 
O filme começa muito bom e até um pouco mais da metade continua, mas depois cai um pouco a qualidade. A história fica previsível (exceto pela parte do casal, eu achei), sem emoção. 
O final então... Poxa, esperava alguma coisa muito mais triste e chocante, mas me decepcionei. 
Também tem o seguinte: as histórias são paralelas e por algum motivo se conectam, mais ou menos como em Pulp Fiction. Mas eu achei bem fraquinho o elo entre algumas delas, poderiam ter se preocupado mais com isso. 

Well vc apenas diz isso pq eu apareci pouco no filme ok

E vale a pena?
Com certeza! É meio pesado, com cenas de tortura explícita, mas o tema do filme é bem atual e provavelmente mais realista do que a gente imagina. 

Você vai gostar se...
Curte uns filmes que criticam a política dos EUA, gostam de histórias que se passam longe do foco da América, gosta de ouvir uma língua diferente sendo falada no filme (diferente das novelas da Gloria Perez, em que os turcos, os indianos, os italianos e os gregos falam português). E curtiram filmes como Syriana, Rede de Mentiras e Zona Verde.

Em um diálogo:

Alan Smith: Mr. El-Ibrahim should be brought back to the U.S. If he's guilty, try him. If not, let him go home.

Corrine Whitman: Honey, this is nasty business. There are upwards of 7000 people in central London alive tonight because of information that we elicited just this way. So maybe you can put your head on your pillow and feel proud for saving on man while 7000 perish. But I got grandkids in London so I'm glad I'm doing this job and you're not.

Alan Smith: Unless your grandkid is Anwar El-Ibrahim.


Ps. Faz mais sentido se você já viu o filme hehehe



17/12/2012

Meet Joe Black

Encontro Marcado
Ano: 1998
Com quem? Anthony Hopkins (Legends Of The Fall), Brad Pitt (The Curious Case Of Benjamin Button/ Mr. and Mrs. Smith), Jake Weber (Dawn Of The Dead), Claire Forlani (Boys and Girls). 

Direção: Martin Brest (Midnight Run)

É sobre o quê? 
O filme conta a história de William 'Bill' Parrish (Anthony Hopkins), um empresário norte-americano que, dias antes de completar 65 anos de idade, recebe a visita de um estranho e misterioso homem, Joe Black (Brad Pitt), que se apresenta como sendo a Morte personificada. Em troca de mais algum tempo de vida, Bill aceita ser o guia de Joe na Terra, para este ficar a saber como é a vida dos mortais. No entanto, Bill e Joe deparam-se com algo que nenhum esperava: Joe apaixona-se por Susan (Claire Forlani), a filha mais nova de Bill. 

Eu gostei de:
O filme já começa conquistando com frases que ficam pra vida. Sabe aquelas frases que fazem todo mundo refletir e decidir mudar a sua vida? Então, primeiros 10 minutos e *baaaammmm*  momento de reflexão. E continua assim. Não desaponta, na maioria das cenas tinhamos uma lição de vida, uma referência meio dark humor ou uma come back simplesmente engraçada. E cada intante lindo tinha o som perfeito, Cada momento ficava 10x mais intenso. E apesar de ter 3 horas, o filme passa surpreendentemente rápido.


E o Joe é completamente fascinante. Aparenta ser muito inocente, não sabe nada sobre comida e qualquer pessoa se sentiria obrigada a ajudar esse pobre homem lindo que nunca comeu manteiga de amendoim, mas ao mesmo tempo, existe algo na maneira como ele sorri que diz: " You know nothing, not as much as I know". Juro uma verdadeira 2 face bitch adorável.
E acho que depois deste filme muita mulher queria que o pai estivesse pra morrer só pro Joe aparecer à porta. You know it.

Eu não curti:
O filme tem 3 horas! 3 motherfucking horas! E mesmo com todo esse tempo pra explicar tudo quanto é porra desse filme, ele conseguiu terminar com um WTF?
Meu deus! Minha nossa senhora da macumba santa! Que porra foi essa??
Tudo bem que eu nem senti as horas passarem e isso é quase um milagre, porque não é qualquer filme longo que faz isso, mas porra, podia explicar melhor essa história neh?
Definitivamente eu não curti o final, nem aquela songa-monga da Susan. Oh menina sem sal. A maioria dos personagens não tinham intensidade. Juro que cada vez que eles se exaltavam um pouquinho que fosse eu dava saltos. É que realmente você não espera isso. E a Susan foi tipo.. só com um exemplo.

Me explica isso:
 Pai: You can't stay with him!
Susan: I love you daddy.

Sem mais comentários.

E vale a pena?
Olha depende. Pra mim valeu, apesar de toda a indignação do final, foram umas 3 horas bem passadas. Você aprende muito, consegue rir e se você for romântica/o e cheia/o de mimimi no coração vai ter imensos feels, se apaixonar pelo Joe e esperar a morte aparecer num café mais próximo (não que seja o meu caso u_u). 

Você vai gostar se...
Gosta de filmes românticos, que vão para além da explicação lógica e humanamente possível, Tem uma not so secret crush no Brad Pitt. Gosta de filmes tipo Twilight. Porque me desculpem, mas esse filme é um twilight, só que com lições de vida e melhores atores. 

Em um um pensamento durante o filme todo:  Is she going to have sex with death? Oh my god she is having sex with death! Oh my god she had sex with death! 







Sobre o Autor:
Ally Ally. Vejo de tudo, da comédia mais cheesy ao drama mais fucked up. Explosões deixam-me com arrepios e adoro ver mortes violentas na tela. Psicopatas fascinam-me. Acredito veemente que ver filmes sozinha é melhor. [Perfil completo]

15/12/2012

Laurence Anyways

Laurence Anyways
Ano: 2012
Com quem? Melvil Poupaud (O Amante), Suzanne Clément (Eu Matei Minha Mãe), Nathalie Baye (Prenda-me Se For Capaz) e Monia Chokri (Amores Imaginários). 
Diretor: Xavier Dolan (Eu Matei Minha Mãe)

É sobre o quê? 
O filme conta a história de amor entre um homem e uma mulher depois que ele decide realizar uma mudança de sexo. 

Eu gostei de: 
Xavier Dolan é um lindo e a gente já sabe muito bem disso, mas parece que esse jovem diretor canadense decidiu provar para todo mundo que tinha dúvida que ele é um dos melhores que surgiu nessa geração nova do cinema. Laurence Anyways é o elemento que faltava na “curta” carreira dele para que ele se fixasse nas infinitas listas de Diretores/Filmes obrigatórios. A produção não só é impecável como atinge escalas épicas que nenhum dos seus outros filmes havia alcançado. O trabalho de direção é uma das coisas mais notáveis em todo o longa-metragem, além das ótimas atuações e ótimos tudo. Você assiste e sabe que tudo que ele queria está exatamente da maneira que deveria ser; encaixes perfeitos da história com a trilha sonora, os personagens com os atores, o roteiro com a fotografia etc. É tudo PERFEITO. 
Filme diva, cena diva, personagem diva, tudo diva!
A história em si também é perfeita. Os momentos de conflitos dos personagens geram diálogos tão fortes que nos fazem se arrepiar. É como se apesar das diferenças e a situação de Laurence pudéssemos fazer uma relação com algo que já sentimos ou no mínimo entender pelo que ele e a namorada Fred (esse é o nomezinho dela) estão passando. Falar de transexuais não é um dos assuntos mais fáceis, dependendo do público a mensagem pode chegar de maneira errada, mas Laurence Anyways consegue transmitir a realidade que muitos vivem enfrentando por anos e a dificuldade que é decidir ser feliz no seu verdadeiro corpo. 

Eu não curti: 
A única coisa que me incomodou é o filme ser muito longo. Duas horas e meia de filme com cenas extremamente longas. Talvez esse tenha a sido a maneira de passar um desenvolvimento mais perto do real. Até os silêncios constrangedores são longos, iguais àqueles que você tem quando discute com um amigo. 



Vale a pena?
Sim. Os longas anteriores do Xavier Dolan (Eu Matei Minha Mãe e Amores Imaginários) já eram queridinhos aqui do blog, mas nenhum dos dois vai ser o mesmo depois de assistir esse drama épico com carinha de filme alternativo. O Dolan é um daqueles diretores que tem sua marca gravada em seus filmes se é impossível de confundir com outro diretor. Agora ele chegou ao seu ápice de genialidade em roteiro, fotografia, direção e trilha sonora. Nada mais diz “jovem-diretor-lindo-talentoso-pedacinho-em-francês-de-mau-caminho” como Xavier Dolan em Laurence Anyways.

Você vai gostar se...
Curtiu a fotografia de Melancolia e o roteiro dramático e barulhento de Eu Matei Minha Mãe. Se você for um daqueles cinéfilos que caça as melhores trilhas sonoras do cinema, Laurence Anyways se torna obrigatório no seu repertório. 

Em um sorriso para te convencer a assistir agora:


Sobre o Autor:
Kabe Kabe. Eu costumo prestar atenção em detalhes sem relevância nos filmes e expandir a história na minha cabeça antes mesmo dos créditos iniciais começarem. Um filme perfeito seria aquele sem gênero definido em que a Elle Fanning chora com um Alien de bow tie enquanto o espaço explode em slow motion. Ah, e eu converso com os personagens. [Perfil completo]

14/12/2012

The Raven

O Corvo
Ano: 2012
Com quem? John Cusack (Ensinando a Viver), Luke Evans (Imortais), Alice Eve (ATM - Armadilha)

Direção: James McTeigue (V de Vingança :O!).

É sobre o quê?
No meio do século XIX, uma séries de assassinatos começam a acontecer em Baltimore. O Detetive Fields logo em sua primeira cena do crime nota que há algo muito familiar: o assassinato está exatamente como um descrito em uma obra do escritor Edgar Allan Poe. Logo o detetive procura a ajuda autor que, além de falido e meio alcoólatra, está envolvido num romance proibido com uma garota da alta sociedade.

Eu gostei de:
Bom, é um filme de época que envolve assassinatos, quando não havia polícia forense pra estragar todo o mistério em 20 minutos. Eu gosto disso, porque envolve mais dedução e lógica do que provas concretas, tinha quer ser foda naquele tempo.


A ideia dos crimes serem baseados nas história do Poe torna melhor ainda, porque o cara tinha umas histórias bem macabras mesmo, cheias de tensão, sangue etc (por incrível que pareça eu lia os contos dele quando era adolescente #deprimido #emuxo #macumbeiro).

Gostei também do relacionamento do Poe com sua namoradinha que, normalmente em filmes como este, passaria batido e ninguém se importaria pelos dois. Mas estranhamente neste caso até que convenceu. ee

Eu não curti:
Então, o filme é meio chato (rs).

Há todos os elementos de tensão, de suspense etc... mas por algum motivo eles não funcionam. Quer dizer, em alguns momentos sim, tipo 10% das vezes. No começo parece que estamos prestes a ver uma ótima aventura de mistério, que deixa a gente pensativo, tentando descobrir quem é o culpado etc.

Mas não acontece isso não. Os caras vão resolvendo tudo sozinho e montando um quebra-cabeças mental de sei lá, 20 peças. Parece bem infantil como eles juntam pistas e descobrem as coisas, parece uma partida de RPG feita por um mestre bem amador, que tem preguiça de bolar algo mais elaborado (referência nerd rs).

Mas é muuuuuita empolgação

Além disso, o Edgar Allan Poe é meio sem graça. Ele faz um ou outro comentário engraçadinho, mas na maioria das vezes é só um bundão mesmo... e meio pedante até. Não é fodão igual ao Sherlock Holmes, nem esquisitão igual ao Ichabod Crane (de Sleepy Hollow). O Detetive Fields então, pior ainda.

Fucking Badass!! só. que. not. at. all.

E vale a pena?
Não. Eu assisti a esse filme ontem à tarde e já não me lembro nada. Pode ser interessante pra alguns, só que pra mim foi bem tedioso. Não é tão ruim, é completamente assistível pra falar a verdade e tem até uma produção legal etc. Mas nossa, preferia mesmo é ter visto o filme do Pelé rsrsrsrs

Você vai gostar se...
Gosta de filmes de suspense. Livros do Poe, Agatha Christie, Sidney Sheldon e afins. Se curtiu filmes como Do Inferno, Sherlock Holmes e A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, pode ser que goste de O Corvo também (mas este é pior rs).

Em um gif gratuito e aleatório da Ines Brasil: 


you're welcome


Sobre o Autor:
VinnieVinnie. Eu não tenho filtros e vejo qualquer tipo de coisa. Gosto de drama, ação, terror, comédia e não tenho preconceitos (vou de cult a blockbusters e trashões). Sou fanático por premiações e futilidades de Hollywood. Odeio spoilers mais que tudo. [Perfil completo]


13/12/2012

Tenacious D


Tenacious D in the Pick of Destiny
Ano: 2006
Com quem? Jack Black (Bernie) e Kyle Gass (Year One).
Direção: Liam Linch (Surrender Dorothy)
É sobre o quê?
Esta é a história de uma amizade que mudou o curso da história do Rock n' Roll para sempre. O ingênuo JB (Jack Black) se une ao relaxado KG (Kyle Gass) para formar a banda Tenacious D. Eles pretendem escrever seus nomes na história da música, mas logo percebem que isso não é tão simples assim. A dupla irá armar um plano infalível para roubar uma palheta mágica capaz de transformá-los em deuses do rock.

Eu gostei de:
A primeira coisa foi o menininho, o Jack Blackinho. Ele manda muito bem, aparece pouco mas é o suficiente pra chamar muita atenção. Fora que a semelhança com o Jack Black é incrível, parece que os caras viajaram numa máquina do tempo e filmaram essa sequência com o Jack Black criança de verdade. Sensacional.

HAHAHA gente, esse menino... por favor
A história é completamente absurda e maluca, bem como eu gosto. Tem pequenas referências a alguns clássicos do cinema e nem preciso falar sobre clássicos do rock também. É engraçado, até dramático nos momentos certos. Pra mim, coisa fina. É o tipo de musical que a gente (eu) curte, sem aquelas musicas insuportáveis e falsas.

Sem falar nas letras muito ricas
Em alguns momentos eles intercalam com umas animações pra contar histórias e dividir o filme em alguns capítulos, achei essa uma sacada muito boa também.
E tem os efeitos especiais que são muito engraçados e tosquíssimos, combinam com o filme assim como tudo, os personagens, a trilha sonora, o roteiro.
Eu não curti:
Sinto muito gente, mas não tenho do que reclamar. Aceitem.
Mas e aí? Vale a pena?
Porra, claro que sim né?
É uma comedia musical GENIAL. Amo de paixão Jack Black, e aí ele teve espaço pra ser ele mesmo sem medo.
Mas, se você não gosta do cara, nem pensa em assistir ein!
Você vai gostar se...
Gostou de filmes como Across the Universe (não tem nada a ver praticamente, usei como exemplo porque também é um filme feito com umas musicas mais legais) e The School of Rock, gosta do Jack Black, gosta de Roque e Rou. Se é retardado e gosta de humor retardado.

Coisa de gente ~~~cult~~~ é que não é
Em uma curiosidade:
Pra quem não sabe, o Diabo é interpretado pelo ♥♥Dave Grohl♥♥






10/12/2012

Pitch Perfect

A Escolha Perfeita
Ano: 2012
Com quem? Anna Kendrick (50% / Scott Pilgrim Contra O Mundo), Skylar Astin (Detona Ralph), Rebel Wilson (Só Bebendo Elas Casam), Brittany Snow (Haispray) e Anna Camp (Histórias Cruzadas).
Diretor: Jason Moore (Antes só dirigiu episódios de séries como Dawson’s creek e Everwood)

É sobre o quê? 
A história segue Beca, uma típica adolescente que não se importa com o mundo e vive com uma nuvemzinha negra em cima da cabeça que está infeliz por ser obrigada a estudar na faculdade onde o seu pai é professor. No entanto é nessa faculdade que ela descobre a sua voz e o seu jeito para a música e acaba participando de um grupo de coral chamado The Bellas. 

Eu gostei de: 
“Pitch Perfect” não foi uma das melhores comédias que saíram esse ano. Acho que pelo trailer todo mundo já desconfiava disso, mas, definitivamente, não é uma comédia ruim. O filme consegue ir do medíocre para o sensacional em uma mesma cena e voltar para o medíocre na cena seguinte. Isso acaba deixando o filme gostosinho de assistir; não tem muita piada pastelão, apenas o suficiente; todos os personagens arrancam uma risadinha ali e aqui; não tem uso de almofada de peido ou vilã invejosa. É tudo bem leve e delicinha para se aproveitar em um domingo com os amigos. Imagino que se tirassem os “B*TCH”, “WH*RE”, “F*CK”, ele iria direto para a Sessão da Tarde. 

Também é claro que o filme suga muito de Glee. Eu curto Glee, mas a série tem diversos problemas no roteiro, é cheia de mimimi desnecessário e enrola demais com coisas que a gente já viu. Até piada repetida a gente tem que aguentar nos episódios da série. É aí que Pitch Perfect entre e resolve tudo. Não enrola DEMAIS nos dramas, não é meloso com os romances, tem um bom repertório de humor que vai da vergonha alheia para um humor inteligente. Não entendam humor inteligente com piada política. Humor inteligente é a Rebel Wilson falando sobre usar crack durante uma paquera (tem isso no trailer, ok?!). Imagino que a qualidade do filme e do roteiro é 50% responsável pela improvisação dessa linda-diva-amorzinho da comédia. 
BOOM CHICA BOW BOW <3

Eu não curti: 
Eu amo a Anna Kendrick, considero ela uma das minhas divas da categoria Underrateds, mas ela não convence como “rebelde”. Se você já a assistiu em Amor Sem Escalas, Scott Pilgrim ou até em Crepúsculo. Não dá para acreditar que essa mina odeia a faculdade, que tudo é um saco enorme a ser chutado e todos esses mimimis da personagem. Ela não chega a ser irritante e tem uma hora, lá para o final, que a gente começa a “acreditar na rebeldia” dela, mas eu olho para a personagem e tudo que eu penso é: tirando esse lápis de olho essa mina é boa moça! Você não me engana! Você não é gótica dj, é fofa!


Vale a pena?
Sim. Se for para recomendar um filme que você não vá se arrepender se assistir, Pitch Perfect é essa opção. Vá ao cinema com o namorado, os amigos, a família, com quem quiser (até sozinho você vai curtir). É um dos melhores desse ano em quesito “não se irrite com a péssima trama” ou “se arrependa porque as atuações são um lixo”. Por mais que tenha momentos que ao invés de rir eu fiz essa cara 
eu aproveitei o inteiro filme e ri muito. Calculo o quanto uma comédia é boa pelas vezes que eu pausei para fazer outra coisa na internet e isso só aconteceu uma vez. Então acredite no que estou dizendo. 

Você vai gostar se...
Você já imaginou o quanto Glee seria melhor sem aquela encher de linguiça todo. Se curte boas piadas, piadas pastelonas, musicais e música e filmes gostosinhos de assistir. 

Em uma quase certeza: que o filme foi patrocinado pelo iTunes!




Sobre o Autor:
Kabe Kabe. Eu costumo prestar atenção em detalhes sem relevância nos filmes e expandir a história na minha cabeça antes mesmo dos créditos iniciais começarem. Um filme perfeito seria aquele sem gênero definido em que a Elle Fanning chora com um Alien de bow tie enquanto o espaço explode em slow motion. Ah, e eu converso com os personagens. [Perfil completo]